sábado, 31 de janeiro de 2009

Inevitavelmente... a noite cai...

E era a primeira vez na vida que ela estava com alguém que a fizesse sentir tão especial, só no jeito como a olhava...
Às vezes, no carro, ele terminava de beijá-la, encostava a cabeça no banco e ficava fazendo carinho no rosto dela, e olhava bem fundo dentro dos olhos dela, e tinha tanta ternura naquele olhar que a embriagava... e era demasiadamente sincero...
Ela jamais poderia duvidar...
E ela chora toda vez só de lembrar...
É uma dor de perda interminável...
E essa noite ela descobriu... que se acordada... com o passar dos dias... ela tem mais controle sobre as lembranças...
Dormindo não...
E um novo sonho veio pra avisar...
Que não importa o quanto tente...
Ela não será capaz de acordar!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Semear... sempre semear!

Foto by Mandy



Uma onda de carinho sempre provoca um mar revolto de amor (em todos os sentidos da palavra)!
Faça carinho... de todas as formas...
Tá aí uma ferramenta infalível para um outro (novo) mundo possível... formado de pequenos mundinhos feito o meu!

Cheiro de novidade no ar!

Estou (pré) sentindo aqui dentro.
Coisas boas...
Há quanto tempo?!
Amor...
Plenitude de vida...
Expectativas de (mais) felicidade.
Gosto doce de correr em direção do abraço.
Carinho, respeito, admiração!
E eu descobri tudo isso dia desses...
me olhando no espelho...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Um brinde!

Falo através de palavras de outrem!



Deslizo pelos dias, tantas comemorações, minha vida esse raio de sol que não cessa.
Já escrevi muita coisa triste, já perdi tanta coisa com resignação e até com destreza.
Agora nem me apavoro, toda dor é só um sopro em meio ao que vislumbro de possibilidades. Criatividade, eu aprendi, é inventar alternativas quando não se tinha. Onde não se via. Por enquanto, só o que tem me preocupado são as novas regras ortográficas, já que palavras compõem meus fatos, meus sonhos, minhas narrativas.
E se eram os hífens que me separavam do meu amor-próprio, tenho tudo que preciso agora: tanto autorrespeito.

Marla de Queiroz
doidademarluquices.blogspot.com

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Descobrindo Flores... compartilhando "orelhas"...


Amanda, querida.

Que a felicidade encontre casa em você. E que o amor transborde a palavra e se transforme numa experiência constante. Que você sempre tenha orientação interior para fazer as melhores escolhas e que não te falte companhia para trilhar teu caminho de luz!

Obrigada pelo carinho.

Boa sorte sempre!

Marla de Queiroz

JAN/2009 - RJ



Provável gentileza! Na capa 2, uma letra charmosa, como ela mesma.

Depois de dias de espera quase que infantil, como quem vaga há muito tempo pelo deserto, devorei as páginas de Flores de Dentro do minuto em que o trouxe da portaria em pouco menos de uma hora. Na minha ingenuidade, fui fazendo orelhas nas páginas dos poemas que mais iam me tocando, mexendo, (re)criando minhas flores de dentro. Quando terminei, o livro estava gordinho, aberto de tantas orelhas que tinha!

Tenho que agradecer a amiga ex-professora Iêda. Foi mais que uma dica de blog. Lendo Marla eu (re)descubro a minha própria poesia, em cada poema, em cada estrofe, e mais ainda em cada palavra.

Não poderia deixar de compartilhar algumas de minhas "orelhas"!



SUDOESTE

O que dói em você, pouco me importa.
Eu não cavei teus abismos de mim.
Fui teu abrigo, teu barco
e lua cheia iluminando o caminho.
Você escureceu nosso afeto,
minou nosso rio.
Pra eu ficar, só precisava do seu toque-agasalho.
Você me deu esse punhado de frio.



