terça-feira, 26 de maio de 2009

Fora de hora

E alguma coisa tem me dito nos últimos dias
Uma voz, uma melodia
E um olhar tem me penetrado por estes tempos
Um abraço, beijos sedentos
Memórias de um tempo passado
Se fazem presente
E provocam saudade futura
Eu tenho pensado mais do que deveria
Mais do que gostaria
Mais do que diria a mãe sensatez
E de alguma forma eu gosto desse movimento de reviravolta na memória
Ela, aliás, a memória, é minha parceira mais fiel
Eu posso reviver o que eu bem entendo, na hora que desejo
Eu posso abraçar e sentir os braços quentes e ternos num movimento arredondado em torno da minha cintura
Eu posso deitar minha cabeça no ombro direito dele e ficar ali, olhando a paisagem da metrópole afundada em natureza e lembrando do relógio enquanto nossos corações pulsam encostadinhos
Eu posso refazer diante da retina o sorriso que dava uma pontadinha de vida exuberante por dentro
E posso até ouvir e falar tudo de novo, as conversas nossas que passeavam sempre da densidade mais madura aos fatos cotidianescos e engraçados que nos faziam rir de tudo, chorar ás vezes, crescer sempre
Eu só não posso querer ressuscitar algo que não me é de direito
Porque tenho dentro de mim o dever de sorrir diante da felicidade (a) que eu não pude entregar(-nos)...
Porque não é justo
Não é certo...
Nada é coerente por aqui... por dentro...

sábado, 23 de maio de 2009

Eu declaro!

Eu me apaixono por você todos os dias como quem vê o nascer do sol. Majestoso, ele banha tudo com sua luz viva e cristalina. Cada raio aquece um pedacinho da terra e de tudo que nela habita. Assim é o nosso amor.

Quando eu olho nos teus olhos, fico embargada por uma emoção tão real, quase espiritual, que me toma no colo, e num piscar eu entendo o sentido da vida. Esses olhos, lindos, lindos, que são a fonte onde eu bebo e me sacio. Que incoerência! Os mesmos olhos que me secam criando assim um círculo vicioso: eu bebo, eu seco e sinto sede a vida inteira de você!

Você sussurra palavras doces ao pé do meu ouvido e eu me perco no hálito quente que sopra meus cabelos. Eu juro, não há nada e nem ninguém que possa me tirar dessa embriaguez. Eu quero você, e só você, nesse instante! Aí então,você me coloca devagar sobre uma superfície lisa, porque assim pode me amar com a intensidade que você sabe que há no encontro dos nossos corpos.

É esplendido trocar o que guardamos a vida toda um para o outro. E não há o que dizer quando no silêncio a gente percebe o som do amor que nos vivifica. Cada vez que eu respiro, é sua alma que entra por meus pulmões e o ar ao redor da nossa casa tem cheiro de flores. Cada pensamento seu, eu sei, carrega tanto de mim, e só nós sabemos quanto somos livres pra sermos assim, só de nós dois.

Meu amanhecer traz todo dia a lembrança do seu rosto, colado a minha retina, e eu agradeço cada segundo por ser tão afortunada. Ser sua mulher, seu amor, derrama sobre mim as bênção todas dos céus. Ser meu amigo, meu companheiro, te mostram para que somos e viemos.

O significado da palavra felicidade, eu encontro quando enrosco os meus dedos por entre os teus cabelos. E plenitude pra você é aconchegar-se junto do meu colo e dormir assim. E eu posso apostar que nos encontramos além, nos nossos sonhos.

Eu viveria mil vidas, ou uma, eterna, só pra ter a oportunidade de fechar meus olhos e me deleitar no timbre macio da tua voz quando você me diz “amor”. É nessa hora, eu sei, que eu me apaixono mais uma vez!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

No caso de não haver nem começo nem fim para as nossas histórias...

E se algum dia algo te parecer superficial demais
Se as promessas forem tantas e deliciosamente convidativas
E ainda assim bater aquela estranheza, aquele não saber por que, só saber...

Se tudo for absolutamente mágico, perfeito, tanto
Mas ainda assim parecer meio fora de tempo...

