quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Natal

Daqui pra frente vai ser sempre assim. Você e Ele nascerão também neste dia - afora todos os outros - no mesmo mês, todos os anos. E meu amor por Ele vai se fortalecer ainda mais cada vez que eu me lembrar que Ele mesmo preparou este dia pra que a gente possa se encontrar de novo e ficar juntas pra todo o sempre!

Feliz Natal, MÃE!

Todo meu amor... agora sim... porque ele nunca coube numa palavra, num beijo ou num abraço... só caberia mesmo na ETERNIDADE!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

domingo, 15 de novembro de 2009

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Amor e sensatez não ocupam o mesmo coração...

É que pra mim, não dá pra viver isso TUDO assim de qualquer jeito. Na minha terra, se é que há uma que me acolha com tudo o que sou, se apaixonar implica em um caldeirão fervente de emoções. Se é pra viver um sentimento tão mágico, que seja com total entrega. Que seja com tudo o que um típico romance dá direito. Ainda mais um romance novo, ainda com aquele frescor do que é novidade. Porque pra mim não vale se não for pra ter os pensamentos teletransportados a qualquer hora do dia, e muitas delas, pra pessoa que faz meu coração palpitar. Não vale não resistir àquela vontade de dizer "bobeirinhas namoradísticas", por qualquer meio, ou o mais urgente no momento, mesmo sabendo que ele já sabe que eu o adoro ou que estou com saudade. E pensar que quando a gente fica assim, nesse estado, dá vontade de botar a pessoa dentro de um saquinho e prendê-lo à cintura, porque daí dá pra falar, olhar, beijar, amar sempre que der vontade, e não são poucos esses “sempre”. Eu nunca fui comedida, apaixonada então! Nem pensar! Porque pra mim é assim, é 8 ou 80. Porque um amor desses, é uma delícia que deixa a gente em estado de graça e total felicidade. E é motivo suficiente pra brindar a qualquer hora do dia, ou da noite, com sorrisos que escapam ao rosto e à sensatez. E ser correspondida nesse clima de “paixonite aguda”, isso é o que há! Quer coisa melhor do que sentir a sintonia da paixão saindo por cada poro da pele dos dois?! É que pra mim, isso TUDO faz TODO o sentido... e é tão coerente... e é tão real!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Falo com amor - L-O-V-E!!!

Era ele ali. O astro. A estrela. O gênio. Ele estava no comando. E tinha que estar. Nascera praquilo. Criava. Dirigia. O controle estava em suas mãos. Seu desejo era mais do que uma ordem. Era lei. Era sagrado. A despeito da grandeza do que ele representava, do que ele provocava no outro – estava estampada em cada olhar atento, em cada sorriso escancarado, em cada lágrima teimosa – havia ali, naquele coração, algo tremendamente raro. Diria escasso. A doçura, a preocupação do Rei em ensinar O amor. Mais do que ensinar COM amor ele queria é que o mundo aprendesse a amar. Vigoroso em sua fragilidade, gracioso em sua ousadia, puro no auge de sua maturidade.

Quem pensa que ao entrar na sala de cinema pra ver This is it vai ao encontro do ídolo morto terá uma grande surpresa. Porque quem estará ali, do outro lado da telona, durante os próximos quase 120 minutos é o Rei do Pop... mais vivo do que nunca... pode apostar!

Esbanjando criatividade, doçura e talento como deveria mesmo ser. É incrível como qualquer coisa simples e corriqueira torna-se grandiosa quando quem está por trás dela é Michael Jackson. Qualquer super produção ou efeito especial perde por completo o brilho quando contraposto à luz da grande estrela.

Imagens despretensiosas para fins de arquivo pessoal misturadas a produções inéditas carinhosamente preparadas para o grande retorno do Rei do Pop aos palcos fazem de This is it um espetáculo musical dos mais completos e regado com o toque exclusivo de uma das almas mais lindas e apaixonantes que já desceram a passeio neste mundo.

Entre um sucesso e outro, o envolvimento perfeccionista e o carinho detalhista de quem sabe exatamente o que está fazendo, e o faz por missão. Em meio a “I Love you’s”, “God bless you’s” e “I say it with love’s”, o Rei imprime a sua marca naquele que seria talvez o espetaculoso adeus aos palcos, ao mesmo tempo em que planta o sonho do tamanho do mundo dentro de cada um dos corações envolvidos no grande projeto, de bailarinos a cantores, músicos a diretores.

Momentos chave como os ensaios de I Just can’t stop loving you e Billie Jean – onde MJ se solta além da simples, porém não menos espetaculosa, marcação de voz e coreografia e explode sob a inspiração que a música é capaz de provocar nele e em todo o elenco que o acompanha – reafirmam o inconformismo de corações como o meu, que não aceitam a partida tão antecipada.

This is it é verdadeiramente digno de Michael, simplesmente porque não inventa alguém, mas exibe uma verdade que talvez não tenha ficado tão clara em alguns momentos. A da alma especial em forma de talento brilhante, em forma de menino-homem, em forma de estrela!

Eterna fã... falo com amor!!!


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Toma o que é nosso!

E eu fiquei pensando se toda aquela minha espontaneidade não vinha mesmo era de uma inconsciência de sentir. Porque agora, diante dessa saudade absoluta e da certeza de que já não serei a mesma se o caminho for sem você, eu sinto medo e posso ver as travas todas, e não posso mais gritar como antes porque agora peso bem os riscos e penso antes de falar, por cuidado, não quero criar ainda outros riscos. Sinto tudo escapando de um controle que eu nem sei se um dia tive sobre tudo isso e só posso mesmo concluir que eu demorei é pra ter coragem de admitir você pra mim mesma. Fico tentando explicar tudo didaticamente aqui, pra mim, pros pensamentos todos confusos que procuram resposta, já que eu não poderia mesmo explicar pra você toda essa loucura. O meu medo é que você duvide de que haja uma verdade no meio dessa bagunça, e que eu vá te perder somente por falta de tato ou por excesso desmedido de zelo, ou ainda por puro desencontro de momentos. Me referencio então na sua sensatez e no equilíbrio maduro que eu não tenho e que te é tão natural. E entendo que talvez essas discrepâncias sejam o nosso tesouro quando eu tenho em você aquilo que me falta e ainda mais. E tudo o que eu te ofereço agora é sem dúvida o melhor de mim, o melhor que eu só estava escondendo por pura covardia, por pirraça ou rebeldia, já que tantas outras vezes fui obrigada a tomar de volta e abrigar naquele lugar mais seguro, tão seguro que pra alcançar tem que rasgar, tem que doer! Eu fiquei meio assim, você sabe bem, achando que talvez o que pra mim é o que há de melhor não seja tão melhor assim, se é que me preferem escondida atrás de centenas de máscaras e escudos. Eu sei que você me prefereria inteira e desnudada. Me desnudo então, agora! Lanço meu corpo nu ao encontro do seu coração. E só não o faço de maneira mais enfática pra tentar deixar prevalecer, desta vez, a sua vontade. Que seja absoluta! Porque a respeito, porque a quero... porque te respeito, porque te quero! E mesmo cheia de minhas contradições que ora admitem, ora negam, se assim eu não fizesse, não seria eu. Então, eu aceito o que vier de ti, mas que seja tudo construído sobre nossos corpos nus, sobre nossas faces desmascaradas. Não faço jogos, não negocio nada menos do que essa nossa inteireza. Toma minha verdade então. Eu sei que farás dela o que for de melhor pra ti. E juro que basta pra mim! Afinal, só nós sabemos o que levamos de tudo o que somos juntos. Eu sei!

sábado, 17 de outubro de 2009

Poderosíssima!!!





P.S.: Em homenagem a Meggynha. Parabéns, minha flor!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Aborto

Ele estava ali. Fora concebido um dia, assim, sem mais, nem porquê, de uma sorte de querer. Aninhado no útero, esperava pelo mundo enquanto o mundo o via de fora. Tímido, ganhava corpo sem muito alarde. Se alimentava de qualquer resquício de gentileza. Se deslumbrava com qualquer sombra de intimidade. Ensaiava sorrisos de todos os tipos: os mansos, os maliciosos, os fúteis, os escandalosos. Esperava alguma coisa, não sabia o quê. Sem nome ainda, já tentava se definir. Era medroso que só, mas tinha tanta fome de existência! Queria ser forte, mas era mais ele quando vítima. Precisava dos apetrechos todos tão próprios dos covardes. Esperava por um ninho. Podia ser qualquer coisa simples, nobre, talvez aquele que se formava no desenho das mãos unidas em forma de concha. Pousaria ali, com gosto pousaria! Até que então sentiu a hora chegada. Pensou em tudo que escutara, tudo que imaginara em seus sonhos mais íntimos durante aquela estadia. Era hora de conhecer o outro lado. Se deliciava só de pensar! Achou mesmo que seria fácil, afinal, encontrara o espaço do abraço. Encontrara! E ali ficaria, ali dormiria tranquilo, ali teria todas as respostas e faria tantas outras perguntas. Era o espaço exato, do tamanho perfeito. Porque ali cabia todo inteiro, todo entregue. Ali e nos olhos. Nos olhos também! Se via a si mesmo nos olhos. Mas percebeu. Algo estava errado. Não entendia porquê tanta demora. Tinha pressa, tinha sede demais! Foi quando se deu conta: as mãos não estavam unidas em forma de concha, o abraço não estava aberto, e os olhos marejavam, e molhavam a luz, e os sonhos, e as promessas. Não tinha lugar ali. Percebeu, em completo estado de lástima, que nasceria sem solo, sem um coração pra ocupar. Não quis arriscar. Decidiu. Não nasceu. Voltou ao seu lugar. Aquele, o mesmo, de onde talvez nunca sairia. “Pena”, pensou, e chorou, o amor!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Pontadinha no peito

Alguém me ensina, por favor, como fazer pra não chorar de emoção genuína e rasgada ao ler coisas assim?!:



Cartão.

Hoje seria aniversário do seu pai e eu me permito o desejo infantil de fazer chegar até ele um cartãozinho. Pra contar que brindamos a ele nesse domingo. E que uma campanha feita por ele é uma das mais lembradas de todos os tempos na Lápis Raro. Pra dizer que o tempo cura e o riso volta. Que eu me tornei alguém melhor depois que ele passou por aqui. Pra agradecer por ele ter transformado o amor em gente. E pelo milagre de vê-lo crescendo menino ao meu lado, fazendo do meu amor de mulher amor de mãe.



P.S.: Este é um post do blog para Francisco (http://parafrancisco.blogspot.com/), de Cristina Guerra. Quem conhece, sabe exatamente do que eu to falando! Quem não conhece, fica aí a dica. Uma das histórias que nos fazem, ao menos por um momento, refletir sobre a grandiosidade do significado da vida!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Quando o prazer desafia o amor...

Além da atração entre dois corpos, existe um infinito a ser compartilhado. É quando se encontra alguém com quem se cria um espaço único onde você pode ser exatamente você. Ali você pode se desnudar, tirar as máscaras todas, mostrar a cara e a coragem, falar de saudade, solidão e do que mais gosta no sexo. Uma infinitude onde cabem todas, todas mesmo, as peculiaridades de cada um. E nas tantas diferenças nos identificamos profundamente. Onde tudo que é feio e detestável em nós e pra nós é exposto como num bazar pra descartar coisas que não se quer mais... e sempre há alguém que enxerga na velharia a beleza de uma novidade. Onde se pode rir ou chorar, ser madura ou infantil, ser responsável ou totalmente inconseqüente. Sem protocolos, sem regras, sem etiqueta, sem aparências vazias. Onde a medida pra amizade genuína, a cumplicidade explícita e o desejo mais desmedido se igualam em proporção e encontram um espaço de boa convivência. É tudo que se sente no instante de um abraço, no longínquo que se pode alcançar num beijo sem pressa, no conforto de uma conversa complexa e sem propósitos, no silêncio do caminhar de mãos dadas.

domingo, 27 de setembro de 2009

(Des)encontro

Quando o coração surpreende com descobertas de sentimentos e devolve a capacidade de sensações que, independente de quanta dor e medo causem, reafirmam a vida em nós... nisso há um quê de milagre.