FLOR DE IR EMBORA

Ah, meu amor,
as coisas são como são.
Eu estava embriagada de chuva,
úmida de saudade
e você não veio.
Macerei aquelas flores que você me deu,
fiz o Banho do Esquecimento
e joguei no corpo,
"do pescoço pra baixo".

Porque temos jeitos diferentes
de estragar as coisas...



SOBRE O BEIJO

Mas o nosso beijo não é só a boca dele se desmanchando na minha, não. Primeiro ele segura meu rosto com as duas mãos, afasta meu cabelo do olho e vai contornando os meus lábios com os dele até desenhar um coração. Depois se demora mordiscando a minha boca, oferecida como a uma fruta suculenta e madura. E me olha fundo, mergulhado, bem dentro do meu olhar castanho amolecido...

E as nossas escuridões é que se beijam.



sus-URRO

O eu te amo foi sus-urrado para não assustar.

Mas o olhar pronunciou a frase toda em voz maiúscula.



DIÂMETRO

Volta logo, meu amor!

Eu só escrevo por não saber o que fazer com as mãos
quando nosso abraço termina.



MAIS QUE RECOMENDADO


Flores de Dentro

Marla de Queiros

Editora Multifoco

Pode ser adquirido direto pelo site da Editora ou autografado, com a própria autora.

Para saber mais informações acessem o blog: http://doidademarluquices.blogspot.com/

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Sorrisos sinceros provocam transformação na alma!

Sim! Eu já mudei de atitude com alguém pelo simples fato desta pessoa insistir em ser gentil comigo. E creio que a experiência mais marcante não tem muito tempo, está ainda em 2009. Minha atitude foi fazer o que eu acredito ser o maior troféu da gentileza: a honestidade. Sentamo-nos, uma de frente pra outra, e olhos nos olhos pra não haver mais espaço pra mentira, pra não haver mais espaços, falei, contei, transbordei meus monstros, minhas lágrimas, minha culpa e arrependimento por ter perdido tanto tempo por medo, por nada. E pronto. Daí nasceu uma amizade... ainda bebê, mas que cresce a cada dia com abraços, gestos de carinho, gestos de cuidado e sorrisos, tudo o que é natural dela e que tem me ensinado, e eu bebido desta fonte!




(Mais um post nascido de comentário em um/a de meus/minhas companheiros/as de inspiração... desta vez, no Vida Bailarina, da Iêdinha, post "Gentileza")

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

De inspirações resultam inspirações


O tempo é puro protocolo!
A imensidão do amor não cabe na do tempo... e a do tempo muito menos!
Mas o amor transforma... ah... isso sim... principalmente os seus templos, aqueles/as em quem habita.
Não se preocupe... já é amanhã!



(Post nascido de comentário em um/a de meus/minhas companheiros/as de inspiração... o Sobre Meu Velho Vício de Sonhar, da Meggynha, post "Agora não...")