Se mesmo afundada em prazer e bem estar
Você sentir fisgadas que fizerem nascer a incerteza...

Se aquela saudade lancinante numa tarde de domingo chuvosa que desperta um desejo arrebatador de sair e aparecer na frente da casa dele, nua, sem se preocupar com o que ele vai dizer porque você não vai mesmo deixar ele dizer nada antes de o beijar com toda a sede que guardou praquele momento
Te fizer sentir um medo tenso e pesado quando seu olhar for sugado de volta pro espelho através do qual você enxergava ainda a pouco a cena toda acontecendo bem na sua frente...

E se mesmo tendo certeza de que fez a melhor escolha que poderia
Se achar uma egoísta, maluca, carente e oportunista, ainda que suas atitudes tenham sido totalmente altruístas e honestas...

Isso tudo não quer dizer que você é louca, traumatizada ou psicologicamente atormentada
E nem que o seu medo de se envolver te impede de se dar uma chance de ser feliz
Talvez também não signifique só que você entendeu que alguma coisa seria roubada de ambos e tenha preferido a ambos preservar
Ou então que você não estava preparada, ou que não era pra ser ...

Pode ser que você entenda, um dia, lá na frente
Sem o pesar do ridículo clichê
Que você esteve certa o tempo todo
E que tudo o que fez valeu só porque evitou dias e dias de arrependimento sem dó nem piedade por não ter ouvido a voz experiente da madura consciência...

E um sorriso de canto vai ameaçar se desenhar no seu rosto quando você perceber tudo isso
Ainda que uma lágrima teimosa insista em lutar contra a força dos seus olhos abertos e uma pressãozinha no peito te faça remoer um passado recente

Afinal... com uma pontinha de raiva você percebeu que, sim, algumas "coisas" são superficiais demais
E não menos entristecida, que por "coisas" entende-se pessoas e sentimentos

Tudo explicado então...
Cada peça vai se retirando devagarinho em direção a seu respectivo encaixe

Cada qual com seu cada um...



E pensar que um ciúme bobo e sem lógica VOMITOU todas estas palavras...

PS 1: Eu vim aqui pra postar sobre o FORMIDÁVEL documentário Simonal - Ninguém sabe o duro que dei. Mas por que é que eu tinha que fazer meu rotineiro tour pela blogosfera antes... ?! Estas chuparam as outras todas palavras que flutuavam na minha êxtase pós-sessão-cinema. Mesmo assim não seria leal não indicar: ASSISTAM porque tá IMPERDÍVEL!

PS 2: Pela primeira vez eu quero do fundo do meu coração que você leia isso sem ao menos saber pra que e nem se você vai. No lugar das velhas dúvidas restaram absolutas confirmações pra cada uma das minhas teses. E pensar que de tudo que ouvi de você ressoa forte ainda uma coisa: "Amanda, isso é o que você gostaria que eu fizesse porque confirmaria sua teoria. Mas eu não vou. Pode ficar esperando!" E não pense que esse ciúme inesperado diz respeito aos sentimentos futuros por outros alguéns que naturalmente nos tomariam a nós dois. Não! Talvez porque nós dois sabemos que este é um dos antigos, e ele já estava bem aí, quando você teimava em "outro", e com isso quase põe os meus a perder mais uma vez... !

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Visitas...

Eu tenho lembrado de você nestes dias, mais do que estava acostumada desde que achei que devia e te pus pra fora.

De sopetão. Às vezes estou concentrada em uma tarefa qualquer, pode ser trabalhando, atravessando a rua, almoçando ou até mesmo batendo papo e rindo na hora do cafézinho, e de repente, lá está você. Sorrindo pra mim, me olhando com aquela meiguice de sempre, só sua, aquele olhar que me confunde num "mix" de doçura e malícia.

Aí eu te espanto, feito um mosquito que a gente manda embora com um abano de mãos. E volto ao que estava fazendo antes de você me interromper.

Eu acho que a saudade tá querendo me avisar que não tá mais cabendo naquela velha caixa que eu tranquei dentro do armário. Teimosa que só ela, tá reivindicando espaço, liberdade. E eu até daria, se isso não custasse a minha paz e esse sorriso que eu tenho ensaiado desde que você foi embora. Ele tava quase saindo ao natural, sem esforço.