Quando alguém é capaz de roubar os pensamentos todos e provocar essa angústia no peito a ponto de sufocar o ar preso na garganta... quando a saudade se define com um só nome e um par de mesmos olhos... nisso há um quê de milagre. Essas sensações sempre... sempre me devolvem a certeza de estar viva. Mais... me devolvem a sensação de vida... como se nos intervalos em que isso adormece em mim, eu estivesse exatamente assim... em estado de “não vida”.

Quando alguém desequilibra as palavras que há tempos se recusavam a sair daquele lugar recluso e tranquilo e as atira de novo pelas pontas dos meus dedos no teclado, e elas minam assim, sem qualquer restrição... nisso há um quê de milagre. Essa inspiração é tão íntima que quando se cansa de caminhar junto comigo, é como se um pedaço maior se descolasse.

Quando eu penso que experimentei tantas e distintas faces desse sentimento, ele vem e coloca sobre o meu rosto uma máscara nova. E nisso há um quê de milagre. Porque ele se prova incabível em protocolos e regras. Para ele não há fôrmas e nem formas. E é deslumbrante como ele arrebata o homem, a mulher, nós humanos, mas não se dá a conhecer a nós mesmos. Ele faz parte de nós, mas não nos serve. Talvez seja é senhor!

E mesmo agora, com esse choro contido, eu não permitirei que um lamento sequer se pronuncie por meus lábios. Desta vez, eu serei grata na plenitude de um sentimento que se revelou... tarde demais talvez, mas em tempo. Porque ele, o tal senhor, também não conhece o tempo. Os dois nunca foram apresentados. São completos estranhos.

Desencontros devem fazer parte de algum plano maior. E eu não estarei pronta para questionar nada. E essa minha mansidão de alma, esse meu conformismo embriagado... nisso há um quê de milagre.

E essa falta, esse desejo, essa esperança que a simples lembrança do teu sorriso renova em mim... nisso... nisso há um quê de milagre!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Ao som da vida...

Manhã chorosa. Frio cortando a pele do rosto, recém limpa e hidratada. Nariz vermelho. Olhos semicerrados, pesados. O ponto está quase chegando. Mais um pouco e ela vai se livrar de toda aquela confusão de gente, de perfumes, de infinitos particulares. Antes de dar o sinal ela troca a música no MP4. Seleciona o botão de volume e o leva até em cima, a pino. E a vida se transforma num videoclipe. Do caminho que a leva do ponto até o prédio da empresa, ela anda conforme a música... literalmente. Os passos acompanham a batida da bateria, os batimentos, a empolgação do efeito de estalos de dedos, e os olhos criam cenas de um filme abstrato. Carros, pessoas, prédios, barulho... silêncio musical. Apenas a voz deliciosa do cantor. R&B, é claro! Não escolheria outra coisa há tempos. Dois minutos e um pouco mais são suficientes pra música rolar inteira. Como se tivesse feito especialmente praquele percurso. Quando ela pisa o primeiro degrau da escada pra adentrar pela portaria, a última nota. Ela desliga o MP4, o coloca na bolsa ao mesmo tempo em que saca o crachá. O elevador aponta no térreo. O coração está cheio... Começa mais um dia...

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Pausa para viver...

Daqui de dentro tudo é tão distante, tão impessoal. Daqui de dentro todos sãos estranhos, a espécie é surreal. Eu vejo gente vazia, atitudes programadas, sentimentos digitalizados. Eu sinto uma falta de sentido que estrangula o meu sentir. Daqui de dentro tudo a minha volta vai ficando pequenino, quanto mais longe eu voo, quanto mais eu me distancio. Olhando de cima é todo esse nó. De frente o nó vira pó. Nada é real, tudo é pueril. Enquanto o tempo passa dentro de uma sala repleta de ruídos sonoros, vozes tensas e diálogos protocolados, a natureza ri lá fora, o sol se atira desnudado, os animais, a vegetação, os rios e mares, todos brincam numa ciranda fechada em torno do amor. E daqui de dentro eu bato palmas, como a criança a espera do convite pra brincar.

domingo, 23 de agosto de 2009

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Dias maus...

Cada dia que passa as coisas vão ficando mais sem sentido. Eu me sinto cada vez mais encurralada, mais triste, mais feia, mais pesada, mais errada. Em lapsos de consciência - como alguém presa num compartimento submerso que se vale de 1 cm² que se resume ao espaço da boca aberta pra puxar e soltar o ar – eu vejo uma verdade totalmente inusitada. Eu me vejo! E naquele instante breve eu sou um ser humano como outro qualquer, com seus sonhos, seus desejos, seus problemas, sua sorte, suas bênçãos... No instante seguinte, porém, lá está ela, a espada afiada apontada bem perto do meu pescoço. "O buraco é mais embaixo", mas eu nunca havia notado que era tanto. Aos 28, eu tenho a infeliz capacidade de olhar pra minha vida e perceber que algo deu errado. Me sinto mais sozinha do que alguém poderia se sentir. Me sinto incompreendida, desonesta, insana... me sinto má! Minha fé se confunde o tempo todo com uma racionalidade que eu não aprecio. Toda essa argumentação cheia de retórica e lógica é absolutamente ridícula, e ainda assim me afeta. Quem foi que determinou que a "verdade seja dita"?! Eu não preciso de arma, nem qualquer ferramenta, pra me autoflagelar. Eu faço isso com muita competência. Para tanto me basta minha mente e todo esse sentimento impuro que ela produz. Eu não conheço o caminho. Eu o vejo, mas não posso botar o primeiro pé lá pra começar a trilhá-lo. Ele é inatingível. E talvez quem me vê, quem me ouve, quem me toca, possa pensar que eu sou alguém muito desequilibrada. Uma mulher amarga, nervosa, insensível, negligente, egoísta, mesquinha, interesseira... estranha. Alguém que não apetece. Alguém de quem se quer distância ou de quem se sente pena. Adivinha. Essa sou eu. Alguém que tem obsessão por palavras bonitas pra ver se consegue embelezar a feiúra que vê/sente por dentro. Alguém que se sensibiliza com a capacidade de capturar o segundo, o detalhe, a minúcia, a riqueza de um instante, de uma paisagem, de uma fotografia, de um abraço, mas que se percebe vedada à sensação de qualquer uma dessas coisas. Alguém que não pode desfrutar do amor das pessoas, como se ele machucasse mais do que sua ausência, como se não tivesse direito ao amor. Como se fosse proibida de amar. O sofrimento cresce à medida que eu vou me percebendo como isso tudo que eu odeio ser. À medida que eu me dou conta de como sou fraca e incapaz de me dominar e fazer as coisas serem diferentes. À medida que eu alimento dentro de mim uma ingratidão que me ilude quando me faz acreditar que tudo seria diferente, melhor, mais feliz, mais bonito "se..." sem conseguir me convencer de que o "se..." não existe, e que o que é, é aqui, é ali, acolá, se isso ou se aquilo outro... Mas nada muda porque eu me mantenho parada, convicta de minha inércia diante da vida. Me pergunto... pra que então?!

P.S.: Mesmo ciente do ridículo, insisto em me prestar ao papel de me desnudar aqui por ser a minha carência maior do que a decência e a maturidade de optar por não partilhar o dia mau causando o mal estar alheio e ainda por cima esperando que alguém me jogue a corda...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Pra não dizer da grandeza que resulta das minúcias...

Porque com uma sensação de bem estar e de mãos dadas comigo eu certamente estaria nos seus braços agora. Eu certamente não pensaria tanto em pensar demasiadamente. Eu certamente não trocaria a emoção do seu abraço por uma eternidade de sobriedade enlatada e incoerente. Não teria desperdiçado um gole se quer dos seus beijos. Um suspiro que fosse, o fôlego todo de vida que há nessa sua coragem incontida. Sem o peso do medo, sem a carga da moral e dos bons costumes tecida pelos que desperdiçam a vida com etiquetas frias e sintéticas, eu teria no meu rosto o seu álito doce. Eu sei que teria suas mãos estendidas e aquele olhar que mistura tão sutilmente o cuidado e o desejo. Eu passaria longe da aflição da distância e da saudade que me consomem quando eu entendo o tamanho da tolice que nos separa, que me separa de mim mesma...

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Outro dia notei que a lembrança se esvaía... mais e mais. Comentei com algum amigo até que já não doía mais assim, sem mais, mas com qualquer meditação mais concentrada sim.

Ontem, depois de ter desistido por algumas semanas, meses talvez, de ter notícias suas por um dos meus possíveis “através” já que há muito andava estático, me lembrei dele e resolvi fazer uma nova tentativa.

Vi uma foto. Você estava ali, entre outros, o único de costas pro meu olhar...

Inevitavel e instintivamente comecei a chorar...

... e depois, em meio a um choro doído de saudade, me percebi rindo extasiante por dentro quando li que você galgou mais um degrau do sucesso... o que você deseja e persegue de fato... o que meu coração te deseja e te envia por energia de querer bem...

Então... acho que ainda posso chamar isso de amor.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

...

Se eu tivesse o dom da poesia, talvez pudesse tornar o mundo ao redor muito menos dolorido. Você pode dizer: Mas o mundo é tão grande! Engana-se. O mundo ao redor de mim é mínimo, quase nada. Se você pudesse ouvir meus gritos de súplica, veria que as machucaduras aqui por dentro sim, são feridas de morte, tremendas que são. Eu detesto me ver chorar no espelho. As marcas de expressão do meu rosto pesam e a enxurrada de lágrimas escancara os poros da minha pele... tudo parece mais real do que numa fotografia. Se eu fosse criança, queria ter o poder de não crescer, e nunca descobrir o gosto amargo do abandono. Se a minha solidão não me abocanhasse assim tão furiosa, eu te convidaria pra sentar-se aqui ao meu lado. Te ofereceria um café adoçado por mim mesma, só pra te mostrar que eu também posso ser gentil. Se eu olhasse bem no fundo do castanho dos meus olhos, perceberia que eles continuam os mesmos, os olhos da menina que sempre sonhou com o dia em que seria a sua flor. Se eu possuísse a leveza do vento, seria capaz de te mostrar a força que há na tempestade de amor que mora em mim. Se eu pudesse, colocaria num caderno tudo o que sou - em forma de poesia, é claro -, porque se eu tivesse o dom da poesia, talvez o meu mundo fosse mais eu e menos o mundo todo.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

I'll be there!

Porque você é a fé forte que estimula a minha.
Porque você é tão linda e resolvida só pra ser o espelho que me puxa pela mão.
Porque você é obstinada e talentosa só pra ser o orgulho da família.
Porque você é a amizade mais absoluta e fiel da minha vida.
Porque hoje você é uma mulher de 25 anos que tem a minha mais profunda admiração.
Porque um dos desejos mais vitais do meu coração é sua felicidade e vida longa.
Porque eu preciso de você e vou precisar até meu último suspiro.
Porque eu vejo o amor de Deus no escuro através da luz dos seus olhos.
Porque você dita a maturidade da nossa casa.
Porque você não é “dodoizinha” e assim pode limpar minhas feridas com a sua postura definitiva. (Essa é boa, hein! rs)
Porque sou sua fã n.º 1.
Porque eu posso contar com você em qualquer situação.
Porque você é íntegra e leal.
Porque eu te amo com o amor mais genuíno que eu poderia, o meu, todo cheio de falhas, todo limitado, mas sincero e forte além da vida!

