segunda-feira, 29 de junho de 2009

Quando o amor marca irremediavelmente...


Mais uma noite eu sonhei com você. Foi uma maneira de te ter perto de novo. É que depois de alguns meses - quase um ano, meu Deus! - as lembranças podem ficar um pouco empoeiradas. Este novo sonho trouxe um renovo para o amor que um dia eu senti. Fiquei tentando encontrar uma explicação para este sentimento. Eu já ouvira dizer de romances muito intensos e curtos demais. Quando eu era mais jovem isso explicaria a sutil diferença de rastros. A paixão é assim, como fogo que devasta tudo e logo se consome. Às vezes eu me ponho a lembrar nós dois e fico me perguntando se algum dia sentirei isso de novo. Eu tenho medo da resposta. O que eu senti por você, eu jamais senti antes - e, até agora -, nem depois. A forma como você me marcou é tão estranha. Estranha sim porque hoje, já com o peso do alívio sobre a dor que eu senti com a sua partida, eu tenho consciência do que sempre fomos: dois desconhecidos. Duas pessoas que se relacionaram dentro de quatro ou cinco encontros, alguns telefonemas e um restante inteiro de paixão - de minha parte, é claro! Eu olhei para você como olharia para aquele por quem eu sempre esperei. E - por Deus! - eu ainda te olho assim! Quando sonho com você, como na noite anterior, eu passo o dia todo sentindo um cheiro inusitado. Quando me dou o direito de lembrar você eu posso ter sensações. Entende?! Sensações reais! E no fundo eu sei que nada disso nunca existiu de verdade. Como poderia?! Uma vez alguém disse que saberemos quando é amor porque o amor se concretiza. O amor acontece. E nós dois não acontecemos. Ainda assim eu sonho com você. E te listo entre os milagres que eu nem ousaria desejar. Minha fé é sagrada demais!

sábado, 27 de junho de 2009

You rocked my world!





P.S.: Desculpem, mas eu ainda não sou capaz de dar espaço a outro assunto na minha mente, que dirá na minha vida e neste pequeno espaço dela! Pode parecer loucura, mas o lamento pela perda é real!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

quinta-feira, 25 de junho de 2009

É inacreditável a morte diante da imortalidade de um ídolo!

É difícil acreditar que vou escrever sobre isso no meu blog hoje. Está muito difícil, aliás, acreditar que isso seja verdade. Me soa como rumor, fofoca inventada, imprensa marrom. Acho que não será fácil ver a realidade como realidade tão cedo. Eu me prolongo nesse blá blá blá porque no fundo me faltam as palavras. Como escrever sobre a morte de Michael Jackson? O que dizer?

Todos os meus sabem do meu apreço pelo artista. Um ídolo mundial que me ganhou há muito tempo. Da consciência de hoje tiro a minha determinação pra aprender o famoso “moonwalk” com meu primo quando ainda pequena sempre nas festinhas de aniversário promovidas na minha casa ou na casa de meus tios. O mesmo primo, aliás, é a primeira referência de que tenho lembrança quando se trata de Michael. Tenho quase certeza que ouvi o ídolo pela primeira vez no som dele.

Muitos anos mais tarde eu ganharia a consistência de gosto musical. A música negra e suas muitas vertentes seria o meu ponto fraco. Como eu gosto de tudo que tenha relação com essa música tão fascinante! E há inúmeras vertentes e Michael Jackson.

Pois bem. Eu me nego a escrever aqui o que o mundo todo já sabe. O mundo todo sim. Até aqueles seres mais ariscos à música, se é que existe algum, afinal, a música é uma expressão inerente à alma da gente, não tenho dúvidas. Meu amor pelo cantor também está muito longe de qualquer paixonite adolescente ou mesmo por sua figura humana. Sou daquelas que não idolatram a seres humanos, embora os ame demasiadamente, porque reconheço em todos a fraqueza própria de sua natureza. Enfim, não estou aqui nem para exaltar a condição de "Rei do Pop" e nem para apontar o dedo para o "maluco pedófilo". Como sempre, eu dedico este espaço para falar de sentimentos.