Logo agora... !

domingo, 17 de maio de 2009

O Bem

Ainda sinto pontadas e latejares da dor alucinante. Acho que é como a borboleta deve se sentir quando chega a hora de sair do casulo. Ela sabe que é para o bem. Tem ciência de que será melhor. De que um mundo novo e mais colorido a espera. Mas é tão doída a transformação!

Têm sido assim os meus dias nestes tempos. Eu tenho sofrido muito, mas desta vez por motivos completamente outros. Tempos atrás eu ganhei a certeza de que a maior dor do mundo é a dor causada pelo amor. Daquele, o não correspondido. A dor de perder alguém, não para a morte, mas para a vida. Agora... agora não é isso.

Eu sofri tanto nas vezes em que me apaixonei! Fui tão cruelmente desiludida e rejeitada! E eu acho que tudo aquilo se transformou em obsessão. Eu vinha vivendo em função de encontrar o amor da minha vida. Mas eu percebi que isso me fazia tão mal! E a partir daí eu percebi também outras coisas, como, por exemplo, que eu precisava sair do casulo e virar borboleta. Não só pra ter mais chances. Não. Mas também porque doeu tanto, não dá nem pra descrever. E eu desenvolvi um trauma, que depois virou medo, e depois síndrome. É que eu vi que não havia saída. Não se alguma coisa não mudasse aqui, em mim. Porque eu tenho essa doença. Sim, porque também virou doença, essa dependência. E eu passei a depender disso. De buscar o grande amor. De achar que o encontrei no primeiro olhar terno, ou no segundo beijo doce. De debruçar minha vida inteira sobre ele e de não conseguir, do verbo impossível ser capaz de, viver uma vida normal, medida, calma e equilibrada.

Não que eu não goste de me apaixonar. Pelo contrário. Eu acho até que a dor destes tempos de agora têm muito a ver com o fato de pela primeira vez eu estar “desapaixonada” por convicção. E tudo é mais triste, mais vazio, mais sem graça. E aí é que eu encontrei espaço pra tentar um amor diferente. Já estava na hora. Foi necessário “desconstruir” o sentido de muita coisa, talvez quase tudo, pra encontrar o sentido de mim mesma e lutar pelo meu amor próprio.

Não é fácil! Mudar comportamentos intimamente ligados a "pensares" e "sentires" tão encarnados no processo todo da vida e da história que esta construiu pra gente. Tem coisas que você percebe que são assim porque assim foram carimbadas, seja por experiências, ou por ensinamentos. E elas estão ali, petrificadas. É preciso uma paciência gigantesca e uma determinação enorme pra mudar. E muitas vezes você se pega descuidada, nos intervalos entre um abrir e um fechar de pálpebras.

E revirar coisas guardadas muito lá dentro, escondidas, também pode não ser tão agradável. Às vezes cheira mal. Tem horas que arde absurdo! Mas é preciso. Expurgar a sujeira e limpar a ferida é a única forma de sará-la de uma vez por todas e nunca mais ter que abrir aquilo.

Eu tenho feito isso metodicamente. E olha, eu vou dizer. Estou orgulhosa! Acho que estou sendo forte o bastante, e Deus sabe quanta força eu tenho tido que cavoucar pra encontrar aqui dentro! Eu tenho me permitido ler minhas entrelinhas por perspectivas diferentes das que julgava certas. Eu tenho descoberto coisas novas. E não vou negar, tenho provado do medo mais cruel que já experimentara.

Mas acho que nada será em vão. Porque depois de algum tempo sem saber direito que direção tomar, eu decidi seguir em frente. Eu passei a enxergar possibilidades que sempre estiveram bem debaixo do meu nariz, mas eu estava muito cega pra ver. Meus olhos vinham vendados pelas marcas da rejeição, pela auto-imagem distorcida, pelos traumas e mentiras acumuladas ao longo dos anos, ao longo...

Eu não vou mentir dizendo que agora eu estou absolutamente livre das vendas. Às vezes meu olhar fica embaçado e é difícil continuar caminhando assim. Mas eu acho que já chorei o bastante. Eu quero tanto ver outras linhas de expressão no meu rosto ao olhar no espelho! Outras, em direções opostas destas já marcadas aqui.