Por tudo isso e muito muito mais hoje eu comemoro mais um ano ao seu lado, minha irmã!

Te dedico uma das minhas músicas favoritas. Além de lindíssima, a mensagem é uma declaração de amor! Faço dela minha declaração de amor a você!





TRADUÇÃO

Estarei lá!

Você e eu devemos fazer um pacto
Devemos trazer a salvação de volta
Onde existir amor
Estarei lá

Estenderei minha mão para você
Terei fé em tudo o que você fizer
Basta chamar meu nome
E estarei lá

Você não sabe, querida?
Estarei lá
Estarei lá
Basta chamar meu nome
E estarei lá
Basta dizer meu nome
E estarei lá

Estarei lá para te confortar
Construirei meu mundo de sonhos ao seu redor
Estou tão contente por ter te encontrado
Estarei lá com um amor intenso
Serei a sua fortaleza
Você sabe que pode contar comigo

Deixe-me encher seu coração com alegria e risadas
Somos uma família, por isso sempre que precisar
Basta chamar meu nome
E estarei lá

Estarei lá para proteger você
Com um amor desisteressando que respeita você
Basta chamar meu nome
E estarei lá

Estarei lá para te confortar
Construirei meu mundo de sonhos ao seu redor
Estou tão contente por ter te encontrado
Estarei lá com um amor intenso
Serei a sua fortaleza
Você sabe que pode contar comigo

Se você por acaso encontrar outra pessoa
Eu quero que ela seja muito boa com você
Porque se não for
Então estarei lá




P.S.: Explicações: hoje é aniversário de uma das três pessoas mais importantes da minha vida, minha irmã Aline!

domingo, 2 de agosto de 2009

Pegadas...

Era cinza. Todo ele era de um cinza triste e solitário. Aquele céu limpo, isento, azul ofuscado pelo amarelado do sol... era cinza que ela enxergava. E não porque seu peito era todo chuva e trovão naquela manhã de sábado. Mas também seus olhos baços, embaçados, eles viam o cinza com uma clareza luminosa. O frio tocava sua pele e era um arrepio novo a cada instante. E uma sensação de fraqueza, um cansaço dolorido a invadia. Ela não podia permanecer. Queria chorar, mas não havia sentido algum em derramar mais uma lágrima sequer. Essa consciência madura fazia com que ela enjoasse. Por que num momento de extrema loucura ela era impedida de se atirar no chão em pranto compulsivo? Por que tinha que ser assim tão comedida? Naquele momento, nem a voz dele, nem a presença dele, nem o olhar estupendo dele fariam com que ela sentisse algum alívio. Era uma falta de perspectiva, tamanha confusão, que ela não sabia se o dia caminharia para o pôr do sol mais uma vez. Ela não se lembrava de respirar. Por sorte, o instinto o fazia.

sábado, 1 de agosto de 2009

Eu me recuso... !

Quem não conhece a terrível dor de ser subestimado, não deveria! A banalização de sentimentos, de impressões, sejam elas primeiras, segundas ou milésimas, a generalização, podem ser armas pontiagudas bastante ferozes nas mãos de quem quer que seja. Ser subestimada por pessoas menos próximas, ou mesmo estranhas, pode ser bem irritante, humilhante até. Mas quando nos tornamos genéricos na verbalização de alguém que amamos, que nos ama, é dolorido demais!

Eu sou alguém, como qualquer outro ser humano, em constante construção. Não sei se a palavra é exatamente adequada, mas eu talvez me enxergue como uma obra inacabada. Todos os dias, quando o meu cérebro entra em estado de “hibernação”, algo acontece, e no dia seguinte há menos tijolos do que eu havia deixado ali. Então eu tenho que partir de onde parei e assim esta obra nunca se completa. Isso é o que posso chamar de fórmula divina. A qualquer momento, é possível tirar tijolos, mudá-los de posição ou de lugar, fazer o que eu quiser, e “viver” um dia de cada vez.

Assim como qualquer pessoa eu tenho inúmeras facetas. Uma delas, eu sou, diria, interativa. Tenho uma cabeça aberta, sou bem humorada muitas vezes, adoro viver a vida de um jeito menos sério do que eu mesma sou. Sou muito séria. Isso é tão pesado que eu costumo partilhar esse lado com poucas pessoas. É claro que talvez a maioria das que fazem parte da minha vida, até mesmo indiretamente, me percebe assim. De qualquer maneira, intimidades a gente guarda para íntimos. E a outras pessoas a gente se entrega em nuances. Acho que é isso que todo mundo faz, e eu também.

É muito triste então quando uma destas pessoas a quem a gente toma o cuidado de se abrir e se entregar por inteira recebe de nós só as nuances. E mais, nos violenta com uma falta de percepção descuidada. É como quem recebe um presente caro e se dói com a escolha da cor, quando o que deveria ser importante é o gesto.

No mais, eu deixo claro aqui que, assim como todo mundo, sou composta por um quebra-cabeças de emoções que me fazem ser muitas por minuto. Mas isso não faz de mim alguém genérica. Eu tenho princípios individualíssimos. Sou plena de tendências, de predileções sim, mas não dou a ninguém o direito de tratar isso com leviandade. Acima de tudo eu sou um ser humano que busca viver acima das aparências mundanas, acima da ditadura social, acima do certo e do errado. O que me puxa pela mão é o que mina de dentro de mim, as genuínas turbinas emocionais, os meus desejos, meus sonhos, minhas aspirações grandiosas. Então, não queira me colocar numa caixinha cheia de facetas simplificadas. “EU” certamente não caibo nela!



P.S.: Este desabafo não pretende agredir. Até porque minha reação mais genérica é a falta de delicadeza. Então tenha de mim o meu amor, o meu carinho, a minha amizade, porque estas coisas sim são meus perfumes mais nobres... exclusivos, e não genéricos!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Um dia depois da aspereza...

O voo da abelha

Enquanto eu tomava meu café-da-manhã, uma abelha entrou pela janela. Logo seu radar detectou o pote de mel, destampado sobre a mesa. Aprendi a comer abacaxi com canela e mel há pouco tempo, na casa de um amigo. O mel corta a acidez do abacaxi, a canela dá o aroma especial ao prato. A abelha rodeou, rodeou e parou, feito um helicóptero, próxima à boca do pote. Por certo pensou: Conheço isto aqui.

Ouvi dizer que, pelas leis da aerodinâmica, as abelhas jamais poderiam voar. Porque seu corpo é muito grande e pesado para asinhas tão miúdas. Mas elas voam assim mesmo. Sabe por que? Porque elas não sabem disso.

Gostei do abacaxi daquele jeito do amigo e no dia seguinte fui comprar mel. Na porta da loja um homem me pediu dinheiro. Contou que não podia trabalhar. Haviam lhe dito que o pé torto – seu parto, nos cafundós da Bahia, fôra complicado – o tornara incapaz.

Salpico a canela no abacaxi, de olho na pequena Apis mellifera. Brinco com ela: Adivinha o que falam sobre você.

Às vezes a gente é meio abelha: ninguém põe fé, mas voamos. Por outras, somos como o homem da loja de mel: falam que nosso pé é torto, e a gente acredita.

Lembrei de uma amiga dos tempos de colégio. Queria ser atriz de teatro. A família achava que era piada. Nem as capitais dos estados ela conseguira decorar. A última vez que nos falamos ela estava exausta. Naquele dia tinha entrevistado uma dezena de candidatos na empresa onde trabalha. Em vez do teatro, minha amiga escolheu Psicologia. Acreditara, enfim, que tinha o pé torto. E seu personagem agora era outro. Menos doce.

A pequena abelha parece ter desistido do mel. Fez alguns salamaleques aéreos e partiu. E não é que a danada voa bem?




Que sutileza, querida!

Tanta... que hoje, um dia depois de uma dureza impensada, me atrevo a trazer isso "praqui", pro aconchego do meu canto... e salpicá-lo assim... como as abelhas fazem com o pólen das flores muitas por estes campos doloridos...

Obrigada!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Anywhere you are...





P.S. 1: Existem antiguidades musicais que me renovam por dentro!

P.S. 2: Alguém acha mesmo que qualquer garoto de 13 anos canta “assim”?! FENOMENAL!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Depois de ter você...

Tem pesado sobre os meus ombros uma falta de inspiração quase irritante. Essa espera já não basta pra minha poesia que morre de inanição dia após dia. A ausência de um par de olhos, de um sorriso, de mãos que afaguem, de um instante único e preciso tem preenchido dias a fio. Eu sempre precisei de um amor para ser feliz, nunca disse o contrário. O que acontece é que eu sempre inventei a felicidade, a ludibriei muito bem até aqui. Mas em algum momento que me passou despercebido ela cresceu, e como o que é próprio a todo adulto – ou não – ela não se deixa enganar mais tão facilmente. Precisa de muito mais do que miragens e sombras. Precisa de paisagens concretas agora. Se tornou mais exigente, a danada! E por isso meus olhos, exaustos, têm arriscado de novo. É que eu não vejo a hora de experimentar versos novos, desconhecidos a essa minha capacidade de me apaixonar pelo vislumbre. Depois de ter você, talvez a poesia se faça até mesmo redundante. A poesia, que deve morar aí... atrás desse olhar que tem se escondido do meu... há tanto tempo... !

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Lição de (a)mor(al)

Ele tinha um cheirinho... de menino crescido, um cheirinho de amaciante de roupas com um toque de desodorante masculino, e isso misturado ao cheiro da pele dele era simplesmente sutil.

Ele tinha um sorriso... brincalhão dolorido, um sorriso que carregava o peso do mundo, não sem equilibrá-lo trocando-o nas mãos como malabares entorpecidos.

Ele tinha as mãos mais delicadas e decididas, mãos que titubeavam quando nervosas, afagavam quando enternecidas.

Ele tinha uns sonhos bonitos, uns ideais nobres, uns desejos perdidos e umas iniciativas maduras. E tudo não combinava com aquilo. Por que será que ele não via?! Era será porque a fumaça do cigarro subia, a névoa se dispersava e tudo se embaralhava?! Não condizia o cheirinho, o sorriso, as mãos com aquele tubinho branco e fedorento.

A careta dele era feia quando fazia esforço pra sugar todo aquele lixo pra dentro, e eu me lembrava do jeito meigo e intempestivo com que ele cuidava de mim. Um cuidado quase paternal. Um cuidado que me provocava sorrisos genuínos na cara. E ele ali, naquela pose de gangster rebelde sem causa se autodestruindo não fazia o seu gênero.

Ele não se deu conta do papel a que se prestava. E eu o vi sumir quando o ônibus andou e meu sorriso com ar de reprovação se retirou...



P.S. 1: Só uma tentativa de tocar... e quem sabe convencer.

P.S. 2: Eu já deveria ter feito isso antes... obrigada de coração pelos comentários ou mesmo pelas visitas discretas. Mas saibam que cada uma das manifestações aqui me enche de uma ternura sem igual. Todas, sem demagogia, são muito importantes pra mim!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Assim...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Es(vazia)da...