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

O dia depois de amanhã

Ao longo dos meus quase 28 anos de vida eu já ouvi histórias de todo tipo. Minha fé em Deus, em Cristo, é suficiente pra acreditar em milagres, vendo meus olhos ou não. Eu mesma já tive experiências particulares com esse Deus. Mas o que eu vivi neste domingo, tem, certamente e, indubitavelmente, um peso sem medida não só pra minha fé, pro meu caminhar com Deus, mas pra minha vida como um todo. Sensação de "nascer de novo". Esta eu nunca tinha experimentado. Gratidão pela vida e olhar diferente pra cada detalhe dela. É sutil a diferença aos outros olhos, mas aos meus, é absurda! O fato é que, seguindo minha rotina mais do que habitual, eu estaria dentro daquele prédio às 17h na companhia da minha mãe, e talvez da minha irmã e do meu cunhado, para mais um culto dominical e, como muitas vezes, esperaria o término do louvor do culto das 19h para ir embora. Sentaríamos "religiosamente" no mesmo lugar, como nos últimos 12 anos, lugar onde certamente estaríamos bastante comprometidas em vista de como aconteceu o desabamento. Logo que soubemos do que acontecera, corremos para a frente da igreja. O horror que víamos diante de nós nos trazia um sentimento estranho de tristeza misturado a um "não crer", cena de filme ou coisa assim. Muita coisa já passou pela minha cabeça desde ontem! Muita mesmo! Eu já vivi a suposta cena daquele teto destruindo a minha e a vida da minha família, eu orei pra não haver vítimas fatais, eu estranhei a sensação de ter visto tudo aquilo de manhã em pé, e aquele monte de ferro retorcido no chão horas depois, eu lamentei a notícia das mortes e do número de pessoas feridas, eu sofri pela igreja (não a estrutura, mas o corpo composto por vidas), lamentei pela provável perseguição que voltaremos a sofrer com maior força desde a prisão de nossos líderes, chorei pelas famílias que perderam pessoas queridas e pelo sofrimento daquelas que tiveram seus queridos envolvidos nesta tragédia, me revoltei ao ver a expressão de profundo pesar e desconsolo no rosto de gente que se derrama em fé e amor a Deus! Meu coração é um misto que eu não posso definir e nem viver. Fujo deste sentimento de profundo lamento estranhamente decorado da mais profunda gratidão e alegria pela vida, pelo amor de Deus e pela capacidade da minha fé que resiste, que é empurrada a resistir! Mas é isso que há aqui hoje, coincidentemente o dia em que comemoro mais um ano de vida do meu pai, e três meses de desamor e saudade... Mas hoje, a minha maneira, vou celebrar em luto, e valorizar cada segundo do que há de mais caro, hoje, a vida, sempre...!

sábado, 17 de janeiro de 2009

Amor "ideal"


Arte de amar

Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.

A alma é que estraga o amor.

Só em Deus ela pode encontrar satisfação.

Não noutra alma.

Só em Deus - ou fora do mundo.

As almas são incomunicáveis.

Deixe o teu corpo entender-se com outro corpo, porque os corpos se entendem, mas as almas não.

Manoel Bandeira



Esta foi a primeira vez que senti um estalo no coração. Quando li o poema de Manoel Bandeira há muitos anos atrás eu me lembro de ter me identificado muito com ele, coisa que se come e se fica ruminando depois. Eu nunca mais deixei a poesia passar despercebida. Temos nossos momentos de distanciamento sim, como em todo relacionamento intenso, mas ela nunca mais foi pra mim algo irrelevante. Muitas outras vezes depois eu reli este poema e fiquei me perguntando por que ele teria despertado a poesia dentro de mim. No começo eu afirmava discordar com convicção da idéia de Bandeira. Sempre fiz parte do time das românticas incuráveis que acreditam no conto, com príncipe e até cavalo. E muitas outras vezes eu me questionei: o que pode ter feito o poeta acreditar que o amor nada tem a ver com alma? Hoje, o mesmo poema me causou outro questionamento: como a convicção da alma pode ser tão contrária à realidade da carne? Tenho me alimentado de amor na alma, tenho sentido fome do amor concreto, feito de carne, de corpos, de cheiro. Tenho vivido histórias de amor “a um” quando tudo o que pede minha “alma” é que a deixem viver uma história de amor “a dois”, com corpos, almas e espíritos inteiros, presentes, entregues... será que era isso que também queria Manoel Bandeira?!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Memoranças...

Os olhares profundos, ternos e demorados
Os sorrisos tímidos, exuberantes e sinceros de felicidade plena
Os abraços imprevisíveis, teimosos e infinitos
As conversas sérias, de horas, e também as bobas
As mensagens surpreendentes, as ligações esperadas, os encontros marcados
A alegria dos meus olhos ao encontrá-lo me esperando no lugar de sempre
As horas, os minutos, os segundos intermináveis que passavam tão rápido ao teu lado
Os pensamentos e os suspiros antes de adormecer
As lembranças que preenchiam meu coração na tua ausência
Qualquer coisa que me fazia lembrar você
Qualquer coisa que me remetia teu cheiro, teu sorriso
Os teus beijos
Os beijos que me convidaram, não, que me sequestraram pra um lugar distante, desconhecido
Me levaram a paisagens nunca dantes desbravadas
Detalhes, mãos, manias, sensações, palpitações, emoções
É tudo isso que queres que eu esqueça
De mim
Temo que esqueças
De tudo
Temo (me) esquecer...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Meu sonho de neve...