E há – não havia – algo em Michael Jackson que me toca muito fundo, que alcança minha emoção. Não me lembro de ter ouvido um dia sequer uma música do astro sem ter sentido aquela força estranha que põe o corpo em movimento e emociona a alma. Ouvir Michael em alto e bom som era como vivenciar de perto a emoção de estar diante de um palco e do lado dos alto falantes. E é sempre igual. Ainda é.

Talvez eu ame o mito. Todo o mistério que envolve a vida e agora a morte do ídolo. Não acredito que alguém possa negar que ele tinha alguma coisa que nos falta a todos nós. Se há alguém a quem seja notório atribuir diversificada espécie de dons artísticos, está aí: Michael Jackson.

Ainda me é muito estranho pensar em sua morte. Eu que até outro dia alimentava o sonho de ver um show da figura. Eu queria muito mesmo ter visto um! E hoje, quando me deparei com a notícia, pensei estar diante de uma piada ou de um furo trágico da imprensa ridícula que quer tanto se aparecer. Mas não. Hoje eu realmente vou dormir com a certeza de que o mundo musical perde uma vida mais do que significativa e nós a oportunidade de que ele nos surpreenda ainda. Consolemo-nos com tão vasto legado!



P.S.: Há alguns dias eu estava ansiosa pelo post de número 100. E comentaria o degrau, como faço agora. Quem diria que seria ele? Eu voltaria ao zero se possível fosse!



Faz de conta...

Não me envergonho do ócio completo. Nestes dias eu tenho tido tanto tempo, bem mais do que eu pediria em dias de rotina absoluta. Por vezes eu reclamei da rotina que nos esmaga e fiquei imaginando tudo que eu poderia realizar em um cenário pleno de liberdade. Nestes dias eu tenho deixado de fazer quase tudo. Não pensem que eu estou aproveitando minha licença do trabalho pra mexer no guardaroupas ou pra esvaziar os armários da cozinha e limpá-los muito bem, por dentro e por fora, antes de guardar toda a louça lavada, peça por peça. Eu também não tenho aproveitado o tempo livre pra organizar as velhas pastas e jogar fora o lixo acumulado ao longo dos últimos anos. Nem tão pouco tenho lido um livro por dia, como eu sonharia em tempos de rotina intensa. Também não escutei muitas músicas, novas, diferentes do hábito, só as mesmas canções, algumas em modo “repeat”. Eu também nem posso trocar os móveis todos da casa de lugar. Estou proibida de fazer esforços. Mas não sei se faria se pudesse. Provavelmente não. Prefiro deliciar-me no “nada para fazer”. Nenhum compromisso com horários, tarefas... nada. Meus pensamentos têm feito passeios bem inovadores, no entanto. Eles têm arriscado novos caminhos, têm mudado a rota, têm descoberto novas paisagens. Eu gosto de me perder neles por horas. Eu gosto de prestar atenção em coisinhas que passam totalmente despercebidas em dias “normais”. E é engraçado como me incomodam muitas outras coisas além das que já me incomodam normalmente. Tenho tido tanto tempo para prestar atenção que estou ficando até mais ranzinza do que de costume. O eco atrasado da TV na cozinha, por exemplo, que mesmo sintonizada no mesmo canal que a da sala, perturba minha concentração nos filmes deliciosos que tenho conhecido e revisitado. O som alto do aparelho da sala, no entanto, quando eu estou no quarto, machuca minha necessidade de silêncio, como neste exato momento. Como eu gosto do silêncio! Se eu pudesse desfrutar dele nestes dias de completo ócio então... seria perfeito! Minha rua se tornou mais barulhenta também, tenho notado. Talvez porque eu esteja mais tempo ao sabor dos sons que vêm daqui agora. Mesmo assim, tanto espaço tem me bastado. Acho que vou mudar a programação na próxima semana. Pensei em me fingir de turista no país, na cidade. Talvez eu compre um destes roteiros que nós paulistanos “da gema” nunca pegamos entre as mãos e faça passeios aparentemente banais para uma nativa. Quem sabe eu saia de casa logo após o almoço e retorne para o jantar, já que também não posso comer fora de casa. Ou quem sabe eu saia após o café da manhã e faça dois períodos de excursão pela cidade, com retorno para o almoço. Talvez eu visite museus, parques, monumentos, lugares, teatros, pessoas. Quem sabe eu me liberte mais cedo dos mimos e exigências maternas. É isso... acho que vou inventar uma nova brincadeira pra brincar de ser feliz!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