A essa altura da vida eu deveria desfilar uma maturidade atraente e segura. Eu deveria contar com uma auto estima invejável, daquelas muito bem instruídas depois de várias pancadas e alguns tropeções. Mas essa tal, a auto estima, é um tanto quanto cruel demais. A gente aprende a vida toda a necessidade de nos amar, de gostar da imagem que refletimos no espelho. E eu, particularmente, não acho essa das tarefas mais fáceis. Ainda mais quando esse trabalho deveria ser feito a quatro, oito, cem mãos, e não só a duas. Não é tão fácil conquistar esse amor próprio sem o mínimo empurrãozinho. E eu ando me perguntando o que há de errado, e, se em algum lapso de consciência eu me dou conta do que, como é que a gente muda uma coisa dessas.

Eu sou toda sutileza e arco-íris, pelo menos no mais íntimo do meu ser. Mas não se engane, esse lugar não fica logo ali! Eu sou é muita carranca, sou pesada, sou cruel. Minha crueldade é tanta que é com o mundo, de dentro pra fora, quando o que eu estou tentando, talvez, é açoitar a mim própria. É essa rejeição que me rodeia, que me perturba e que grita o tempo todo essa minha falta de graça, de jeito, de beleza... E eu que sou toda beleza, se quiser. Eu que sei o bê-á-bá de trás pra frente. Eu que conheço de cor o roteiro da delicadeza, do sorriso fácil, da espontaneidade. Mas tudo isso ficou preso em algum lugar de mim a que eu perdi o acesso em algum momento lá atrás. Porque hoje talvez o que se possa enxergar aqui é tristeza, cinzas e uma pitada de desesperança. E a lei do dar e receber é mais efetiva do que eu calculava.

Essa moça afoita, que se debate por uma lufada de ar, que sangra em hemorragias de amor e poesia, só precisa é de olhos generosos que lhe deem a oportunidade de ser bonita, leve e normal. Quem é que não deseja ser normal? Eu só preciso parar de procurar. É disso que preciso. Eu só preciso de um olhar novo que se volte pra coisas mais importantes. Eu só preciso de coisas mais importantes. Eu só preciso que sejam estas coisas verdadeiramente mais importantes. Eu só preciso de olhos que revelem toda essa paisagem encoberta de nuvens e lágrimas. E esse desespero... que me sufoca!

P.S.: Nessas horas é muito fácil entender a falta que eu sinto sempre daquele sorriso dele que me proporcina tanta liberdade... !

So tonight...

Ouvir a voz dele, em alto e bom som, os fones muito bem enterrados em cada ouvido não deixando escapar uma só nota, palavra, batida ou detalhe do arranjo, é sentir uma mão gigantesca perfurar a pele e arrancar de dentro do peito toda essa angústia que se pôs bem na minha frente, com as mãos na cintura e um sorriso de sarcasmo no rosto, me perguntando se eu acredito mesmo que o sonho pode ser verdade.

E me virou as costas depois de roubar minha esperança.

E seguiu caminho como se nunca tivesse me conhecido um dia.



“Groove, let the madness in the music get to you
Life ain't so bad at all
If you live it off the wall”

terça-feira, 21 de julho de 2009

Educomunicação e Comunidade

Quando colocado como objeto de reflexão e estudo, o conceito de Educomunicação nos impele a analisar, antes de mais nada, algumas veracidades. Tanto a Educação, quanto a Comunicação, estão entre os direitos garantidos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, que completou 60 anos em 2008. Portanto, estas duas faces da Educomunicação “deveriam” ser comuns a todo/a cidadão/cidadã.

Outro ponto que se faz necessário antes do aprofundamento da discussão em torno deste tema é conceituar o termo Comunidade. Conjunto de habitantes de um mesmo local, conjunto de indivíduos com características comuns, ou ainda, conjunto de populações que habitam uma mesma área, ao mesmo tempo. É interessante como o conceito de Comunidade, além de muitas outras ideias, é capaz de remeter aos primórdios da humanidade, já que, nunca na história do mundo, o homem e a mulher viveram organizados/as de outra maneira, e ainda mais na história contemporânea essa possibilidade faz-se nula, sendo a linguagem a criadora da necessidade do/a outro/a para que se efetive a condição de ser humano. Além disso, é impossível pensar no conceito de Comunidade sem falar em Cidadania. E este também fica bastante claro na mesma Declaração Universal dos Direitos Humanos, que, além dos direitos, prevê também os deveres, já que ser cidadão/cidadã é ser alguém dotado/a de ambos.

Educomunicação, portanto, é o conjunto de práticas que associa Educação a Comunicação. Conceitualmente, estes dois bens sociais que devem ser analisados e implementados exclusivamente sob a ótica do bem comum, são as duas pontas mais difundidas do enlace educomunicativo. Entretanto, é de suma importância lembrar que Educomunicação, além de Educação aliada a Comunicação, traz em sua essência também Ação, sem a qual não se consegue sair do campo conceitual.

A vertente surgiu na década de 70, invadiu o espaço midiático, a escola e hoje ganha força junto à sociedade civil organizada. Ao participarem destas organizações comprometidas com interesses sociais mais amplos, as pessoas acabam inseridas num processo de educação informal que contribui para a formação cidadã. Mais do que obtenção e difusão de conhecimento e informação junto aos meios de comunicação e às práticas comunicativas, notou-se o fenômeno da mobilização social, protagonizado pelas ONGs através deste novo profissional denominado Educomunicador. Este agente deixa de ser “emissor” e passa a ser “mediador” ou “facilitador” no processo de aprendizagem ou de conhecimento através da Comunicação, representada pelos meios, que são bens públicos.

Este novo conceito quebra a hierarquia na distribuição do saber, justamente pela conclusão de que todas as pessoas envolvidas no fluxo da informação são produtoras de conhecimento. Inclusive, a militância pela democratização da Comunicação também é fruto deste novo movimento. O objetivo é permitir que a população tenha voz enquanto comunicadora. E aí há uma transferência de lideranças, de grupos que no passado comandavam a chamada Comunicação Alternativa, para a própria sociedade. O poder de transmitir mensagens através da mídia, principalmente a de cobertura local e regional, amplia-se a novos emissores, ao mesmo tempo em que a grande mídia também é pressionada a democratizar seu espaço a temáticas de interesse público, menos mercantis e mais comunitárias.

Mas, a escola também recebeu os fluxos positivos destas mudanças de paradigmas. Não podemos esquecer, sem dúvida, do grande esforço que vem sendo feito para colocar a Educação Comunicativa a serviço da construção da Cidadania. Haja vista muitos projetos que se espalham cada vez mais pelo País com objetivos em comum: criar um ambiente de comunicação livre e participativa, inserir nas práticas educativas o estudo dos sistemas de comunicação e suas práticas de produção, transformar as relações de comunicação na escola contrariando as formas autoritárias estabelecidas, rever os conceitos tradicionais de comunicação que existem apenas para persuadir ou fazer a boa imagem dos que detêm poder e fama, estimular o aumento da auto-estima e da capacidade de expressão das pessoas, como indivíduos e como grupo.

Hoje, a referência em estudos e pesquisas em torno da Educomunicação é o Núcleo de Comunicação e Educação da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (NCE/ECA/USP), sob a coordenação do nome que também é referência reconhecida no assunto, o Professor Doutor Ismar de Oliveira Soares. A instituição desenvolveu um importante projeto que também se tornou um dos maiores referenciais na área: o Educom.rádio, “Educomunicação pelas ondas do rádio”, uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo e o NCE/ECA/USP, que mudou a realidade das escolas públicas ao atingir toda a estrutura escolar: profissionais da Educação, alunos, funcionários e comunidade. Um bom exemplo da eficácia do relacionamento entre Educomunicação e Comunidade.

Outro projeto importante e que se destaca pela especificidade do trabalho com adolescentes é o Projeto/Revista Viração. Nascido em março de 2003 com o objetivo de unir jovens e adolescentes de todo o Brasil em torno de princípios como a defesa dos direitos humanos e a educação à Paz, à solidariedade entre os povos e à pluralidade étnica e racial, o projeto possui um diferencial: os Conselhos Jovens, chamados Virajovens. Eles são formados por adolescentes e jovens que se encontram uma vez por mês para avaliar a revista impressa e o portal, propor pautas e discutir a realidade brasileira e mundial. Já são 21 em todo o País. Na Viração, o/a jovem tem voz. Pode opinar, dar sugestões e colaborar produzindo e fazendo aquilo com o que se identifica: texto, foto, vídeo, ilustração etc. Sem contar os projetos múltiplos que se fazem “braços” do ramo principal que é exatamente o Projeto/Revista Viração.

O fato é que a questão da Cidadania se apresenta como a intersecção de todas as experiências no campo, sejam no espaço da educação formal (Escola), sejam as mantidas pela sociedade civil no âmbito da educação não formal (centros de cultura, sindicatos, associações de moradores etc.). A relação Comunicação/Educação tem produzido mudanças substanciais nas relações sociais e nos modos como os grupos humanos interagem. Afinal, educação significa também civilidade, educar para a sociedade, para a convivência social, para a tomada de consciência e o exercício dos direitos e deveres de todo/a cidadão/cidadã.


P.S.: Este texto foi escrito no início do ano especialmente para uma seleção de emprego. Achei conveniente postá-lo unicamente para contextualizar melhor a chamada que eu poderia ter feito apenas com o folder. Então... lá vai!


Clique na imagem para visualizar!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Doce, doce, doce...

Quando a vida era tão doce de dar enjoo...
Tão divertida de desmaiar de sono
Tão leve de sair voando em pleno pôr do dol
Tão simples de passar o dia montando a casa da Barbie
Tão inocente de não ter medo do palhaço
Tão sutil de esboçar uma linguinha de pura timidez e plenitude
Tão feliz de relembrar pra reviver!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Politicamente correto

ciúme
s. m.
1. Receio ou despeito de certos afectos alheios não serem exclusivamente para nós.

domingo, 12 de julho de 2009

... a vida é mais "anil mel chuva"...

Porque ela é das que choram sinceramente diante de qualquer cena tocante, seja de um programa de tv, seja de um filme gênero "meloso água com açúcar", seja da vida real...

Porque a ela importam mais os gestos sutis, enquanto que os espalhafatosos sempre lhe parecem um "querer se aparecer" sem mais propósitos...

Porque as palavras ditas sem cuidado a ferem "de morte", mas ela mesma, inúmeras vezes, feriu alguém assim, e quase sempre, alguém que amava muito...

Porque ela se intimida ao menor sinal de um carinho de mãe, ainda que este ameace partir dela mesma à progenitora, e então ela o guarda de volta de onde ele nunca devia ter saído...

Porque ela gosta em demasia das tardes chuvosas de domingo, mesmo sendo as que mais machucam sua solidão. Talvez ela encontre algum prazer mazoquista nisso...

Porque os pensamentos de morte lhe perturbam com alguma frequência, de tanto medo que ela tem da morte, de tanto que a apavora pensar na perda. Ela não sabe lidar com a perda, ainda que tenha a impressão de já ter nascido com ela encravada na própria existência...

Porque ela não entende como o mundo pode perder tanto tempo com coisas como guerra e miséria tendo acesso a coisas como amor e solidariedade...

Porque ela ama mais do que sua natureza própria lhe permite, como se não se lembrasse sempre que sua natureza própria é o produto dele mesmo, o amor...

Porque ela puxa esses pensamentos todos de um simples não entender de sentimentos que caem como lágrimas sobre a folha de papel...

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Além do entendimento...

