sábado, 26 de novembro de 2011

Você: minha inspiração!

Muita gente, incluindo eu mesma, me pergunta por que há tanto tempo eu não compartilho nenhuma nova poesia. Minha resposta, formulada há tempos, tem a ver com felicidade. Irônico, mas, no excesso de, me esvai certa inspiração. A dor sim é gatilho certo para os mais bonitos conjuntos de palavras que eu já fui capaz de tecer. Pensando sobre isso em algum momento, não me pareceu essa uma realidade muito justa. Ora, a felicidade não é, por acaso, motivação suficiente para belos versos? E o amor, não seria ele a inspiração das inspirações? Sim, o amor. Ele, o responsável pela tal felicidade oportuna. O amor. Aquele que estive procurando há tempos. Aquele, mais especial que o esperado, que o idealizado, O amor, o real, o correspondido, o perfeito. É difícil traduzi-lo assim, num poema, em palavras, versos e linhas. E refletindo sobre os porquês de tamanha dificuldade, revelou-se pra mim o óbvio. Como falar de algo que inebria, agora, meu cotidiano? Eu sei falar é de sonho, de pretensões. Sei falar de sentimentos conhecidos, claro. Mas acho que nunca tinha feito isso antes. Nunca tinha me dado o direito de escrever sobre isso que você me deu e que me dá todos os dias. E é tão justo à fôrma do que me faz feliz que não me sobram enfeites, não me sobram suspiros. Todos esses floreios eu despejo sobre essa nossa flor para regá-la suficientemente, como é suficiente a água que você me dá de beber. É estranho e engraçado ao mesmo tempo quando me ponho a pensar o tempo todo que você esteve tão perto quando eu sequer imaginava essa nossa vida assim, juntos. Aliás, essa é uma palavra cujo significado metafísico eu tenho aprendido com você. Se alguém personifica o substantivo “parceria”, companheirismo dos bons, esse alguém é você. Completude é o nosso sobrenome para o primeiro nome que é amor. E eu sou tão grata! Tão apaixonada! Tão convicta de você, de nós dois! E isso pra mim, meu amado, isso é felicidade! Isso é inspiração! Das mais dignas de poesia que já me acometeram!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

No dia em que você nasceu...

... eu estava lá. Pena eu não lembrar, mas estava. Quando a mamãe te trouxe para casa, eu estava lá. Não me lembro bem, mas eu estava. Disseram que febrões e uma inquietação infantil acometeram-me. Disseram que era ciúme. Afinal. Durante três anos e meio eu tive a exclusividade do amor mais importante do mundo só pra mim. Mas, cá entre nós. Sabe o que eu penso sobre isso?! A inquietação, os febrões e tudo o mais que eu, na condição de uma garotinha de três anos, possa ter sentido, pode muito bem ter sido uma espécie de torpor agudo de felicidade. Talvez eu não tivesse ainda a capacidade de pensar sobre, mas no fundo eu posso ter suposto que chegara ao mundo a minha melhor amiga. A pessoa com quem eu dividiria os momentos mais importantes da minha vida. E no nosso caso, para minha bênção, foram todos, porque hoje, exatamente, faz 27 anos que eu te tenho aqui do meu lado, do qual você nunca saiu. Quando a mamãe partiu, eu pensei que nunca mais seria capaz de amar alguém assim. Eu já te amava, é claro! Mas foi como descobrir que um sentimento pode se transformar. Inevitavelmente, você passou a um posto mais importante, como quem recebe uma promoção. Você foi promovida a parceira e amor único e exclusivo, aqui, neste plano. E eu só peço a Deus que, por amor à minha existência, te dê ainda muitos anos de vida, porque ele deve saber que o seu amor foi o que me deu fôlego pra respirar quando eu quase ousei parar de fazer isso. Eu te amo. Por missão e condição. Deve ser coisa daquela mulher maravilhosa que tivemos o prazer de chamar de mãe um dia. Se alguém nos ensinou a amar assim, só pode ter sido ela. Deus te abençoe, minha irmã!

terça-feira, 5 de abril de 2011

segunda-feira, 28 de março de 2011

Porque eu sei que é amor...

Não é nada comparado àquela turbulência de outrora, tão devastadora que clamava por ser expurgada, tamanha a força da sua brutalidade. Também não se parece com algum devaneio piegas inventado pela solidão dos dias. É “realmente surreal”. E também “surrealmente real”. É manso, é acalentador. Também é forte e faminto. É simples, mas é sofisticado. É espontâneo. Natural. É como eu sempre soube que seria. Exatamente como eu imaginei tantos e tantos dias. E ainda assim me surpreende, me emociona. E o pensamento mais forte nos últimos dias tem sido o lamento por quem não teve ou não terá a oportunidade de vivenciar isso ao menos uma vez na vida. Ainda que a vanguarda não me pertença, eu me atrevo a proclamar que nesta vida eu fui feliz. Eu o conheci pessoalmente. E mais ainda... tive o despautério de despertar-lhe o exercício da retribuição. Pois eu deveria saber que Vinícius não mentia... e, certamente, sabia muito bem do que estava falando ao afirmar sabiamente que “nada melhor para a saúde que um amor correspondido.”

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Não fossem as manchetes noticiosas de amanhã, eu diria que há um gosto adocicado de paz nessa torrente de águas que ilustra minha tarde de domingo. Minha. Porque eu tenho me apropriado das coisas que se insinuam a mim com tanta liberdade. Eu diria que tenho aprendido a degustar momentos, instantes, espaços de tempo em que o encontro comigo é quase metafísico. Mas, pensando bem, esse verbo não cabe mais aqui. Não nesse lugar novo onde eu não vislumbro um traço de aflição ou angústia sequer. Não que eu julgue já ter aprendido tudo, longe de mim tal estúpida pretensão! Mas me soa melhor dizer que eu tenho degustado, que eu tenho me apropriado, que eu tenho experimentado, que eu tenho me encontrado, que eu tenho vislumbrado, a colocar o verbo “aprender” na frente de todas as coisas que eu tenho realizado com tamanha autonomia e desprendimento. É que eu não tenho mais medo de ousar. E não fico contando os minutos pra esperar que seja a hora “certa”. A hora “errada” também me serve, tal qual o servo a seu senhor. É por isso que o silêncio torrencial dessa tempestade parece música aqui dentro desse apartamento. Eu tenho C O N T E M P L A D O. E isso não tem preço!