(Pré)sentimento

O problema são os olhos. E quando você se dá conta, já está vivenciando na imaginação os passeios no parque nas tardes de domingo, o jeito que ele vai sorrir quando te vir chegando pelo outro lado do portão e até como será o barulho da risada dele.

Ainda outro dia eu estava presa num “replay”. Me enfadando das mesmas lembranças. O mesmo rosto, o mesmo beijo, o mesmo toque. E era tudo o que havia. E era tudo de que eu precisava. De repente essa bóia salva-vidas. Parece até que eu estava procurando uma forma de trocar as caras das memórias e criar um novo filme.

É que é tão forte. É maluquice, eu sei! Mas não posso evitar. Basta uma pontinha de interesse pra me tragar pra dentro de um furacão de novas expectativas. Mesmo que seja tudo tão... “irreal”.

É dessa doença que eu tava falando outro dia. E eu invento um romance a cada esquina. Mas não é qualquer esquina. Isso é que é. O problema são os olhos. E os olhos dele... e o sorriso dele... e a timidez que o encurva todo. E eu... todo esse susto! Será que é isso? Eu ser assim... todo esse susto?

Só sei que o problema são os olhos. E ele olhou direto nos meus. E eu não vi mais nada...

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Ainda me impressionam suas sutilezas!

Ali na clareira, de repente e num movimento inesperado de libertação, ela desprendeu os pés da terra ensopada – e num voo atravessou o umbral da porta lançando-se em procura do homem num desespero de ave na gaiola. E quando seu corpo bateu no dele, ela não se espantou sequer de encontrar Martim de pé e vestido e ensopado de água, como se também ele tivesse acabado de entrar no depósito.

E o homem estupidificado, vendo-a com a cabeleira desfeita, selvagem como um crisântemo, só se deu conta do que acontecia quando enfim reconheceu o vulto da moça. E ele não saberia se ela correra para ele ou se ele próprio se lançara para ela – tanto um assustara o outro, e tanto um era a própria solução para que o outro não se aterrorizasse com o fato de tão inesperadamente estarem unidos. Ela se grudou a ele no escuro, aquele homem grande e molhado com cheiro de azinhavre, e era estranho e voraz estar abraçada sem vê-lo, apenas confiando no ávido sentido de um tato desesperado, as ásperas roupas concretas, ele parecia um leão de pêlos molhados - seria ele o algoz ou o companheiro? mas no escuro ela teria que confiar, e fechou intensamente os olhos, entregando-se toda ao que havia de inteiramente desconhecido naquele estranho, ao lado do mínimo conhecível que era o seu corpo vivo – ela se colou àquele homem sujo com terror dele, eles se agarraram como se o amor fosse impossível. Não importava sequer fosse ele um assassino ou um ladrão, não importava a razão que o fizera cair no sítio, há pelo menos um instante em que os dois estranhos se devoram, e como não gostar dele se ela de novo o amava? – e quando a voz dele soou em grunhido no escuro, a moça se sentiu salva, e eles se amaram como cassados se amam quando perderam um filho.