É difícil explicar esse tipo de amor. Terá o amor tipo, então?! Será que um sentimento como o amor cabe dentro de moldes, parâmetros ou padrões normativos? Creio que não! Aliás, tenho absoluta certeza que não! E talvez seja mais fácil estabelecer este raciocínio partindo deste princípio. Alguém disse certa vez que sentimento não se explica. Concordo! E eu não me importo de verdade com o que estabelece a vã cultura dos homens, a vã forma de comunicação estabelecida por eles, que põe o dedo em absolutamente tudo. O fato é que sentimento vai além de “achismos”. E este meu é real. Desde menina é real. E cresceu. Tanto, que a dor da perda é ainda mais real. E os moralistas cheios de padrões e parâmetros não entendem. Me perguntam como é possível amar alguém que nunca se viu pessoalmente. Com quem nunca se estabeleceu um vínculo afetivo “carnal”, “físico”. Alguém me explica, por favor, que tipo de vínculo afetivo pode ser físico?! O fato é que Michael Jackson despertou em mim um amor que não merece explicações tão pequenas. É um amor que me faz sentir seu adeus como eu sentiria se fosse um amigo presente em carne e físico. Isso porque ele inventou um jeito de disseminar amor. E já não seria muito difícil para ele que veio à Terra presenteado de dons cativantes. Mas de fato, sua principal ferramenta traduz a alma só no fato de existir: a música. Além de seu brilho próprio, Michael fez da música um veículo para espalhar a sutileza de uma alma que nunca coube nessa paranóia que chamam de MUNDO. E como não podia deixar de ser contrariou todos os moldes, parâmetros ou padrões normativos. Quem pode dizer o que é normal e o que é estranho? Quem pode julgar a maneira que cada um tem de lidar com tudo isso aqui? Quem pode duvidar do amor que eu sinto por esta pessoa que nunca fez parte da minha vida da maneira como o mundo estabelece que alguém deva se apresentar para fazer parte da vida de outro alguém, mas que sempre teve um espaço importante, muito mais do que lotes inteiros de outros vínculos. O que quero dizer é que Michael teve, tem e continua tendo de mim o mesmo amor que um dia plantou na minha alma. A mesma admiração e credibilidade que sempre lhe foram atribuídas por meu coração, porque pra ele, se fez digno. O que quero expressar aqui é um “adeus” dolorido e lamentoso de alguém que se despede de um vínculo presencial que nunca existiu, mas que trouxe o mesmo peso como se sempre tivesse estado ali. De toda a exploração mesquinha em torno da morte desta estrela linda uma coisa encheu meu coração de felicidade pesarosa. A declaração de amor corajosa e apaixonada da filha Paris talvez tenha servido para quebrar paradigmas de um instrumento com super poderes de lente de aumento que é a televisão. Porque inserido naquela voz, naquele choro contido até o limite, naquela expressão real de dor humana estava este amor genuíno e sem tamanho. E quem não pôde ser tocado por aquilo, talvez seja porque se coloque em posição de caixa pra receber o que não caberia no cosmos. Vá em paz, Michael! Onde quer que você esteja agora, minha fé me dá a possibilidade de acreditar que sua missão não terminou, simplesmente porque o amor é parte da existência até mesmo do que é invisível aos olhos da carne, baços demais, mas não aos do coração!

domingo, 5 de julho de 2009

sábado, 4 de julho de 2009

Aí...

É uma saudade assim assim. Não tem nome, nem cor, nem rosto, nem por quê. É uma saudade que preenche todo o vazio e estranhamente aumenta o tamanho do buraco. É uma sensação de não ganhar mais do que perder. De desunião mais do que separação. De não encontro mais do que solidão. É uma saudade que dói mesmo sem arder. Faz chorar mesmo na átomo da alegria mais genuína que se alcance. Mas não se alcança. E mesmo sem saber o gosto, delicia-se no não ter. E mesmo sem conhecer sabe exatamente como seria. É uma saudade que já estava aqui, e não se foi "ainda".

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Espelho, espelho meu!

“... Você toma alguma decisão grandiosa sobre o que precisa fazer, ou sobre quem precisa ser, e então as circunstâncias mudam e imediatamente lhe revelam o quão pouco você sabe sobre si mesmo...”

“... Sempre fui tão fascinada por essas almas etéreas, delicadas. Sempre quis ser a moça silenciosa. Talvez, então, seja útil aceitar como fui criada e assumir plenamente a mim mesma desse jeito...”

“... Ou então, como dizia Sexto, o antigo filósofo pitagoriano: “O homem sábio é sempre semelhante a si mesmo.”

Isso não significa que eu não possa ser devota. Não significa que eu não possa ser inteiramente derrubada e soterrada pelo amor de Deus. Não significa que eu não possa servir à humanidade. Não significa que não possa melhorar a mim mesma como ser humano, aprimorando minhas virtudes e trabalhando diariamente para minimizar meus vícios. Por exemplo, nunca serei uma pessoa calada, mas isso não significa que eu não possa dar uma boa olhada nos meus hábitos de fala e alterar alguns aspectos, melhorando-os – trabalhar dentro da minha personalidade. Sim, eu gosto de falar, mas talvez não precise dizer tantos palavrões, e talvez nem sempre precise despertar o riso fácil, e talvez não precise falar sobre mim mesma de forma tão constante. Ou então, um conceito mais radical – talvez eu possa parar de interromper os outros quando eles estiverem falando. Porque, por mais que eu seja criativa no meu hábito de interromper, não consigo encontrar outra maneira de vê-lo que não: “Acho que o que estou dizendo é mais importante do que o que você está dizendo.” E não consigo encontrar outra maneira de ver isso que não: “Acho que sou mais importante do que você.” E isso precisa parar.

Todas essas mudanças seriam úteis. Mas mesmo assim, mesmo com modificações significativas nos meus hábitos de fala, provavelmente jamais serei conhecida como Aquela Mocinha Quietinha. Por mais que essa imagem seja atraente, e por mais força que eu faça. Porque precisamos ser totalmente honestos em relação a com quem estamos lidando aqui...”

Comer Rezar Amar
Elizabeth Gilbert

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Quando o amor marca irremediavelmente...


Mais uma noite eu sonhei com você. Foi uma maneira de te ter perto de novo. É que depois de alguns meses - quase um ano, meu Deus! - as lembranças podem ficar um pouco empoeiradas. Este novo sonho trouxe um renovo para o amor que um dia eu senti. Fiquei tentando encontrar uma explicação para este sentimento. Eu já ouvira dizer de romances muito intensos e curtos demais. Quando eu era mais jovem isso explicaria a sutil diferença de rastros. A paixão é assim, como fogo que devasta tudo e logo se consome. Às vezes eu me ponho a lembrar nós dois e fico me perguntando se algum dia sentirei isso de novo. Eu tenho medo da resposta. O que eu senti por você, eu jamais senti antes - e, até agora -, nem depois. A forma como você me marcou é tão estranha. Estranha sim porque hoje, já com o peso do alívio sobre a dor que eu senti com a sua partida, eu tenho consciência do que sempre fomos: dois desconhecidos. Duas pessoas que se relacionaram dentro de quatro ou cinco encontros, alguns telefonemas e um restante inteiro de paixão - de minha parte, é claro! Eu olhei para você como olharia para aquele por quem eu sempre esperei. E - por Deus! - eu ainda te olho assim! Quando sonho com você, como na noite anterior, eu passo o dia todo sentindo um cheiro inusitado. Quando me dou o direito de lembrar você eu posso ter sensações. Entende?! Sensações reais! E no fundo eu sei que nada disso nunca existiu de verdade. Como poderia?! Uma vez alguém disse que saberemos quando é amor porque o amor se concretiza. O amor acontece. E nós dois não acontecemos. Ainda assim eu sonho com você. E te listo entre os milagres que eu nem ousaria desejar. Minha fé é sagrada demais!

sábado, 27 de junho de 2009

You rocked my world!





P.S.: Desculpem, mas eu ainda não sou capaz de dar espaço a outro assunto na minha mente, que dirá na minha vida e neste pequeno espaço dela! Pode parecer loucura, mas o lamento pela perda é real!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

quinta-feira, 25 de junho de 2009

É inacreditável a morte diante da imortalidade de um ídolo!

É difícil acreditar que vou escrever sobre isso no meu blog hoje. Está muito difícil, aliás, acreditar que isso seja verdade. Me soa como rumor, fofoca inventada, imprensa marrom. Acho que não será fácil ver a realidade como realidade tão cedo. Eu me prolongo nesse blá blá blá porque no fundo me faltam as palavras. Como escrever sobre a morte de Michael Jackson? O que dizer?

Todos os meus sabem do meu apreço pelo artista. Um ídolo mundial que me ganhou há muito tempo. Da consciência de hoje tiro a minha determinação pra aprender o famoso “moonwalk” com meu primo quando ainda pequena sempre nas festinhas de aniversário promovidas na minha casa ou na casa de meus tios. O mesmo primo, aliás, é a primeira referência de que tenho lembrança quando se trata de Michael. Tenho quase certeza que ouvi o ídolo pela primeira vez no som dele.

Muitos anos mais tarde eu ganharia a consistência de gosto musical. A música negra e suas muitas vertentes seria o meu ponto fraco. Como eu gosto de tudo que tenha relação com essa música tão fascinante! E há inúmeras vertentes e Michael Jackson.

Pois bem. Eu me nego a escrever aqui o que o mundo todo já sabe. O mundo todo sim. Até aqueles seres mais ariscos à música, se é que existe algum, afinal, a música é uma expressão inerente à alma da gente, não tenho dúvidas. Meu amor pelo cantor também está muito longe de qualquer paixonite adolescente ou mesmo por sua figura humana. Sou daquelas que não idolatram a seres humanos, embora os ame demasiadamente, porque reconheço em todos a fraqueza própria de sua natureza. Enfim, não estou aqui nem para exaltar a condição de "Rei do Pop" e nem para apontar o dedo para o "maluco pedófilo". Como sempre, eu dedico este espaço para falar de sentimentos.

E há – não havia – algo em Michael Jackson que me toca muito fundo, que alcança minha emoção. Não me lembro de ter ouvido um dia sequer uma música do astro sem ter sentido aquela força estranha que põe o corpo em movimento e emociona a alma. Ouvir Michael em alto e bom som era como vivenciar de perto a emoção de estar diante de um palco e do lado dos alto falantes. E é sempre igual. Ainda é.

Talvez eu ame o mito. Todo o mistério que envolve a vida e agora a morte do ídolo. Não acredito que alguém possa negar que ele tinha alguma coisa que nos falta a todos nós. Se há alguém a quem seja notório atribuir diversificada espécie de dons artísticos, está aí: Michael Jackson.

Ainda me é muito estranho pensar em sua morte. Eu que até outro dia alimentava o sonho de ver um show da figura. Eu queria muito mesmo ter visto um! E hoje, quando me deparei com a notícia, pensei estar diante de uma piada ou de um furo trágico da imprensa ridícula que quer tanto se aparecer. Mas não. Hoje eu realmente vou dormir com a certeza de que o mundo musical perde uma vida mais do que significativa e nós a oportunidade de que ele nos surpreenda ainda. Consolemo-nos com tão vasto legado!



P.S.: Há alguns dias eu estava ansiosa pelo post de número 100. E comentaria o degrau, como faço agora. Quem diria que seria ele? Eu voltaria ao zero se possível fosse!



Faz de conta...

