sábado, 28 de fevereiro de 2009

Bagagem

E há dias em que fugir pro lugar mais alto, quieto e isolado seria tudo
Nestes dias eu queria mais que minha própria existência ter asas e poder voar
Mas me sinto tão “carregada”
E me lembro que bem provavelmente todo esse choro iria comigo pra lá
Mas seria bem mais interessante ver as lágrimas despencarem do abismo mais alto em direção à terra
E fechar os olhos imaginando que talvez assim eu pudesse lavar e “encher” essa própria solidão que é toda minha

Por quê?

E será mesmo o amor um devaneio?
Algo irreal, imaginário, abstrato e não-palpável?
Fruto da imaginação, da ilusão, da carência mais profunda?
E eu serei sempre isso?
Um passatempo, um pretexto, um objeto perfeito para “brincar de amar”?
Até quando serei não digna?
Até quando não o bastante pra mais do que isso que me deram a conhecer?
Não posso ser a protagonista do amor convencional?
Por que não?
Daquele que faz alguém correr, gritar, urrar, espernear, insistir, não desistir?
Por que tenho a impressão de só ter sentido o cheiro do amor até agora?
Será que idealizo demais?
Por que eu vejo tantas histórias de amor que desejo pra mim...
E só vivo algumas fantasias que mais parecem um sonho que deixou apenas flashs de lembranças raras pela manhã?
Por que o amor por mim parece tão frágil e sem importância
Por que me sinto assim tão...
Dispensável?
Eu que acho mesmo que o amor não é carnal
Eu que acredito mesmo que por amor eu poderia qualquer coisa... absolutamente tudo
Eu que nem acho que algumas convenções são tão necessárias assim para o amor
Eu que queria tanto e mais que meu próprio ar estar com você agora
Porque voltei a sentir sua absoluta ausência esta semana
Eu que voltei a me iludir e pensar que algum dia poderemos vivenciar tudo de novo
E me apego a tantas outras oportunidades que às vezes parecem se mostrar pra mim
Mas no fundo são insuficientes
Não me bastam
Porque me sinto tão pouco amada por tudo, por todos e até por mim
Que penso que ainda não existe o amor que vá me completar
Eu que anseio tanto... e estou cega...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Surpresa ao coração!

Ter amigos/as é como sentir o sol brilhar dentro da gente
É enxergar a lindeza do azul do céu ainda mais lindo mesmo em dia de chuva
Quem inventou o/a amigo/a... e só podia mesmo ser Ele... pensou em agradar alguém da forma mais doce e colorida
Ternura, afago, carinho, sorrisos, abraços, olhares, troca, amor, cuidado, zelo só podem mesmo ser reflexos da dádiva da amizade
É tão bom que talvez a palavra A M I Z A D E baste para dizer tudo
E amizade pouco tem a ver com tempo, frequência, convívio
Amizade não pode se espelhar em construções humanas
Simplesmente porque ultrapassa a barreira da razão, da estética
As marcas que ela deixa porém
São no terreno rochoso do coração
Nem água, nem tempo, nem calor, nem distância, nem circunstância podem apagar
Assim como todos os sentimentos, nesse bauzinho que a gente traz chamado alma
E que bom que assim é!

Meninas, eu gostaria de dizer bem mais, de poder ir além do sentido da palavra pra mostrar a vocês o meu coração sorrindo! Deixo as imagens para homenageá-las, mas nós temos os retratos e os momentos na memória, melhor parede para decorar!

Meu carinho a cada uma de vocês... Iê, Mi, Ca e Meggynha!!!











sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Revolucão de verão

Sexta-feira, véspera de carnaval, prometi pra mim mesma que este ano seria "diferente", simples, temperado a simpliciades, mas revolucionado! Já começo pelo primeiro feriado depois do dia 1 de janeiro.

Estou de malas, cuias e coração prontos pra pegar um ônibus daqui há algumas horas rumo a quatro dias peculiares em meio a tanto "cotidiano". Praia, sol, amigos, sol-risos, lágrimas de gargalhadas, sorvete, música, bronze, expectativas, flertes...

Só não me agrada mesmo a falta que uma certa "Juaninha" irá (talvez) fazer. Mas ainda te espero (do verbo ter esperança), Lininha!

Até o próximo voo, mas só aterrisso por aqui na quarta-feira, e prometo, não será de cinzas...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A menina que vê as palavras

No turbilhão de coisas na mente e ao redor, ela para o que está fazendo. E te ouve. Porque ela acha que você realmente tem algo a dizer. E todos não deveriam ter, quando abrem a boca? Eu sinto lhe dizer que não. Não têm!