O resultado de todo esse processo que mais salta aos olhos é que às vezes eu desejo fazer algo e penso em ligar pra alguém pra compartilhar. Daí logo em seguida me vem uma outra vontade, tão contrária. Eu penso: não, isso eu quero fazer sozinha hoje. Quero uma sensação própria, uma descoberta só minha. Quero a minha presença toda nisso. E eu percebo que estou descobrindo uma amizade essencial. E sinto que as horas em que tenho passado comigo tem sido mais agradáveis que antes, a ponto de eu dispensar estar cercada todo o tempo. E concluo que o medo que eu tinha de mim mesma, a repulsa, estão dando lugar ao amor pelo qual eu venho lutando. O amor próprio daqueles que são dignos do amor. E não foi pra isso que eu ganhei o meu nome?!

sábado, 16 de maio de 2009

Despertar...


"A arte não reproduz o que vemos.
Ela nos faz ver."
Paul Klee


Estranhamente eu sempre tive uma só resposta, pronta, quando se tratava de falar sobre as artes plásticas. Fazia questão de mostrar ao meu interlocutor o quão deveras estranha essa vertente sempre me pareceu. Eu não entendia o que alguém podia achar de interessante em se por na frente de uma tela pintada – e eu só o que sempre enxerguei foram rabiscos e formas sem sentido nem lógica alguma – em visitas a exposições e museus de arte, clássica, moderna, erudita, o que quer que fosse. E havia na minha fala um quê de arrogância porque eu tentava provar que talvez eu fosse o único ser humano da terra a ser sincera ao invés de me fazer de "intelectual da arte". Mas devo confessar que, de alguma forma inconsciente demais pra notar, isso sempre me causou certo incômodo. Como é que eu, inatamente tão ligada à sensibilidade artística, tão apaixonada pela forma criada por Deus e dada ao homem para expressar, contextualizar e se encontrar em sentimentos, emoções, vida interior, podia não ser sensível a qualquer que fosse o veículo? Logo eu que enxergo cores, nuances, pigmentos, e também tons de cinza e preto nos cenários que se constroem a partir do meu baú íntimo. E agora eu percebo que talvez eu tenha é proposto a mim mesma um desafio. E foi nesta terça que surpreendentemente eu planejei um programa pós expediente um tanto quanto "diferente". MASP. Pois não é que eu, paulistana "da gema" talvez muito mais do que tantos, nunca havia estado no museu mais famoso da cidade?! E foi assim, uma decisão dessas que nos veem como comichões. Só sei que na segunda planejei tudo e inclusive a escolha do dia da semana gratuito para a visita, assim eu uniria a ideia a minha necessidade de economizar. Pois bem! E lá estava eu, ao lado do velho amigo de aventuras e devaneios: Thi. E lá estávamos nós. Ao pé do elevador eu fiz a ele uma promessa. Me pronunciaria a respeito de minha tese tão logo saíssemos do museu. Eu não tinha dúvidas de com qual impressão sairia de lá! E tenho que admitir que a tarde foi deveras surpreendente que eu até me esqueci de cumprir a tal promessa, nem para o bem, nem para o mal. As palavras tantas que me sobravam para falar da estranheza antes me faltaram depois. Vik Muniz. Não sei se por sorte ou por destino, este é o nome do artista que quebrou meus paradigmas carcumidos. Arte contemporânea da melhor qualidade. Sensibilidade e genialidade unidas a excesso de criatividade, elegância e consciência. Timidamente boquiaberta, eu curtia cada pedacinho da exposição com uma pontada de vergonha e me perguntava: como eu pude demorar tanto tempo pra desfazer um engano tão estúpido? E a cada parede, quando já esperávamos ter sido suficientemente surpreendidos por obras absolutamente desafiadoras, nos dávamos de novo com algo ainda mais surreal. Eu poderia destrinchar neste texto com infinidade de possibilidades as características e os detalhes da exposição. Mas não me vejo no direito de fazer isso. Talvez porque além de ter visitado algo de muita qualidade artística e ter conhecido alguém realmente encantador como Vik – eu nem falei que o trabalho do caro tem como pano de fundo uma consciência responsável das mais bonitas – o que tenha realmente me marcado fora a quebra de uma impressão ignorante e primitiva. E eu nem me lembro quando, onde e por que aquela opinião se formara. O fato é que da mesma maneira tudo caiu por terra na última terça. E eu só posso comemorar! Porque em dias tão absolutamente particulares, sensíveis e estranhos, eu vivenciei um dia, e posteriormente, uma semana muito iluminada. Me senti invadida por uma enxurrada artística e uma fome violenta por olhares novos tantos, desconhecidos até então. E tem me transformado de maneira tão importante esse meu "novo" enxergar!