E agora os dois estavam abraçados na cama como dois macacos no Jardim Zoológico e nem a morte separa dois macacos que se amam. Agora ele era um estranho, sim. Não mais porque ela o desconhecia – mas como modo dela reconhecer a existência particular e intransponível de uma outra pessoa ela admitia nele o estranho como reverência de amor. Nesse momento ela poderia dizer: reconheço você em você. E se a graça também esclarecesse o homem além do temor de estranhar, também ela seria para ele enfim a grande estranha - e ele lhe diria: e eu reconheço em você, você. E assim seria, e seria tudo, pois isso provavelmente era amor.

***
E foi então que, como se seus olhos a olhassem de frente, ela teve a ideia de si mesma como se se visse: e o que viu foi uma moça sozinha naquele mundo gotejante, com um ombro descoberto pelo lençol que a enrolava mal, os cabelos soltos e aquele rosto em cuja fácil indecisão se pintara agora a alegria de viver.

Clarice Lispector
A maçã no escuro



P.S.: Eu me pergunto, meu Deus, que inspiração pode extrair isso de um mero mortal?! Alguém tem dúvida do porquê de meu profundo amor por ela?!

domingo, 21 de junho de 2009

Últimas notícias

Venho do aconchego do meu cobertor (e olha que hoje é o dia mais feliz do ano = chegada do inverno!) pra avisar que deu tudo certo com a cirurgia e eu estou bem, graças a Deus! Minha recuperação não poderia estar sendo mais tranquila e cheia de mimos! rs

O doutor me deu de lambuja alguns dias de ócio, então é provável que o sono, o chocolate quente (com leite desnatado e chocolate light já que a moça aqui deve evitar terminantemente ingerir qualquer tipo de gordura) e o aconchego dos meus livros e travesseiros ganhem mais minha atenção nas próximas semanas.

Obrigada pelo carinho e pelas orações!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Encontro marcado...


Pouco mais de 19 horas. Um dia inteiro de trabalho. Rotina “cotidianesca” das mais... tudo normal. Dia de folga da faculdade... isso afinal. Metrô lotado, gente e mais gente por toda parte, por todos os lados... gente e mais gente. Quem contaria com isso?! A espera do último meio de transporte para enfim, desmaiar no aconchego do lar e...

Lá estava. Olhares desconfiadamente atirados, sorrisos dificultosamente censurados, escancarados... e um clima de encontro... daqueles... marcados...

Um “imprevisto”, palavras, conversas, burburinhos alheios em meio a tanta fissura e... perderam-se...

Seria assim então?! Um desencontro depois de um encontro tão inesperadamente... inesperado... e tirariam deles aquilo “tudo”... ?!

Dia seguinte. Encontro marcado. A mesma vontade e a lembrança dos olhares... dos sorrisos... tudo aquilo...

Tiveram a mesma ideia... levados pela mesma expectativa... a fé de desfazerem o mal entendido do desencontro e... um novo encontro.

Quando se viram, se olharam, sorriram.

Conversavam e pensavam e se olhavam e sorriam... suspiravam e não criam... era real então...

Uma despedida diferente daquela, cheia de certezas agora, telefones e contatos e promessas de uma próxima vez...

Um “boa noite” inflamado pela magia do encontro...

... marcado...

... pela vida.



P.S.: História verídica. E pelos olhos da felicidade amiga é possível enxergar a própria...

terça-feira, 16 de junho de 2009

Por que eu não gosto (mais) de você...

