quarta-feira, 13 de maio de 2009

Caminho...

(Des)pretensiosa visita à psicóloga... uma descoberta:

“... a abordagem da psicoterapia cognitivo-construtivista consiste em identificar o sentimento que originou o pensamento, que por sua vez origina o comportamento, e trabalhar esta relação e seus vários desdobramentos...”



Absoluto derramar(-me) em Clarice Lispector... uma constatação:

“O que eu sinto, eu não ajo. O que ajo, não penso. O que penso, não sinto. Do que sei, sou ignorante. Do que sinto, não ignoro. Não me entendo e ajo como se me entendesse.”

PS.: Em dias ruins, dias em que se percebe com alarmante intensidade de peso a palavra PAZ, justamente quando ela falta – reflexão afortunadamente provocada por uma amiga que só podia mesmo ser tão querida – o processo pode ser proveitoso com a adição de alguns ingredientes fundamentais: 1. autorrespeito: o tempo é uma variante, e como tal, é de determinado tamanho para cada indivíduo. Eu estou aprendendo a conhecer e, principalmente, respeitar o meu! 2. carinho: mesmo à distância, este é um fator de imprescindível importância. Sentir o amor, o cuidado e o respeito de cada pessoa que me é preciosa nestes dias de não entender tem sido mesmo essencial. Não pensem que estou alheia às barulhentas ou mesmo às mais tímidas manifestações... dos gritos aos sussurros... e vou recompensar a ausência... assim que tiver nas mãos os sorrisos de que preciso! 3. descobertas: estou atenta a detalhes, muito ‘afloradamente’. E tenho feito cada uma, mais feia, mais linda, mais óbvia, mais surpreendente... tenho de fato experimentado... esta é a palavra... espero que frutifique em número de coisas a contar por fim! 4. Acho que posso ensaiar uma volta tímida ao manejo com as palavras neste cantinho esquecido por opção... lembrado por vício... vital e vitalício!

6 comentários:

Verena Ferreira disse...

não ignorar o que sinto é meu esporte preferido.

Viva Clarice!

Luciano de Sálua disse...

O vicío vitalício de lamber as nossas cicatrizes nos tornam cada vez mais fortes.
Atentos aos detalhes nos prendemos em pequenas coisas, e despresamos as grandes.
E Clarice, bem, está nos entende.

Luciano de Sálua disse...

O que seria dos bons dias sem os dias ruins?

Eduardo Araújo disse...

Caramba, você domina bem demais as palavras! Parabéns!

Michelle Ribeiro disse...

Tenho falado uma coisa repetidamente: não questione demais, apenas faça o seu melhor e siga em frente...um dias as respostas chegam da melhor maneira..

saudades

beijos

.::Li Hormigo::. disse...

Antes tarde do que nunca; bem-vinda de volta!! =)