Cheguei, e pra ficar! Foi o que ouvi do calor que fez e faz nessa terra hoje... Uma corridinha de 1 hora no parque às 4 da tarde foi o suficiente: moleza, cansaço e vermelhidão por toda a parte que eu olho do meu corpo. Eu nunca acreditei nisso que as pessoas, às vezes, dizem, de que tem gente que nasceu no lugar errado... exceto no verão. E hoje eu me lembrei com força de um diálogo recente:

- I like very much the cold weather!

- Realy? And do you like the gray sky too? Cause in Europe the sky is gray, always!

A poesia que me desculpe, o azul do céu é inspirador, mas este calor, nadinha...

domingo, 11 de janeiro de 2009

Ainda não...

Quando abri a porta do carro, senti como que a dentada da tristeza em meu peito. Eu havia conseguido conter as lágrimas que ameaçavam descer como uma avalanche durante todo o tempo. Fui andando, quase olhei pra trás e pedi que desconsiderasse aquilo tudo. Mas não dava pra desmanchar aquele ponto final. Não se remove um “adeus” com um "esqueça”. Foi então que me lembrei que foi ele quem se despediu. E eu que pensava que nem ia doer. Nem deixara ele me tocar. Tá! Foi só um abraço e, não sei se ele me abraçou com indiferença, ou eu mesma com a dor da rejeição. Sei que naquele abraço experimentei o maior vazio que jamais imaginara sentir. E foi com meu coração dilacerado que apressei o passo. Eu respirava fundo chamando a tranqüilidade de volta. Mas ela não veio. Enquanto me afastava, pensei que eu tava indo embora de tudo nele. Mal sabia eu que ali naquele instante eu tinha trazido ele inteiro comigo. Eu entrei pelo portão, andei o caminho entre o jardim e o elevador, subi e atravessei o corredor até ganhar o apartamento. Mas só quando cerrei a porta do quarto atrás de mim me dei conta de que havia saído do carro dele, sem nem perceber como agora estava ali, agarrada ao travesseiro com as pernas encolhidas, juntas ao corpo, procurando na posição algum conforto para o quase sufocar. E enfim... não mais pude segurar, elas vieram com toda a força da minha dor. E eu tinha tanto a chorar! Só queria estar sozinha tempo suficiente pra encharcar meu colo com a minha tristeza, e sem platéia. Naquela noite minha cabeça não se ocupou das lembranças. Apenas o fato, o rompimento, a força violenta do fim me traziam uma sensação alucinante de não ter chão, nem ar, nem nada. E depois os dias. As lembranças tomaram um bom tempo da minha lucidez. A saudade várias vezes teve a certeza de que me venceria enfim. E eu estou aqui. Achei que hoje poderia escrever que esta semana alguma coisa me fez pensar que isso talvez pudesse ter começado a minar dentro de mim. E há quase três meses ele me disse adeus. Ele, e não eu. E continua a me saudar nas lágrimas que rolaram durante este breve relato.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

As palavras tocam com braços, mãos, dedos...

Neste momento não posso respirar e... preciso ler, ler, ler, ler, ler... doidademarluquices.blogspot.com

Reflexão


Se dois homens vêm andando por uma estrada, cada um com um pão, e, ao se encontrarem, trocarem os pães, cada um vai embora com um pão. Se dois homens vêm andando por uma estrada, cada um com uma idéia, e, ao se encontrarem, trocarem as idéias, cada um vai embora com duas idéias.