Não me envergonho do ócio completo. Nestes dias eu tenho tido tanto tempo, bem mais do que eu pediria em dias de rotina absoluta. Por vezes eu reclamei da rotina que nos esmaga e fiquei imaginando tudo que eu poderia realizar em um cenário pleno de liberdade. Nestes dias eu tenho deixado de fazer quase tudo. Não pensem que eu estou aproveitando minha licença do trabalho pra mexer no guardaroupas ou pra esvaziar os armários da cozinha e limpá-los muito bem, por dentro e por fora, antes de guardar toda a louça lavada, peça por peça. Eu também não tenho aproveitado o tempo livre pra organizar as velhas pastas e jogar fora o lixo acumulado ao longo dos últimos anos. Nem tão pouco tenho lido um livro por dia, como eu sonharia em tempos de rotina intensa. Também não escutei muitas músicas, novas, diferentes do hábito, só as mesmas canções, algumas em modo “repeat”. Eu também nem posso trocar os móveis todos da casa de lugar. Estou proibida de fazer esforços. Mas não sei se faria se pudesse. Provavelmente não. Prefiro deliciar-me no “nada para fazer”. Nenhum compromisso com horários, tarefas... nada. Meus pensamentos têm feito passeios bem inovadores, no entanto. Eles têm arriscado novos caminhos, têm mudado a rota, têm descoberto novas paisagens. Eu gosto de me perder neles por horas. Eu gosto de prestar atenção em coisinhas que passam totalmente despercebidas em dias “normais”. E é engraçado como me incomodam muitas outras coisas além das que já me incomodam normalmente. Tenho tido tanto tempo para prestar atenção que estou ficando até mais ranzinza do que de costume. O eco atrasado da TV na cozinha, por exemplo, que mesmo sintonizada no mesmo canal que a da sala, perturba minha concentração nos filmes deliciosos que tenho conhecido e revisitado. O som alto do aparelho da sala, no entanto, quando eu estou no quarto, machuca minha necessidade de silêncio, como neste exato momento. Como eu gosto do silêncio! Se eu pudesse desfrutar dele nestes dias de completo ócio então... seria perfeito! Minha rua se tornou mais barulhenta também, tenho notado. Talvez porque eu esteja mais tempo ao sabor dos sons que vêm daqui agora. Mesmo assim, tanto espaço tem me bastado. Acho que vou mudar a programação na próxima semana. Pensei em me fingir de turista no país, na cidade. Talvez eu compre um destes roteiros que nós paulistanos “da gema” nunca pegamos entre as mãos e faça passeios aparentemente banais para uma nativa. Quem sabe eu saia de casa logo após o almoço e retorne para o jantar, já que também não posso comer fora de casa. Ou quem sabe eu saia após o café da manhã e faça dois períodos de excursão pela cidade, com retorno para o almoço. Talvez eu visite museus, parques, monumentos, lugares, teatros, pessoas. Quem sabe eu me liberte mais cedo dos mimos e exigências maternas. É isso... acho que vou inventar uma nova brincadeira pra brincar de ser feliz!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

(Pré)sentimento

O problema são os olhos. E quando você se dá conta, já está vivenciando na imaginação os passeios no parque nas tardes de domingo, o jeito que ele vai sorrir quando te vir chegando pelo outro lado do portão e até como será o barulho da risada dele.

Ainda outro dia eu estava presa num “replay”. Me enfadando das mesmas lembranças. O mesmo rosto, o mesmo beijo, o mesmo toque. E era tudo o que havia. E era tudo de que eu precisava. De repente essa bóia salva-vidas. Parece até que eu estava procurando uma forma de trocar as caras das memórias e criar um novo filme.

É que é tão forte. É maluquice, eu sei! Mas não posso evitar. Basta uma pontinha de interesse pra me tragar pra dentro de um furacão de novas expectativas. Mesmo que seja tudo tão... “irreal”.

É dessa doença que eu tava falando outro dia. E eu invento um romance a cada esquina. Mas não é qualquer esquina. Isso é que é. O problema são os olhos. E os olhos dele... e o sorriso dele... e a timidez que o encurva todo. E eu... todo esse susto! Será que é isso? Eu ser assim... todo esse susto?

Só sei que o problema são os olhos. E ele olhou direto nos meus. E eu não vi mais nada...

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Ainda me impressionam suas sutilezas!

Ali na clareira, de repente e num movimento inesperado de libertação, ela desprendeu os pés da terra ensopada – e num voo atravessou o umbral da porta lançando-se em procura do homem num desespero de ave na gaiola. E quando seu corpo bateu no dele, ela não se espantou sequer de encontrar Martim de pé e vestido e ensopado de água, como se também ele tivesse acabado de entrar no depósito.

E o homem estupidificado, vendo-a com a cabeleira desfeita, selvagem como um crisântemo, só se deu conta do que acontecia quando enfim reconheceu o vulto da moça. E ele não saberia se ela correra para ele ou se ele próprio se lançara para ela – tanto um assustara o outro, e tanto um era a própria solução para que o outro não se aterrorizasse com o fato de tão inesperadamente estarem unidos. Ela se grudou a ele no escuro, aquele homem grande e molhado com cheiro de azinhavre, e era estranho e voraz estar abraçada sem vê-lo, apenas confiando no ávido sentido de um tato desesperado, as ásperas roupas concretas, ele parecia um leão de pêlos molhados - seria ele o algoz ou o companheiro? mas no escuro ela teria que confiar, e fechou intensamente os olhos, entregando-se toda ao que havia de inteiramente desconhecido naquele estranho, ao lado do mínimo conhecível que era o seu corpo vivo – ela se colou àquele homem sujo com terror dele, eles se agarraram como se o amor fosse impossível. Não importava sequer fosse ele um assassino ou um ladrão, não importava a razão que o fizera cair no sítio, há pelo menos um instante em que os dois estranhos se devoram, e como não gostar dele se ela de novo o amava? – e quando a voz dele soou em grunhido no escuro, a moça se sentiu salva, e eles se amaram como cassados se amam quando perderam um filho.

E agora os dois estavam abraçados na cama como dois macacos no Jardim Zoológico e nem a morte separa dois macacos que se amam. Agora ele era um estranho, sim. Não mais porque ela o desconhecia – mas como modo dela reconhecer a existência particular e intransponível de uma outra pessoa ela admitia nele o estranho como reverência de amor. Nesse momento ela poderia dizer: reconheço você em você. E se a graça também esclarecesse o homem além do temor de estranhar, também ela seria para ele enfim a grande estranha - e ele lhe diria: e eu reconheço em você, você. E assim seria, e seria tudo, pois isso provavelmente era amor.

***
E foi então que, como se seus olhos a olhassem de frente, ela teve a ideia de si mesma como se se visse: e o que viu foi uma moça sozinha naquele mundo gotejante, com um ombro descoberto pelo lençol que a enrolava mal, os cabelos soltos e aquele rosto em cuja fácil indecisão se pintara agora a alegria de viver.

Clarice Lispector
A maçã no escuro



P.S.: Eu me pergunto, meu Deus, que inspiração pode extrair isso de um mero mortal?! Alguém tem dúvida do porquê de meu profundo amor por ela?!

domingo, 21 de junho de 2009

Últimas notícias

Venho do aconchego do meu cobertor (e olha que hoje é o dia mais feliz do ano = chegada do inverno!) pra avisar que deu tudo certo com a cirurgia e eu estou bem, graças a Deus! Minha recuperação não poderia estar sendo mais tranquila e cheia de mimos! rs

O doutor me deu de lambuja alguns dias de ócio, então é provável que o sono, o chocolate quente (com leite desnatado e chocolate light já que a moça aqui deve evitar terminantemente ingerir qualquer tipo de gordura) e o aconchego dos meus livros e travesseiros ganhem mais minha atenção nas próximas semanas.

Obrigada pelo carinho e pelas orações!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Encontro marcado...


Pouco mais de 19 horas. Um dia inteiro de trabalho. Rotina “cotidianesca” das mais... tudo normal. Dia de folga da faculdade... isso afinal. Metrô lotado, gente e mais gente por toda parte, por todos os lados... gente e mais gente. Quem contaria com isso?! A espera do último meio de transporte para enfim, desmaiar no aconchego do lar e...

Lá estava. Olhares desconfiadamente atirados, sorrisos dificultosamente censurados, escancarados... e um clima de encontro... daqueles... marcados...

Um “imprevisto”, palavras, conversas, burburinhos alheios em meio a tanta fissura e... perderam-se...

Seria assim então?! Um desencontro depois de um encontro tão inesperadamente... inesperado... e tirariam deles aquilo “tudo”... ?!

Dia seguinte. Encontro marcado. A mesma vontade e a lembrança dos olhares... dos sorrisos... tudo aquilo...

Tiveram a mesma ideia... levados pela mesma expectativa... a fé de desfazerem o mal entendido do desencontro e... um novo encontro.

Quando se viram, se olharam, sorriram.

Conversavam e pensavam e se olhavam e sorriam... suspiravam e não criam... era real então...

Uma despedida diferente daquela, cheia de certezas agora, telefones e contatos e promessas de uma próxima vez...

Um “boa noite” inflamado pela magia do encontro...

... marcado...

... pela vida.



P.S.: História verídica. E pelos olhos da felicidade amiga é possível enxergar a própria...

terça-feira, 16 de junho de 2009

Por que eu não gosto (mais) de você...

Porque vc me deu o melhor abraço noturno que alguém já me deu
e depois deixou meus braços órfãos.
Vc me fez ler um escritor que eu não estava afim para que eu entendesse a sua filosofia de vida.
Fez-me tomar uma garrafa inteira de vinho sozinha com seu atraso e me encontrou de pilequinho só pra rir um pouco dos meus desvarios.
E me fez querer que fosse sábado no domingo...
Vc tentou me convencer que estava tudo bem entre nós quando meu coração estava intranqüilo.
E parou de me ouvir em algum momento em que continuei falando, perdendo a parte mais importante da minha história.
Vc me deixou sozinha...e ainda estava ao meu lado.
Vc tirou o livro que estava no meu colo pra deitar sua cabeça
E absorveu do meu cafuné o melhor calor que havia em mim.
Visitou a minha casa, preencheu o lado esquerdo da minha cama,
E foi embora em algum momento sem se despedir, enchendo com palavras tristes aquela estrofe do meu poema incompleto.
Por que eu não gosto mais de vc?
Porque vc me fez dançar o bolero de Ravel e cantar com uma voz impecável o melhor jazz que já se ouviu mentalmente.
Porque me fez acreditar que os holofotes estavam todos voltados para mim e que vc era minha platéia, e nem me visitou no camarim quando decretou que o show havia terminado...
Porque vc arrancou de mim a inspiração que eu não tinha, me fez bolinar as palavras pra eu escrever pra vc aquelas coisas doces e as esqueceu num canto qualquer do porta-luvas do seu carro...E tinha um coração palpitando ali...
Porque vc me fez escutar a mesma música sozinha trilhões de vezes porque a melodia trazia um jeito seu pra perto.
Porque vc não tirou nenhuma foto comigo, mas tocou violão olhando nos meus olhos naquele trecho da música em que a palavra amor aparece duas vezes...
Porque vc me seduziu completa e absolutamente se fazendo deslumbrante quando não estava disponível afetivamente...
Porque vc me roubou a solidão e não me fez companhia...

(Porque eu ainda gostaria de vc? Porque quando uma pessoa vai embora, nem sempre o que se sente por ela vai junto...)

Eu quase ainda gosto de vc...

Marla de Queiroz



PS.: Este foi o meu primeiro contato com Marla. Este texto é tão especial e tão forte pra mim que nunca tive coragem de reproduzí-lo em espaço algum que me diz respeito. Mas hoje... hoje acho que encontrei uma brecha oportuna... porque hoje quando olhei pelo vidro amplo da janela eu enxerguei cinza onde só havia azul... e eu pensei que nunca mais veria assim... !

domingo, 14 de junho de 2009

Cabe tanto...

Eu não sei ser coerente quando rasgada pela fome de liberdade e a sede de braços únicos onde eu encontre o meu sossego.