Mas ela tenta enxergar assim mesmo. Ela consegue ver cada frase, cada idéia. Cada som vai sendo construído a sua frente e ela sente tudo com profundidade. É como se cada palavra saísse voando de nossa boca e fosse em sua direção com uma forma, uma cor, um movimento e um sentido. E ela vê cada detalhe do objeto a ser falado, mesmo que este seja uma coisa abstrata, como o amor.

Talvez por isso ela realmente veja tudo o que é dito. Porque ela não acha as coisas abstratas! Muito menos o amor! Em cada boca, um pouco de amor que cada pessoa tenha a dar.

E mesmo que esta pessoa só diga coisas feias... a menina está tão atenta, que é impossível se manter num nível abaixo do belo quando se está com ela. Os assuntos vão de garranchos balbuciados a poemas do pincel de um artista plástico.

Assim a conversa nunca parece vazia.

Sabe quando você fala com pessoas tão interessadas, que se tem a impressão de conversar com as paredes?

Eu queria apresentar estes sujeitos pra menina que vê as palavras. Ela ia colocar um monte de quadros nessas paredes! Até os quadros completarem tanto as paredes... que elas se transformariam em paisagens!

Da próxima vez que for realmente falar com alguém, talvez você encontre esta menina...

Talvez veja paredes sendo construídas...

Talvez veja paisagens sendo criadas...



Texto escrito pra mim no dia 25 de março de 2002 por alguém que teve, tem e terá sempre um pedaço muito especial da minha alma, simplesmente porque marcas na alma jamais se apagam!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Despertar...

E eu posso perdoar
Ser doce e gentil no lugar de descontar minha dor
Posso agradecer mesmo tendo sido desprezada quando o que eu mais precisava era de um pouquinho de atenção
Posso fazer tudo o que eu gostaria que voltasse pra mim
E nem precisava ser em dobro
Podia ser até a metade... ou menos
E seria tanto
Mas não
Nada é tão possível assim...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Ano novo... cara nova!

A propósito, ano novo de vida é uma ótima oportunidade pra dar uma repaginada no "visu"! Então, decidi começar pela cara desse meu canto, que ainda engatinha, mas que já se enfadonha de mesmices...

Cilada...

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Aniversário com tertúlia!

O acaso "vira e mexe" prega peças, surpreende. A doçura e a delizadeza deste poderoso elemento do viver vem daí mesmo: a surpresa! E qual não foram as minhas, sim, duas, ao descobrir o Tertúlia Virtual através do mesmo acaso que me levou ao blog Conflitos de Confissões (acaso com nome mais uma vez, Iedinha!), e que ainda por cima este mês traz como tema O Tempo. Aliás, aqui já seriam três surpresas, mas ainda não acabaram. Tem também a delicada "coincidência" de este ser o tema da "tertúlia" deste mês, já que o dia escolhido é também o dia em que completo 28 anos de estrada, e que inicio o 28º da jornada. E que assunto poderia vir mais a calhar numa data como a de hoje?
Pois neste dia então passo a fazer parte desta "tertúlia". Uma oportunidade magnífica de vivenciar outras experiências, conhecer outros olhares e me abrir para outras doces e delicadas obras do acaso. Todo dia 15 tem tema novo. O espaço foi criado por Jorge Pinheiro (Expresso da Linha) e Eduardo P.L. ( Varal de Idéias), e participar é muito simples. Basta clicar (http://tervirtual.blogspot.com/), se cadastrar e dedicar, no meu caso, o voo, para o tema da vez. E eu já ia fazer isso mesmo...



Pedido...

Completar mais um ano de vida pode trazer um "mix" de sentimentos inexplicável. Na minha vida, sempre sempre foi assim! Mas, de uns anos pra cá, pra ser mais exata depois dos 25, de alguma forma eu passei e dar valor inestimável a uma data que registra que alcancei mais 365 dias e nisso entenda-se "quebrei barreiras, venci obstáculos, amei amei, chorei chorei, sorri sorri, sonhei sonhei... como sonhei!"

Nos últimos meses, eu passei a tentar me imaginar com 30 anos. Acho que uma vez vi num filme que 30 é a idade do sucesso. E eu tenho mesmo enxergado algumas nuances novas nas cores que me remetem os 30. E agora, os 28 me fazem sentir tão mais perto, como nunca, que acho que algumas delas começam a borrar minha vida desde já!