Provérbio Chinês

Quem disse que fazer as unhas no salão às três da tarde de uma sexta com a tv ligada no Vale a Pena Ver de Novo também não é cultura?!?!?! Quem? Quem? Quem???

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Mico britânico...

Dias e dias de apreensão... noites e noites mal dormidas, interrompidas até por sonhos, diga-se de passagem... horas e horas de ansiedade... minutos e mais minutos eternos de desconforto e... enfim... o professor chega e começa a minha primeira aula particular de inglês com um inglês nativo que... convenientemente a mim... se sai mal no português. Não antes de ele pedir água, café e ficar falando comigo na frente da área inteira enquanto eu tentava entender o que ele dizia pra não pagar mico logo de cara.

A aula foi um sucesso, com os "tropicões" mais do que compreensíveis de alguém que insite em tentar aprender a falar de uma vez por todas essa imposição do mundo! rs

Quando terminávamos, como num filme em que a mocinha passa o tempo todo tentando evitar um vexame e ao final da festa cai do salto com as pernas pro ar e deixa a mostra o "calçolão", a autora aqui lança:

- I have to buy you...

Ao invés de:

- I have to pay you...

Quando na verdade seria:

- I have to pay for you...

Risos do professor e bochechas coradas da aluna depois... resposta:

- I'm very expensive!

Como diz uma amiga: Meldels!!!

A cara da comunicação social

O Valor Econômico publicou ontem (06/01/2009) reportagem que revela: chega a 43 milhões o número de brasileiros/as com acesso à internet. Os dados são do instituto de pesquisa Ibope/NetRatings. Num país como o Brasil, composto de “Brasis” de vários tamanhos, classes, credos e cores, o número é realmente considerável, excede a população total de países como Espanha e Argentina.

Na mesma matéria, outro levantamento, desta vez feito pela empresa de pesquisas Pyramid Research, mostra que sites de relacionamento e de compartilhamento de conteúdo, como o Orkut e o YouTube, lideram o ranking dos serviços mais procurados pelo/a internauta brasileiro/a, ao lado de ferramentas como MSN e e-mail.

E aí, eu me aproprio de duas afirmações feitas por fontes contempladas na referida reportagem: “Antes de qualquer outra coisa, as pessoas querem se comunicar”. E a outra: “Uma vez que a pessoa tenha contato com a tecnologia, ela tende a não querer abrir mão desse benefício”. E vou mais longe ainda: Uma vez que a pessoa tenha a possibilidade de ser protagonista de seu direito à comunicação, ela tende a não querer abrir mão desse direito/benefício.

As pessoas estão descobrindo a “fome” de um direito que lhes é garantido pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, que, a propósito, completou 60 anos em 2008: o direito à comunicação. E, mais do que um elemento necessário à vida em sociedade, ou melhor, à vida, a comunicação tem cara. É isso mesmo! Ela tem nome, sobrenome e endereço, tem identidade, haja vista que ela mesma é a marca da diversidade cultural entre os povos. E outra reportagem, veiculada no mesmo dia, desta vez na Gazeta Mercantil, mostra que o próximo capítulo da internet não será escrito só em inglês.

Um engenheiro que mora perto de Bangalore, na Índia, aprendeu a língua na adolescência, mas ainda prefere conversar com os amigos e familiares na sua língua nativa kannada, o que é perfeitamente compreensível.

Ram Prakash Hanumanthappa explica na reportagem que o inglês é falado fluentemente na Índia por apenas um décimo da população (semelhantemente a quase todos os países que não têm o inglês como língua nativa), e mesmo muitos indianos com ensino superior preferem os contornos de suas línguas nativas nas conversas cotidianas. Justo!Mas para escrever kannada na internet é preciso usar diagramas nas teclas do computador que mesmo Ram acha difícil aprender. Pensando nisso, este indiano desenvolveu, em 2006, o Quillpad, um serviço on-line para digitar em 10 linguagens sul-asiáticas. Os usuários soletram as palavras de linguagens locais foneticamente em letras romanas, e a máquina as converte em escrita do idioma local.