Porque vc me deu o melhor abraço noturno que alguém já me deu
e depois deixou meus braços órfãos.
Vc me fez ler um escritor que eu não estava afim para que eu entendesse a sua filosofia de vida.
Fez-me tomar uma garrafa inteira de vinho sozinha com seu atraso e me encontrou de pilequinho só pra rir um pouco dos meus desvarios.
E me fez querer que fosse sábado no domingo...
Vc tentou me convencer que estava tudo bem entre nós quando meu coração estava intranqüilo.
E parou de me ouvir em algum momento em que continuei falando, perdendo a parte mais importante da minha história.
Vc me deixou sozinha...e ainda estava ao meu lado.
Vc tirou o livro que estava no meu colo pra deitar sua cabeça
E absorveu do meu cafuné o melhor calor que havia em mim.
Visitou a minha casa, preencheu o lado esquerdo da minha cama,
E foi embora em algum momento sem se despedir, enchendo com palavras tristes aquela estrofe do meu poema incompleto.
Por que eu não gosto mais de vc?
Porque vc me fez dançar o bolero de Ravel e cantar com uma voz impecável o melhor jazz que já se ouviu mentalmente.
Porque me fez acreditar que os holofotes estavam todos voltados para mim e que vc era minha platéia, e nem me visitou no camarim quando decretou que o show havia terminado...
Porque vc arrancou de mim a inspiração que eu não tinha, me fez bolinar as palavras pra eu escrever pra vc aquelas coisas doces e as esqueceu num canto qualquer do porta-luvas do seu carro...E tinha um coração palpitando ali...
Porque vc me fez escutar a mesma música sozinha trilhões de vezes porque a melodia trazia um jeito seu pra perto.
Porque vc não tirou nenhuma foto comigo, mas tocou violão olhando nos meus olhos naquele trecho da música em que a palavra amor aparece duas vezes...
Porque vc me seduziu completa e absolutamente se fazendo deslumbrante quando não estava disponível afetivamente...
Porque vc me roubou a solidão e não me fez companhia...

(Porque eu ainda gostaria de vc? Porque quando uma pessoa vai embora, nem sempre o que se sente por ela vai junto...)

Eu quase ainda gosto de vc...

Marla de Queiroz



PS.: Este foi o meu primeiro contato com Marla. Este texto é tão especial e tão forte pra mim que nunca tive coragem de reproduzí-lo em espaço algum que me diz respeito. Mas hoje... hoje acho que encontrei uma brecha oportuna... porque hoje quando olhei pelo vidro amplo da janela eu enxerguei cinza onde só havia azul... e eu pensei que nunca mais veria assim... !

domingo, 14 de junho de 2009

Cabe tanto...

Eu não sei ser coerente quando rasgada pela fome de liberdade e a sede de braços únicos onde eu encontre o meu sossego.

Sonho com coisas equidistantes, do ponto de vista da física aquântica. Ora eu quero ter um canto só meu. Paredes habitadas por móveis e decoração que me traduzam. Um animal de estimação que dependa só de mim pra alimentá-lo, listas de compras pregadas com ímãs à geladeira e um porta-cartas atrás da porta. Tudo que me faça tomar de vez as rédeas da minha vida.

Eu sinto esse desejo queimar meu âmago especialmente nos dias em que chego em casa do trabalho e gostaria de escolher a trilha e o volume do som antes de entrar no chuveiro largando as peças de roupa uma a uma pelo caminho da sala até o banheiro.

Pegar meu carro quando me desse na telha e rodar pelas ruas da cidade com o vidro aberto e o vento batendo forte contra o meu rosto sentindo que a minha vida e o meu destino são só meus mesmo, e eu escolho a hora de voltar pra casa.

Mas eu também sonho com uma família. Alguém especial pra amar, pra dar satisfações. Chegar em casa e contar como foi o meu dia e ouvir também as histórias que desenharam o dele. E filhos pra cuidar, uma casa pra administrar e um endereço que dite o rumo da minha vida.

Até o momento em que me imagino com uma mala pequena nas mãos e um passaporte que me coloque em uma cidade diferente a cada mês do ano. Uma agenda pra anotar os nomes de cada lugar que visitei, os livros que li e os filmes a que assisti. Me encher de arte de toda parte do mundo e olhar paisagens distintas. Sentir cheiros e sabores que me dêem a real dimensão do meu tamanho diante da imensidão de cores do universo.

Eu não sei ser coerente quando desejo o mundo...



