sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Deixem-no em paz!

Hoje eu não quero falar de amor. Porque isso me aborrece. O amor deve satisfações. Por que além de amar quem ama tem que dar explicações? Porque o amor tem tempo pra tudo, sabiam disso? Sim! O amor tem tempo pra nascer, tem tempo pra viver e tem tempo pra morrer. Claro! Onde já se viu? Quem é capaz de amar em um segundo, um minuto, um mês? Imagine! O amor precisa de muito mais que isso pra acontecer! O amor é feito inclusive de estágios. É! Exatamente! Antes de ser amor, ele é paixão. E só depois de ter maturidade é que tem o direito de ser amor. Que absurdo! Onde já se viu o amor nascer de um sorriso? Ou de um olhar? Imagina, isso é impossível! Que loucura um amor nascer de um breve instante e não passar! Isso não pode acontecer! É ilusão! Ah, sim, já havia me esquecido dessa. O amor não pode ser amor. Se houve desencontro, foi ilusão. E como é que se pode amar alguém que não se conhece tão bem? Sim, sim. Mais uma regra básica do manual humano que determina os limites para o amor. Não se ama quem não se conhece. Não se pode conceber que alguém sinta uma emoção inexplicável só de repousar os olhos no ser amado. Quem poderia sentir seu coração disparar só de ouvir a voz do outro lado da linha, meu Deus?! Mas quem é que poderia sentir uma saudade lhe arrebatar só porque alguém deixou um rastro do mesmo perfume que aquela pessoa especial usa?! Quem seria capaz de dizer que uma simples foto tem o poder de trazer à tona lágrimas de uma saudade recolhida?! Me sinto acuada! Não quero dar explicações. Quero ter o direito de sentir, sem cobranças, sem acusações. Já me basta o fardo da saudade e a sensação de que não vou mais conseguir viver os meus dias sem ter este pensamento encruzilhando todos os demais. Não quero fórmulas. Meu coração não é uma tabuada. Nem a mim mesma eu dou o direito de teorizar o que sinto. Eu sinto! E nem aqui poderia exprimir o que sinto, por mais talento que eu tivesse com as palavras. Palavras e sentimentos são coisas muito diferentes, embora muitas vezes um possa ocasionar o outro. Eu apenas quero viver o que me estiver reservado, sem questionamentos. Então, não importunem mais o meu coração, por favor! Ele não vai dar declarações. Porque hoje, eu não quero falar de amor. Do que é mesmo que estávamos falando?!?!?!

3 comentários:

Emanuel disse...

Eu tenho algo pra falar sobre seu post, não por mal, sim pelo bem do seu coração, sim, é possível amar alguém que você não teve o prazer de conhecer, sim é possível o amor nascer de um olhar, mas não só o amor de um casal, mas amor é para todos, não só para um, eu sofri e talvez sofra mais por causa de amor a uma pessoa, mas se amarmos mais outras pessoas, quando uma errar, mesmo que tenha paixão por essa pessoa ( que deve ser a diferença do amor de amigo pro amor de casal, o tesão e a preferência em sua agenda ) as outras vão te sustentar, amor na familia, lembre de Jesus, amou até aqueles que mais lhe causaram dor física, mas se não fosse por cada um que fez o que fez com ele, que história teríamos de Jesus? Seja o que quer que aconteça foi o que tinha que acontecer, outros amores ajudarão a esquecer, não necessariamente outro companheiro, mas pode ser, quem sabe...

Amanda Proetti disse...

Olá, Emanuel! Obrigada pelo comentário querido! Só pra desfazer qq confusão... o post é em tom de ironia, viu?! É exatamente isso q vc falou... tds estes questionamentos q eu coloco é justamente os q algumas pessoas me fazem... e eu acredito q o amor é muito, mas muito maior q nós mesmos, por isso não dá pra padronizá-lo... e nem cobrá-lo de nd!
Bjão!

Camila Caringe disse...

...estávamos falando do amor.
No final das contas estamos sempre falando dele.
Porque o amor é a força que move todas as coisas.
É a energia criativa que está por tráz de tudo o que fazemos e pensamos.
Era sobre amor que falávamos.
E sobre o amor continuaremos falando...
Ironicamente desconhecendo os caminhos... ironicamente tentando...

;)