A ideia fez tanto sucesso entre blogueiros/as e autores/as que tem atraído o interesse de empresas como a Nokia, e chamado a atenção até mesmo do Google, que desde então apresentou sua própria ferramenta de transliteração. A propósito, a Ásia já tem mais que o dobro de usuários de internet da América do Norte, e até 2012 terá o triplo. Desde já, mais da metade das consultas de pesquisa no Google se originam de fora dos EUA. “Os gigantes da tecnologia americana estão gastando centenas de milhões de dólares a cada ano para construir e desenvolver sites e serviços em língua estrangeira – antes que empresas locais lhes passem a perna e tomem os lucros”. A consultora de marketing Rama Bijapurkar resumiu bem este desafio: “Se uma empresa quiser alcançar um bilhão de pessoas, ou mesmo meio bilhão, terá de se conectar com elas, então não terá outra opção além de se comunicar em múltiplos idiomas”.

Está provado: nós damos as cartas, e a cara, da comunicação que queremos e temos direito. A propósito, amanhã começo minhas aulas particulares de inglês... rs!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Silêncio ensurdecedor...

Eu grito...
Ele me ouve...
Eu grito...
Ele não responde...
Eu grito...
Ele se esconde...
Eu grito...
Ele mais longe...
Eu... barulho...
Ele... silêncio...
Eu... insanidade...
Ele... indiferença...
Acho que estou ficando rouca...
Acho que vou perder a voz...
Mas...
Eu grito...
Ele...
Nada...
Nem uma fagulha...
que eu pudesse tornar em fogo...
Eu... desespero...
Ele... inércia...
Eu... silêncio...
Ele...
... ouço gritos...
... ali... lá... longe... aqui... aqui dentro... perto... no meu peito... estou ouvindo... tum tum... tum tum... tum tum... barulho de amor...

Gira... gira... gira...

A mudança na rotina traz sempre a sensação de caminho novo, novas paisagens, novas perspectivas, dá um tom mais dinâmico à vida. Por isso é tão empolgante, qualquer que seja a guinada. Eu vivi intensamente os dias que antecederam minhas férias, mais que ansiosa, esfomeadamente. As benditas e merecidas férias chegaram pra mim, e eu pra elas, cheinha de planos. Os dias foram passando, e muitos dos planos foram adiados, adiados, adiados... enfim, eu confesso, acho q não realizei metade deles! rs As festas vieram, é sempre um giro de 360 graus, natal, ano novo, por mais que seja todo ano a mesma, ou quase a mesma coisa, e um chorinho de férias ainda depois de tanta comemoração. Não sei se por conta da troca de horário ou pela ansiedade da volta ao trabalho, o fato é que acho que durmi cerca de duas horas apenas esta noite e... sim... confesso... estava com saudade. Das pessoas, dos assuntos (muitas vezes os mesmos, tá!), das risadas (essas sim, bem diversificadas), do almoço alvorocento na minúscula copa, dos abraços, elogios, do ar puro de renovo, cheiro de coisa nova, ciclo novo. Gente, e não é que to morrendo de sono e de saudade?! Mas que tanta saudade sinto, de tudo, até do que não sinto!

domingo, 4 de janeiro de 2009

Pequenos e importantes detalhes...

Foto by Luciano de Sálua



Às vezes somos surpreendidos por olhares apurados e sensíveis que nos estendem a mão e nos convidam a conhecer outras paisagens, não aquelas que permeiam nosso dia-a-dia, das quais muitas vezes nossos olhos já estão cansados, e que até mesmo acinzentam nossas vistas. Tanto, que pode ser que, numa dessas vezes, estes olhares possam nos passar despecebidos. Mas... em tempo, Lu!

