quinta-feira, 5 de março de 2009

Inconstâncias

O que me atormenta é essa passividade
Esse conformismo morno, essa tranquilidade
Você devia “espernear” mais
Gritar, chorar, não se calar
Agarrar-me com sua masculinidade de “sexo forte”
Abraçar-me com “violência” e beijar minha boca com intensidade...
Ofegante...
Provar-me que seu sentimento tem pressa e não é capaz de aceitar a minha vontade
E fazer prevalecer a sua...
O que me deixa em estado de nervos é essa sua mania de respeitar a minha “(in)decisão”
Me deixa louca
Me tira a razão
Desequilibra meu “equilíbrio”
E mal sabes que assim é que me tens mais perto
Mais na sua
Me rouba a atenção
Sua indiferença mexe com o despeito do meu mais íntimo ser
Mas continuarei relutante aos meus próprios instintos
E te direi com firmeza que a minha vontade deve prevalecer
Mas de que adianta?
Já nem me perguntas...
Foi-se o tempo em que, em meus devaneios, me desobedecerias
E como eu queria...
Em meus devaneios...
Foi-se o tempo...
Houve o tempo?

4 comentários:

Vivian disse...

pra quê viver, se não for pra ser intenso?
pra quê amar, se for pra ser morno?
pra quê acordar, se for pra se arrastar?
seja intensa, man, sempre. Isso que é viver.

Michelle Ribeiro disse...

Sem palavras...

#Eric Silva# disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
#Eric Silva# disse...

"Olhando para mim,
Eu vejo que nunca fiz nada certo,
Eu nunca parei de pensar em você
Eu estou sempre envolvido em coisas que não posso vencer.

Você é o antídoto que me faz melhor,
Algo forte como uma droga que me deixa nas alturas.

Na verdade o que eu quero dizer,
É que eu lamento pelo meu jeito.
Eu nunca quis ser tão frio com você
Nunca quis ser tão frio com você."