PS. 1: Eu não poderia, é claro, deixar de dar o serviço:

Exposição 'Vik'
Retrospectiva com 131 obras do artista plástico Vik Muniz
De 24 de abril a 12 de julho
Horário de visitação: terça a domingo e feriados, das 11h às 18h; às quintas, das 11h às 20h.
Ingresso: Inteira – R$ 15,00 / Estudantes - R$ 7,00 / Menores de 10 anos e maiores de 60 anos – Gratuito
Às terças-feiras a entrada é gratuita
Local: Museu de Arte de São Paulo – MASP
Endereço: Av. Paulista, 1578
Telefone: (11) 3251 5644
Classificação etária: livre

PS. 2: Não falei, mas o museu somente abriria seu acervo e outras exposições no fim desta semana. Isso quer dizer que uma nova visita se faz necessária e depressa, já que foi pra olhar para telas pouco mais clássicas que eu me desafiei. Mas suspeito que ainda terei muito e novas boas surpresas com estes olhos que "mais veem agora"!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

CULTURA URGENTE!

Divulgação em tempo recorde: contando de agora, já duas e meia da tarde, até amanhã mais ou menos por volta deste horário considerando que o evento será fora do "município", temos ainda um pouco mais de 24 horas... rs!

Mas deixando de leros e mais leros, cia incrível e bailarinas talentosíssimas, sem contar coregografia, figurino e espaço porque não os conheço... rsrsrs!.... e claro, menos ainda que o elenco é integrado pela digníssima irmã...

Bom... IMPERDÍVEL!

Estarei lá!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Caminho...

(Des)pretensiosa visita à psicóloga... uma descoberta:

“... a abordagem da psicoterapia cognitivo-construtivista consiste em identificar o sentimento que originou o pensamento, que por sua vez origina o comportamento, e trabalhar esta relação e seus vários desdobramentos...”



Absoluto derramar(-me) em Clarice Lispector... uma constatação:

“O que eu sinto, eu não ajo. O que ajo, não penso. O que penso, não sinto. Do que sei, sou ignorante. Do que sinto, não ignoro. Não me entendo e ajo como se me entendesse.”

PS.: Em dias ruins, dias em que se percebe com alarmante intensidade de peso a palavra PAZ, justamente quando ela falta – reflexão afortunadamente provocada por uma amiga que só podia mesmo ser tão querida – o processo pode ser proveitoso com a adição de alguns ingredientes fundamentais: 1. autorrespeito: o tempo é uma variante, e como tal, é de determinado tamanho para cada indivíduo. Eu estou aprendendo a conhecer e, principalmente, respeitar o meu! 2. carinho: mesmo à distância, este é um fator de imprescindível importância. Sentir o amor, o cuidado e o respeito de cada pessoa que me é preciosa nestes dias de não entender tem sido mesmo essencial. Não pensem que estou alheia às barulhentas ou mesmo às mais tímidas manifestações... dos gritos aos sussurros... e vou recompensar a ausência... assim que tiver nas mãos os sorrisos de que preciso! 3. descobertas: estou atenta a detalhes, muito ‘afloradamente’. E tenho feito cada uma, mais feia, mais linda, mais óbvia, mais surpreendente... tenho de fato experimentado... esta é a palavra... espero que frutifique em número de coisas a contar por fim! 4. Acho que posso ensaiar uma volta tímida ao manejo com as palavras neste cantinho esquecido por opção... lembrado por vício... vital e vitalício!