segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

A Herança

Este foi um daqueles anos que passam como que num piscar de olhos... pelo menos pra mim. Foi um ano temido por ser o último da faculdade. Eu passei maus bocados ano passado, foi um momento bem difícil do curso e eu comecei este ano com muito medo do que viria. Que nada! Foi o mais tranqüilo, eu diria.

Demos conta de tudo, meu Deus, e eu nem posso explicar como. Foram tantas emoções: programas de TV para o Canal Universitário, programas de rádio para a CBN, o Expressão (jornal impresso da Universidade), e, um livro-reportagem. Mas claro, não apenas um livro-reportagem, mas um livro-reportagem sobre Câncer, como não?! O meu grupo não deixaria que as coisas fossem menos complicadas do já que eram... rs!

Tantas responsabilidades! Quanta adrenalina, corre-corre, produção, gravação, apuração, imersão, exercício de escrever, escrever, escrever e... estou formada. Então é assim? Sou jornalista? Eu confesso que já me sentia uma, mas, mesmo sem o diploma e o MTB ainda, é diferente, talvez ao menos um pouco. Hoje eu disse ao casal, donos da casa onde costumo levar roupas para costura, que sou jornalista. Eu já tinha dito isso a outras pessoas, mas por um fragmento de segundo hoje senti algo desconhecido até então.

E é interessante. Entrei na faculdade insegura e, mesmo não tendo a menor idéia do que será da minha carreira agora com a carga de uma profissão na bagagem, eu não consigo me preocupar com o futuro. Como eu costumo dizer, e não pela primeira vez, eu sei bem o que não quero e o que quero, é claro, não vai vir de graça. Mas isso eu também já sei. E que graça teria? Que gosto... se as coisas fossem fáceis, gratuitas?

O fato é que foram quatro anos intensos e diferentes de tudo o que eu já havia vivido. Mais uma etapa da vida em que fui colocada à prova. Confesso que cheguei a pensar que não conseguiria. Eu, no auge de meus 24 aninhos, depois de alguns distante da conclusão do Ensino Médio, entrei pela porta de uma sala de aula em que me deparei com quase 100 jovens recém saídos do colégio, em torno de seus 18, 19 anos talvez. Quanta coisa nos separava. Mas eu sempre fui assim mesmo. Minha eterna mania de subestimar a “experiência” das pessoas mais jovens e superestimar a minha, da “mais velha”. E eu acho que fui eu quem mais aprendeu, mesmo nos momentos em que tive que lidar com minhas próprias limitações diante das dificuldades.

Neste balanço não poderia deixar de falar de duas jóias que encontrei pelo meio, quer dizer, uma no início do caminho e a outra sim, mais a frente.

Thiago. Pensando agora eu acho que não tinha idéia no momento em que trocamos as primeiras palavras, no primeiro dia de aula, de que pudesse conhecer tanta pureza em meio a tanto entulho. Quando digo entulho, refiro-me ao mundo que não dá espaço para a ingenuidade e a doçura que se pode achar neste coração.

Aline. Alguma coisa separava nossos mundos. Não me perguntem como, mas, hoje, alguma coisa uniu nossos corações.

Afora todas as emoções que eu vivi neste ano de 2008, boas, ruins, necessárias, bobagens, acertos, erros, eu levo estes dois encontros pra 2009 como a herança mais rica destes quatro anos.

3 comentários:

Aline disse...

Deus me dê lágrimas pra chorar MAIS ainda nos próximos dias, pq acho que já gastei tudo aqui!

Eu também não sei explicar muito bem como você aconteceu na minha vida, mas sei que quero ter você comigo pra sempre.

E olha que poucos conseguem o feito de 'não me irritar'. Você é uma delas!

Eu te amo, grandão :)
amigas forever, gatchenha!

beijo

Thiago Rafael disse...

Flooor.

Você é que é uma jóia e nem percebe o quanto. Coração imenso, força incrível.

Te amo flor. Pra sempre, sempre e sempre...

Camila Caringe disse...

humm...
Snif!
Que lindos!

Amigos são mesmo o tesouro mais valioso que alguém pode ter...

Parabéns pelas conquistas todas, Mandy!
E eu estou ansiosa... Rumo ao quarto ano!!!