Sonho com coisas equidistantes, do ponto de vista da física aquântica. Ora eu quero ter um canto só meu. Paredes habitadas por móveis e decoração que me traduzam. Um animal de estimação que dependa só de mim pra alimentá-lo, listas de compras pregadas com ímãs à geladeira e um porta-cartas atrás da porta. Tudo que me faça tomar de vez as rédeas da minha vida.

Eu sinto esse desejo queimar meu âmago especialmente nos dias em que chego em casa do trabalho e gostaria de escolher a trilha e o volume do som antes de entrar no chuveiro largando as peças de roupa uma a uma pelo caminho da sala até o banheiro.

Pegar meu carro quando me desse na telha e rodar pelas ruas da cidade com o vidro aberto e o vento batendo forte contra o meu rosto sentindo que a minha vida e o meu destino são só meus mesmo, e eu escolho a hora de voltar pra casa.

Mas eu também sonho com uma família. Alguém especial pra amar, pra dar satisfações. Chegar em casa e contar como foi o meu dia e ouvir também as histórias que desenharam o dele. E filhos pra cuidar, uma casa pra administrar e um endereço que dite o rumo da minha vida.

Até o momento em que me imagino com uma mala pequena nas mãos e um passaporte que me coloque em uma cidade diferente a cada mês do ano. Uma agenda pra anotar os nomes de cada lugar que visitei, os livros que li e os filmes a que assisti. Me encher de arte de toda parte do mundo e olhar paisagens distintas. Sentir cheiros e sabores que me dêem a real dimensão do meu tamanho diante da imensidão de cores do universo.

Eu não sei ser coerente quando desejo o mundo...



... dentro de um postal.

sábado, 13 de junho de 2009

Vitória com gostinho de espetáculo!

Já na estreia do Brasil na Liga Mundial de Vôlei Masculino 2009 a garotada mostrou que não vai caçoar do legado de 10 anos deixado pela seleção mais brilhante de todos os tempos.

Com Giba na plateia e Dante como convidado especial da equipe de comentaristas com direito a Tande mais uma vez, novatos como João Paulo e Leandro Vissoto se juntaram às já conhecidas feras Murilo (o novo capitão da equipe de Bernardinho), Serginho e Éder e fizeram a arquibancada do Ginásio do Ibirapuera lotado tremer e lembrar de toda a emoção que a velha guarda do vôlei já nos proporcionou com astros como Gustavo, André Nascimento, Rodrigão e companhia em quadra.

Depois de um primeiro set tímido e com cara ainda de ajustes e entrosamento, os meninos venceram o peso da estreia, se soltaram e ficaram mais do que a vontade em casa e com o já conhecido apoio da torcida que não economizou nas vaias aos polacos.

Em meio a uma nova seleção gigante com ar europeu, Bruninho deu show. Levantadas brilhantes e lances de bloqueio, isso mesmo, de bloqueio, de arrancar gritos e lágrimas até mesmo da pobre telespectadora que não conseguiu ainda ver o brilhantismo do vôlei masculino brasileiro de pertinho, ao vivo.

João Paulo e Rivaldo também deixaram suas marcas no jogo de estreia do Brasil na Liga.

Mas o grande astro desta manhã de sábado foi mesmo Lucão. E olha que eu prometi a mim mesma que não iria comentar o belo par de braços e a carinha de anjo do rapaz de apenas 23 anos e 2,09m de altura. Portanto, sem meias palavras, o cara mostrou mesmo a que veio.

Num sincronismo mágico com o levantador Bruninho, herdado do companheirismo de clube, já que ambos jogam no Florianópolis, o meio-de-rede, e me arrisco a dizer, a mais nova estrela do vôlei mundial, abrilhantou nossa manhã com lances surreais e muita pancadaria. Só podia ser ele mesmo pra fechar o eletrizante quarto set da partida.

Começamos mais do que bem, vencendo por 3 sets a 1 os poloneses na virada com parciais de 23-25, 25-18, 25-20 e 25-19. E amanhã tem repeteco em Sampa na chave D. Vale mesmo muito a pena não perder!



sexta-feira, 12 de junho de 2009

Te espero faminta de pressa!

Fiquei pensando no que escrever aqui hoje. Fiquei pensando primeiro se eu deveria escrever algo. E achei estranho pular o dia 12 de junho, justamente ele, já que todo mundo que costuma me visitar sabe o quanto há de mim em torno desta data.

Fiquei pensando que já que eu não saí pra jantar, já que não fui tirada pra dançar, já que não recebi um buquê de rosas vermelhas com um cartão perfumado, já que não ganhei um beijo apaixonado, nem um “eu te amo” escancarado, talvez eu devesse usar meu tempo livre esta noite pra traçar algumas linhazinhas, só pra variar.

E agora, sentada de frente para o computador aqui neste meu quarto solitário, ouvindo os ecos do filme que minha irmã e meu cunhado assistem bem atrás desta parede, sentindo o cheirinho de sabonete e óleo de ameixa e a quenturinha do banho recém tomado, vestida com peças variadas e coloridas que compõem o que eu chamo de “pijama”, eu me sinto absolutamente "normal".

Não. Eu não estou triste hoje por estar passando mais um dia dos namorados sozinha. Não estou feliz também. Mas eu acho que nunca julguei que o problema maior fosse este. Talvez porque o meu sonho de amor abrace outras coisas que eu julgue maiores.

É claro que o dia 12 de junho é uma data comercial. Todos mundo sabe disso! Mas se eu tivesse o meu amor aqui comigo, o amor da minha vida, eu certamente teria comprado um presente com a antecedência que pede o carinho devido em torno da escolha, teria me banhado com mais detalhes e o pensamento nele, trocaria o “pijama” por uma produção especial, estaria usando o perfume predileto de nós dois e teria perfumado também a casa e enfeitado a mesa pra recebê-lo esta noite.

E com o tantão de amor que eu venho acumulando e guardando num lugar reservado e arejado da minha alma pra entregar a ele quando nos descobrirmos, eu posso afirmar com convicção: eu faria isso hoje, como faria todos os dias de nossas vidas juntos, porque é assim que eu o espero, com o requinte de uma flor enfeitando os meus cabelos.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

E depois são os operadores de telemarketing que não têm noção!

Feriado. Três da tarde.

Depois de obedecer a todas as orientações da linda voz masculina gravada na secretária eletrônica de atendimento de uma empresa que presta serviços de TV, telefone e Internet:

- A senhora está sem sinal de internet?

- Sim, desde ontem.

- Ok. Vamos realizar alguns procedimentos. A senhora possui roteador?

- Sim.

-Está bem. É possível fazer a ligação do cabo da internet direto em seu computador, tirando-o do roteador?

- Sim sim, só um minuto.

E ao procurar o cabo para desligá-lo do roteador e conectá-lo direto no computador...

- Moço, ai meu Deus, que vergonha! Me desculpe! Acabo de perceber que o cabo não estava conectado em lugar algum, nem no roteador, nem direto no computador.

- Está certo. Mais alguma informação?!



P.S. 1: Possível expressão do operador – educadíssimo, por sinal – ao desligar: “Daaaaaaaaaaaaaã!”. Mas só porque ele era realmente educado!

P.S. 2: Minha mãe, logo após me passar o número de telefone da empresa:

- Amanda, vê direito se não tem nada solto lá atrás...

- Já olhei, mãe! (Por que a gente mente assim descaradamente?!)

P.S. 3: Eu prometo que me lembrarei disso na próxima vez que eu tiver vontade de xingar um operador de telemarketing... porque vamos combinar que ninguém merece trabalhar em pleno feriado e ainda ter que perder tempo com uma ‘toupeira’!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Ele não sabia...

... , mas o acordar e o deitar há muito já não eram atos marcados ‘necessariamente’ por ele como o primeiro e o último pensamento do dia. Ainda assim, era a sua imagem que a "menina" dos olhos dela espelhava pra representar, “semioticamente”, o amor.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Há dias...

... em que ouvir a mesma música mais de cem vezes é absolutamente necessário... e compreensível!



domingo, 7 de junho de 2009

É tão difícil olhar o mundo e ver o que ainda existe...

"Pois sem você,
meu mundo é diferente,
minha alegria é triste."

As canções que você fez pra mim
Composição: Roberto Carlos e Erasmo Carlos







P.S. 1: Há canções que falam tanto com a gente, que falam por nós!

P.S. 2: Há predileções da infância que permanecem. Esta minha se confirma sempre - de vez em quando - que remexo. Performance BRILHANTE, na minha humilde predileção!

De vez em quando...

Alguma certeza
Escuta: o que te dou não é por você, mas por mim_ se tenho amor demais, eu preciso deixar derramar até que tudo escorra e que haja um total esvaziamento. E, novamente, eu me sinta plena do vazio. (Porque também preciso da purificação do não-sentir pra me entregar de novo plenamente). Não interessa se amor demais te envaidece, envaidecer-se é uma forma de não se achar merecedor, caso contrário, receberia tudo com natural tranqüilidade. Mas não é sobre você que quero falar, é sobre o amor que escorre pela ponta dos meus dedos, que me enche os olhos e a boca d água.É por esse amor que eu respiro fundamente e sinto alegria. Você é só um foco do que tenho transbordando. Nada além do não-definitivo com a sensação de eternidade. Você é a energia que sinto, um rosto desfigurado, puro movimento e luz, o que faz movimentar-me em direção ao familiar tão desconhecido. Amo para conhecer-me e tudo me escapa: o que sabia sobre mim se transforma no que ignoro, o que não havia me tornado me fascina, mas não consigo tocar se reconheço. Esse é meu processo de melhoramento: saber-me ilimitada, transitória. (Se ficares longe ou aproximar-se, o amor será o mesmo, esse outro do “pra sempre, agora”).Escuta: eu não preciso fechar os olhos para ver por dentro a profusão de cores.Eu não preciso usar palavras pra dizer da comunhão das coisas. Eu não preciso estar embriagada de um amor concreto pra ver beleza em tudo. Ele está em mim, eu estou nele e onde eu for, chegaremos juntos.Se alguém se assusta ou se comove, é ser-espelho. Sol-teu-espelho, digo.Escuta: o que te dou é meu. E isso ninguém roubará de nós.

Marla de Queiroz



Ela não sabia explicar por que, mas o fato é que a lembrança dele voltara a permear os intervalos vazios entre um clique e outro do sistema de conexão entre os seus neurônios. E na maioria das vezes a imagem era aquele sorrisão leviano e juvenil que arrancavam do peito dela uma saudade censurada.

Ela supunha que outra vez era vítima da carência abrupta que sempre a pegava de súbito e já se tornara constante em fases. Quase como a TPM, que ela sempre tivera tanto orgulho de dizer que não a vitimava, mas que nos últimos meses ela percebera deixando-a com uma vontade especial de pressionar com a força das próprias mãos a cara de alguém contra a força contrária da parede.

Fosse como fosse ela se dava ao luxo de reviver os beijinhos deliciosos que os dois se proporcionavam mutuamente naqueles dias. De como andavam de mãos dadas na rua e isso a fazia sentir uma adolescente sem nenhum resquício de vergonha de seus quase 30. Das richinhas tolas só pra ficarem se alfinetando e depois calarem as vozes com mais beijos absortos.

Mas ao final, quando a mente pousava de volta, ela sabia que a imaginação é e provavelmente sempre será o seu caminho mais florido e talvez o único que a vida lhe dera a oportunidade de trilhar até agora.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Enquanto...