Deixei de ver a idade como uma bagagem pesada, como vinha fazendo. Deixei de me amargurar tanto por achar que "a essas alturas do campeonato" eu já deveria ter algumas coisas que ainda não tenho. Isso não quer dizer que desiti ou mesmo deixei de desejá-las. Mas meu olhar tem sido mais acarinhador pra comigo mesma. Passei a notar, por exemplo, minha capacidade maior de olhar para a maioria das coisas com mais paciência, com mais cuidado e cautela, com mais carinho e zelo. Percebi que ando tomando mais gosto pela vida na prática. E tenho certeza que isso só pode significar uma coisa: maturidade.

Antes, e muitas outras vezes eu pensei, achei e disse isso, mas hoje, com toda a convicção do mundo, eu me sinto mais madura, mais segura, mais feliz! Eu continuo sofrendo, sangrando, doendo, chorando sim, por uma série de motivos, válidos ou não, mas faço tudo isso com segurança e liberdade até mesmo pra fazê-los. E me sinto tão "dona de mim mesma"!

Neste fim de semana o tempo veio coversar comigo. Sentou-se ao pé da minha cama e me dedicou muito de si mesmo para falar, não ouvir. Ele me mostrou com cuidado que amizade está longe de ser alguma coisa com forma e cor determinadas por nós humanos. Me mostrou que ainda agora, um ano depois, eu posso continuar acreditando na incondicionalidade do amor de mãe e pai, mesmo que não seja exatamente do jeitinho que me prometem sempre as propagandas de margarina. E o Tempo veio renovar uma aliança que tem comigo. A de que vai se doar, vai estar sempre pronto e presente pra ser "pano de fundo" da concretização de muitas promessas que me foram feitas pelo mais fiel de todos. Ele, o Tempo, veio tirar o ranso que se possa estabelecer da nossa cotidiana relação, e veio trazer cheirinho de novo e álito fresco para os próximos 365 dias que se anunciam pra mim hoje!

E nesta data, com tanta segurança e liberdade de alma, eu assopro as velinhas, e de olhos fechados refaço meu pedido maior, e que tem ficado maior ainda a cada aniversário em que não se concretiza, porque só depois dele talvez eu vá liberar espaço pra outros maiores ainda. Enquanto isso vou deixando-o conviver com os demais todos dentro do meu ser. Que venha o amor, o sonho de amor urgente, sem demora, porque estou cada vez mais pronta e livre para recebê-lo!



Foto by Google

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Assim...

Mas é sempre assim...
Você vem... sem que eu te chame
Você (ainda) me tem... mesmo sem fazer doer (mais tanto)
E um sentimento de frustração eterna me toma toda vez que eu insisto na teimosia de tentar anular a marca do amor que você deixou em mim
O rastro mais lindo que eu tenho de ti
O perfume forte do teu sorriso
Que eu nem quero deixar ir
E revivo teu olhar no meu de qualquer maneira
A qualquer hora
Bendito poder de registro da memória
Pra que fotografias?
Se tua presença é física mesmo assim
Mesmo agora
E é sempre assim...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Até...

E hoje, pouco antes do clarear do dia, olhar perdido no horizonte enquadrado no para-brisas do carro, ela sentiu o fisgar de um fio de saudade, e uma punhalada sufocante quando concluiu que o antes novelo se transformou em fio, e qualquer dia desses se transforma em algo menor ainda! Definitivamente ela se alimenta do sangrar! E já está com fome...

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Seu silêncio fez barulho em mim...

Foto by Google

Quanto cabe em um minuto de silêncio?

Quanto vale um instante de total quietude?

Nada, nenhum resquício de ruído, a ponto de chegar a ser gritante o barulho do vaco...

Nem eco...

Imensidão de pensamentos, sentimentos, lembranças, sensações...

Já reparou como todas essas coisas são absurdamente silenciosas, e contraditoriamente nos causam tanto barulho interior?!

Às vezes sinto fome desse breu de luz que pode ser um minuto... em queda livre... no abismo do silenciar!

Mas logo passa... ainda bem... não imagino o que encontraria em mim mesma!

Faxina

Com mais espaço no guarda-roupas, agora limpo e arejado, CDs, DVDs e livros empilhados, documentos organizados, lembranças selecionadas, lixo descartado, minha alma tem ar de recomeço e meu coração se sente pronto pra uma segunda-feira diferente, especial, com cara até de 1º de janeiro!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Maravilhoso novo mundo!

E ela descobriu que a quebra na rotina, mudança de ares, olhares, pontos de vista, num ambiente em completo desalinho com o hábito de cada dia, pode ser a saída para o fim da carga de tristeza e desestímulo que a invade quase sempre ultimamente! E mais ainda... vislumbrar mesmas ideologias e energias compatíveis lhe dá a sensação de que a vida começou neste instante... e há tanto pra ser feliz, que dá até vontade de ser mesmo!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Confissões...