De Luciano de Sálua pra mim:

"Perdoe-me pela liberdade que assumo perante teus olhos, mas há algo que há muito tempo precisava lhe dizer. Eu admiro você. Tens uma força de presença gigante, que como perfume se alastra e nos envolve, e como dançarina nos tira para dançar. Tem voz plena de seus poderes e olhares firmes, claros, e cheios de magia, algo que não se dá pra negar. Que agradecer pela sua sinceridade, tens um dom de dizer o que é de sinceridade de sua mente, mesmo que algumas vezes alguém acabe não aceitando, você disse, fez suas palavras livres, libertou sua liberdade de si mesma. Tornou-se princesa num castelo e ao mesmo tempo gigante domadora de dragões, parabens por ser quem é, me sinto privilegiado por ter conhecido você."

Por vezes esses olhares fazem da nossa vista mais colorida e empolgante!

Dez imagens valem mais de dez mil palavras!










sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Deixem-no em paz!

Hoje eu não quero falar de amor. Porque isso me aborrece. O amor deve satisfações. Por que além de amar quem ama tem que dar explicações? Porque o amor tem tempo pra tudo, sabiam disso? Sim! O amor tem tempo pra nascer, tem tempo pra viver e tem tempo pra morrer. Claro! Onde já se viu? Quem é capaz de amar em um segundo, um minuto, um mês? Imagine! O amor precisa de muito mais que isso pra acontecer! O amor é feito inclusive de estágios. É! Exatamente! Antes de ser amor, ele é paixão. E só depois de ter maturidade é que tem o direito de ser amor. Que absurdo! Onde já se viu o amor nascer de um sorriso? Ou de um olhar? Imagina, isso é impossível! Que loucura um amor nascer de um breve instante e não passar! Isso não pode acontecer! É ilusão! Ah, sim, já havia me esquecido dessa. O amor não pode ser amor. Se houve desencontro, foi ilusão. E como é que se pode amar alguém que não se conhece tão bem? Sim, sim. Mais uma regra básica do manual humano que determina os limites para o amor. Não se ama quem não se conhece. Não se pode conceber que alguém sinta uma emoção inexplicável só de repousar os olhos no ser amado. Quem poderia sentir seu coração disparar só de ouvir a voz do outro lado da linha, meu Deus?! Mas quem é que poderia sentir uma saudade lhe arrebatar só porque alguém deixou um rastro do mesmo perfume que aquela pessoa especial usa?! Quem seria capaz de dizer que uma simples foto tem o poder de trazer à tona lágrimas de uma saudade recolhida?! Me sinto acuada! Não quero dar explicações. Quero ter o direito de sentir, sem cobranças, sem acusações. Já me basta o fardo da saudade e a sensação de que não vou mais conseguir viver os meus dias sem ter este pensamento encruzilhando todos os demais. Não quero fórmulas. Meu coração não é uma tabuada. Nem a mim mesma eu dou o direito de teorizar o que sinto. Eu sinto! E nem aqui poderia exprimir o que sinto, por mais talento que eu tivesse com as palavras. Palavras e sentimentos são coisas muito diferentes, embora muitas vezes um possa ocasionar o outro. Eu apenas quero viver o que me estiver reservado, sem questionamentos. Então, não importunem mais o meu coração, por favor! Ele não vai dar declarações. Porque hoje, eu não quero falar de amor. Do que é mesmo que estávamos falando?!?!?!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Acabou-se o que era doce...

Corre-corre... compra isso... compra aquilo... supermercado... roupa nova... arruma a casa... o guarda-roupas... prepara a ceia... salão de beleza... pedidos e promessas... votos de felicidades... mensagens de celular, emails, mensagens no orkut... espera... espera... cerimônia, culto, festa, orações... meia noite... ano novo... fogos, cumprimentos, abraços, votos... ceia em família... almoço em família... ufa!... ano novo... vida nova... ops... fim de férias?! Segunda começa td outra vez?! Já chegou dia 31 de dezembro de 2009???