Dei-me conta de que algumas coisas permanecem no mesmo lugar. Acho que é porque eu já fiz coisas demais. Fiz muitos amigos, nenhum inimigo, graças a Deus! Muitos se foram por aquele caminho oblíquo que a vida põe na nossa frente. A maior parte deixou ao menos um perfume na minha memória. Outros permaneceram. São como as estrelas. Estão lá longe, mas se olhamos com atenção em noite de céu aberto podemos ter a certeza de que estão bem ali, brilhando sobre nós. Alguns estão bem mais perto, fazem parte de cada pedacinho que a gente junta com um montão de outros pedacinhos e formamos uma coisa que chamamos de felicidade.

Já vi muitos filmes, ouvi muitas musicas. Comecei e não terminei de ler alguns livros e enchi meu coração das letrinhas de vários outros. Fiz muitos passeios, embora não conheça tantos lugares. Passei tardes de domingo na frente da TV na companhia da minha mãe. Outras no quarto desabafando tagarelices com minha irmã.

Eu já preenchi algumas agendas, com compromissos, alguns cumpridos, outros não. Com frases soltas, com poesia, com desabafos e até com cartas que nunca foram enviadas.

Já fui a muitas festas, dancei horrores, cantei imitando uma diva, chorei na frente do espelho. Já sonhei muitos sonhos, tive medo dos pesadelos, contei o tic tac do relógio nas noites de insônia e perdi a hora nas de desmaiado sono.

Já me declarei algumas vezes. Vivi amores. Outros tantos desamores.

Já arrumei o quarto com afinco pra bagunçar tudo de novo em algumas horas. Já esvaziei o guarda roupas muitas e muitas vezes e me deixei levar pelas lembranças que encontrei em pedaços de papel, cartas, fotos e perfumes e quando percebi, havia ficado horas ali, sentada no chão. Guardei tudo de volta.

Já trabalhei em algumas empresas e tive variadas rotinas e horários. Já estudei bastante e hoje ostento até um cartaz que me diz que sou jornalista. Já preenchi muitas sulfites e documentos de Word, joguei muita coisa fora e inúmeras vezes segurei o dedo no “Delete”.

Fiz compras, namorei, só fiquei, me apaixonei, desiludi, chorei de amor, de raiva então!

Há algum tempo, porém, eu tenho percebido que esforço-me pra fazer tudo. Esforço-me porque é fato que falta um pedaço que se faz cada dia mais essencial. A ponto de me fazer ficar sentada na cama tentando imaginar como seriam alguns momentos preenchidos dessa presença que se faz tão ausente.

Chegou um momento na minha vida em que eu me sinto dando voltas no mesmo lugar. Se eu teria que estar construindo ou trilhando qualquer coisa, há tempos perdi a capacidade de andar pra frente. No fundo eu fico repetindo os mesmos passos porque eu sei que nada será efetivo e real se não tiver alguém pra dividir tudo isso, pra dividir só isso.

Eu acordo todos os dias na minha cama de solteiro e me pergunto até quando vou dormir num espaço tão grande assim só pra mim. Eu olho pro apartamento de minha mãe e não vejo a hora de ter o “nosso”, pra viver momentos únicos e exclusivos disso que eu não tenho e que se faz necessariamente visceral.

Eu olho pra qualquer criança na rua e automaticamente me imagino como mãe. Eu amo muitas pessoas mas elas já não me bastam e eu tenho coisas que guardo só para o dia em que eu poderei partilhar acompanhadas de amor e planos numa mesa de jantar a dois.

É como se a gente limpasse um móvel com o peso de saber que em algumas horas ele vai estar empoeirado de novo. Assim tem sido a minha vida. Pesa sobre mim uma falta de sentido escandalosa pra tudo porque eu não tenho só uma coisa. E pode parecer egoísmo ou fantasia, mas eu também não tenho a possibilidade de saber como seria. Então, eu continuo acreditando que só falta mesmo tudo isso!

Comigo não... !

É tempo de incoerências, de acasos, de surpresas.
É tempo de loucuras, insanidades, indecisão e vai-e-vem.
Eu que prefiro ficar à deriva, já decidi:
Vou é ficar quietinha aqui no meu cantinho aconchegante e frio!
Aha! O frio! Como eu adoro esse clima convidativo e elegante!
Nada vai me tirar desse estado de paz regado a chocolate quentinho e docinho.
Nada!

PS.: Praqueles a quem eu avisei da cirurgia que iria fazer amanhã... foi adiada. Data confirmada agora: 19 de junho (sexta-feira).

Aceito de bom grado orações, pensamentos e desejos bons. Visitinhas, telefonemas e qualquer tipo de mimo também são bem-vindos! rsrsrs

Beijos!

terça-feira, 26 de maio de 2009

Fora de hora

E alguma coisa tem me dito nos últimos dias
Uma voz, uma melodia
E um olhar tem me penetrado por estes tempos
Um abraço, beijos sedentos
Memórias de um tempo passado
Se fazem presente
E provocam saudade futura
Eu tenho pensado mais do que deveria
Mais do que gostaria
Mais do que diria a mãe sensatez
E de alguma forma eu gosto desse movimento de reviravolta na memória
Ela, aliás, a memória, é minha parceira mais fiel
Eu posso reviver o que eu bem entendo, na hora que desejo
Eu posso abraçar e sentir os braços quentes e ternos num movimento arredondado em torno da minha cintura
Eu posso deitar minha cabeça no ombro direito dele e ficar ali, olhando a paisagem da metrópole afundada em natureza e lembrando do relógio enquanto nossos corações pulsam encostadinhos
Eu posso refazer diante da retina o sorriso que dava uma pontadinha de vida exuberante por dentro
E posso até ouvir e falar tudo de novo, as conversas nossas que passeavam sempre da densidade mais madura aos fatos cotidianescos e engraçados que nos faziam rir de tudo, chorar ás vezes, crescer sempre
Eu só não posso querer ressuscitar algo que não me é de direito
Porque tenho dentro de mim o dever de sorrir diante da felicidade (a) que eu não pude entregar(-nos)...
Porque não é justo
Não é certo...
Nada é coerente por aqui... por dentro...

sábado, 23 de maio de 2009

Eu declaro!

Eu me apaixono por você todos os dias como quem vê o nascer do sol. Majestoso, ele banha tudo com sua luz viva e cristalina. Cada raio aquece um pedacinho da terra e de tudo que nela habita. Assim é o nosso amor.

Quando eu olho nos teus olhos, fico embargada por uma emoção tão real, quase espiritual, que me toma no colo, e num piscar eu entendo o sentido da vida. Esses olhos, lindos, lindos, que são a fonte onde eu bebo e me sacio. Que incoerência! Os mesmos olhos que me secam criando assim um círculo vicioso: eu bebo, eu seco e sinto sede a vida inteira de você!

Você sussurra palavras doces ao pé do meu ouvido e eu me perco no hálito quente que sopra meus cabelos. Eu juro, não há nada e nem ninguém que possa me tirar dessa embriaguez. Eu quero você, e só você, nesse instante! Aí então,você me coloca devagar sobre uma superfície lisa, porque assim pode me amar com a intensidade que você sabe que há no encontro dos nossos corpos.

É esplendido trocar o que guardamos a vida toda um para o outro. E não há o que dizer quando no silêncio a gente percebe o som do amor que nos vivifica. Cada vez que eu respiro, é sua alma que entra por meus pulmões e o ar ao redor da nossa casa tem cheiro de flores. Cada pensamento seu, eu sei, carrega tanto de mim, e só nós sabemos quanto somos livres pra sermos assim, só de nós dois.

Meu amanhecer traz todo dia a lembrança do seu rosto, colado a minha retina, e eu agradeço cada segundo por ser tão afortunada. Ser sua mulher, seu amor, derrama sobre mim as bênção todas dos céus. Ser meu amigo, meu companheiro, te mostram para que somos e viemos.

O significado da palavra felicidade, eu encontro quando enrosco os meus dedos por entre os teus cabelos. E plenitude pra você é aconchegar-se junto do meu colo e dormir assim. E eu posso apostar que nos encontramos além, nos nossos sonhos.

Eu viveria mil vidas, ou uma, eterna, só pra ter a oportunidade de fechar meus olhos e me deleitar no timbre macio da tua voz quando você me diz “amor”. É nessa hora, eu sei, que eu me apaixono mais uma vez!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

No caso de não haver nem começo nem fim para as nossas histórias...

E se algum dia algo te parecer superficial demais
Se as promessas forem tantas e deliciosamente convidativas
E ainda assim bater aquela estranheza, aquele não saber por que, só saber...

Se tudo for absolutamente mágico, perfeito, tanto
Mas ainda assim parecer meio fora de tempo...

Se mesmo afundada em prazer e bem estar
Você sentir fisgadas que fizerem nascer a incerteza...

Se aquela saudade lancinante numa tarde de domingo chuvosa que desperta um desejo arrebatador de sair e aparecer na frente da casa dele, nua, sem se preocupar com o que ele vai dizer porque você não vai mesmo deixar ele dizer nada antes de o beijar com toda a sede que guardou praquele momento
Te fizer sentir um medo tenso e pesado quando seu olhar for sugado de volta pro espelho através do qual você enxergava ainda a pouco a cena toda acontecendo bem na sua frente...

E se mesmo tendo certeza de que fez a melhor escolha que poderia
Se achar uma egoísta, maluca, carente e oportunista, ainda que suas atitudes tenham sido totalmente altruístas e honestas...

Isso tudo não quer dizer que você é louca, traumatizada ou psicologicamente atormentada
E nem que o seu medo de se envolver te impede de se dar uma chance de ser feliz
Talvez também não signifique só que você entendeu que alguma coisa seria roubada de ambos e tenha preferido a ambos preservar
Ou então que você não estava preparada, ou que não era pra ser ...

Pode ser que você entenda, um dia, lá na frente
Sem o pesar do ridículo clichê
Que você esteve certa o tempo todo
E que tudo o que fez valeu só porque evitou dias e dias de arrependimento sem dó nem piedade por não ter ouvido a voz experiente da madura consciência...

E um sorriso de canto vai ameaçar se desenhar no seu rosto quando você perceber tudo isso
Ainda que uma lágrima teimosa insista em lutar contra a força dos seus olhos abertos e uma pressãozinha no peito te faça remoer um passado recente

Afinal... com uma pontinha de raiva você percebeu que, sim, algumas "coisas" são superficiais demais
E não menos entristecida, que por "coisas" entende-se pessoas e sentimentos

Tudo explicado então...
Cada peça vai se retirando devagarinho em direção a seu respectivo encaixe

Cada qual com seu cada um...



E pensar que um ciúme bobo e sem lógica VOMITOU todas estas palavras...

PS 1: Eu vim aqui pra postar sobre o FORMIDÁVEL documentário Simonal - Ninguém sabe o duro que dei. Mas por que é que eu tinha que fazer meu rotineiro tour pela blogosfera antes... ?! Estas chuparam as outras todas palavras que flutuavam na minha êxtase pós-sessão-cinema. Mesmo assim não seria leal não indicar: ASSISTAM porque tá IMPERDÍVEL!

PS 2: Pela primeira vez eu quero do fundo do meu coração que você leia isso sem ao menos saber pra que e nem se você vai. No lugar das velhas dúvidas restaram absolutas confirmações pra cada uma das minhas teses. E pensar que de tudo que ouvi de você ressoa forte ainda uma coisa: "Amanda, isso é o que você gostaria que eu fizesse porque confirmaria sua teoria. Mas eu não vou. Pode ficar esperando!" E não pense que esse ciúme inesperado diz respeito aos sentimentos futuros por outros alguéns que naturalmente nos tomariam a nós dois. Não! Talvez porque nós dois sabemos que este é um dos antigos, e ele já estava bem aí, quando você teimava em "outro", e com isso quase põe os meus a perder mais uma vez... !