Onde estará você que eu espero há tanto tempo enquanto tanto tempo é perdido em meio a lágrimas e solidão?

Porque eu me sinto triste, infeliz, rasgada em lamento cada vez que me deixo iludir achando que são seus olhos em lugar de qualquer olhar que permanece no meu.

Não vês que enquanto não vens qualquer alguém me faz pensar que o encontrei enfim só pra espantar o tempo que se opõe a nós dois?

E eu nem entendia porque sempre vivi com uma sensação de metade esvaziada.

Um dia eu entendi e passei a correr contra o vento pra ver se eu conseguia com a brisa batendo em meu rosto cada vez mais forte chegar mais rápido ao seu encontro.

Queria pular no seu colo e me enroscar no seu pescoço e sentir o mundo todo girar enquanto você rodava em círculos fazendo minhas pernas alçarem vôo até o corpo ficar quase em ângulo de 90 graus.

Eu já preparei todos os nossos dias, fiz mil planos e me arrumei pra você e no segundo seguinte arranquei o batom dos lábios com a força da solidão nas mãos porque olhei pro lado e não te vi.

E eu fico esperando feito criança que parou no tempo...

Adolescente que parou segundos antes do primeiro beijo.

Por isso eu ainda quero te contar os meus segredos, andar de mãos dadas com as suas caminhando na beira do mar, te dar todos os meus versos.

A minha poesia eu guardo só pra você...

e às vezes pra fazer de conta que você está bem perto eu finjo que parei de acreditar que você ainda vem pra me buscar só pra me esvair em lágrimas...

ela vem tão mais fácil assim...

Eu estou disponível, entregue, vulnerável.

Eu sou tua e não há pensamento positivo, viagens, passeios, trabalho ou qualquer outra coisa pra me fazer provar pra mim mesma que eu sou absoluta e suficiente porque quando chega o entardecer e a noite vem devorando a luz é que eu percebo que passei mais um dia sem a sua companhia...

Deixei mais uma vez de praticar as lições todas que aprendi até agora como o pescador que tudo prepara e se põe à espera de seu peixe.

Eu queria te dizer todas as juras, te dar todo meu carinho e compartilhar a minha vida de quase 28 anos e tantas coisas que acumulei pra te mostrar.

E mesmo acreditando que algum dia os olhos de Deus vão se apiedar da minha longa e triste espera e me trazer logo o meu presente mais caro e querido, do verbo querer...

Eu tenho medo de nunca saber qual é a cor dos seus olhos e o seu jeito de olhar pra mim pra me dizer: EU AMO VOCÊ!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Emoção...

E eu entendi enfim que um rito de passagem pode ser sentido por cada poro com toda carga de idealismo, amor e responsabilidade capaz de mover o coração humano num breve instante como este... e pra vida inteira!



segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Remissão...

Eu sei que devia parar de escrever as coisas que tenho escrito
Sei que devo deixar de alimentar isso dentro de mim
Porque não vai mudar
E é tão autopiedoso
Me machuca
Me faz chorar
Mas é que se eu não alimentar
Essa coisa vai me devorar de uma vez inteira...

Vão...

Eu já perdi tempo demais batendo em mesmas teclas
Você fechou a porta pra minha canção
E eu queria poder te machucar com a minha raiva
Mas não posso
O meu desprezo é só fachada
Está certo, você tem meu coração... até agora
E eu não vou mentir, não adianta
Não vou me prestar a mais uma cena patética querendo te provar que você está me perdendo
Porque não está
Eu é que nunca tive você
Eu é que não posso mais ter medo de perder um jogo que eu nunca tive a menor chance de ganhar
Eu não posso mais fugir de um final
Que afinal
Nunca teve um começo
E eu prometo
Não te darei mais minhas palavras
Nem um segundo sequer dos meus dias ou das minhas noites
Você não terá mais minha disponibilidade caída aos teus pés
Meu olhar amolecido todo encantado e rendido, você não tornará a ver
Nem meus lábios quentes inclinados para os teus
Nunca mais me verá chegar pronta
E nem partir querendo mais do que tudo ficar
Não mais presenciará meus tremores obscenos e os acenos palpitantes do meu peito
Eu não quero olhar mais nada
Nem ouvir, nem lembrar, nem saber, nem dizer
E eu prometo
Sumir no breu
Desaparecer
Como você quis
Agora não
Mas em algum instante do breve momento de recolher meus pedaços todos
que ficaram aí
Espalhados na porta do teu coração
Impedidos de entrar

domingo, 1 de fevereiro de 2009

If that's what you want...





So You Can Cry
Ne-Yo