... dentro de um postal.

sábado, 13 de junho de 2009

Vitória com gostinho de espetáculo!

Já na estreia do Brasil na Liga Mundial de Vôlei Masculino 2009 a garotada mostrou que não vai caçoar do legado de 10 anos deixado pela seleção mais brilhante de todos os tempos.

Com Giba na plateia e Dante como convidado especial da equipe de comentaristas com direito a Tande mais uma vez, novatos como João Paulo e Leandro Vissoto se juntaram às já conhecidas feras Murilo (o novo capitão da equipe de Bernardinho), Serginho e Éder e fizeram a arquibancada do Ginásio do Ibirapuera lotado tremer e lembrar de toda a emoção que a velha guarda do vôlei já nos proporcionou com astros como Gustavo, André Nascimento, Rodrigão e companhia em quadra.

Depois de um primeiro set tímido e com cara ainda de ajustes e entrosamento, os meninos venceram o peso da estreia, se soltaram e ficaram mais do que a vontade em casa e com o já conhecido apoio da torcida que não economizou nas vaias aos polacos.

Em meio a uma nova seleção gigante com ar europeu, Bruninho deu show. Levantadas brilhantes e lances de bloqueio, isso mesmo, de bloqueio, de arrancar gritos e lágrimas até mesmo da pobre telespectadora que não conseguiu ainda ver o brilhantismo do vôlei masculino brasileiro de pertinho, ao vivo.

João Paulo e Rivaldo também deixaram suas marcas no jogo de estreia do Brasil na Liga.

Mas o grande astro desta manhã de sábado foi mesmo Lucão. E olha que eu prometi a mim mesma que não iria comentar o belo par de braços e a carinha de anjo do rapaz de apenas 23 anos e 2,09m de altura. Portanto, sem meias palavras, o cara mostrou mesmo a que veio.

Num sincronismo mágico com o levantador Bruninho, herdado do companheirismo de clube, já que ambos jogam no Florianópolis, o meio-de-rede, e me arrisco a dizer, a mais nova estrela do vôlei mundial, abrilhantou nossa manhã com lances surreais e muita pancadaria. Só podia ser ele mesmo pra fechar o eletrizante quarto set da partida.

Começamos mais do que bem, vencendo por 3 sets a 1 os poloneses na virada com parciais de 23-25, 25-18, 25-20 e 25-19. E amanhã tem repeteco em Sampa na chave D. Vale mesmo muito a pena não perder!



sexta-feira, 12 de junho de 2009

Te espero faminta de pressa!

Fiquei pensando no que escrever aqui hoje. Fiquei pensando primeiro se eu deveria escrever algo. E achei estranho pular o dia 12 de junho, justamente ele, já que todo mundo que costuma me visitar sabe o quanto há de mim em torno desta data.

Fiquei pensando que já que eu não saí pra jantar, já que não fui tirada pra dançar, já que não recebi um buquê de rosas vermelhas com um cartão perfumado, já que não ganhei um beijo apaixonado, nem um “eu te amo” escancarado, talvez eu devesse usar meu tempo livre esta noite pra traçar algumas linhazinhas, só pra variar.

E agora, sentada de frente para o computador aqui neste meu quarto solitário, ouvindo os ecos do filme que minha irmã e meu cunhado assistem bem atrás desta parede, sentindo o cheirinho de sabonete e óleo de ameixa e a quenturinha do banho recém tomado, vestida com peças variadas e coloridas que compõem o que eu chamo de “pijama”, eu me sinto absolutamente "normal".

Não. Eu não estou triste hoje por estar passando mais um dia dos namorados sozinha. Não estou feliz também. Mas eu acho que nunca julguei que o problema maior fosse este. Talvez porque o meu sonho de amor abrace outras coisas que eu julgue maiores.

É claro que o dia 12 de junho é uma data comercial. Todos mundo sabe disso! Mas se eu tivesse o meu amor aqui comigo, o amor da minha vida, eu certamente teria comprado um presente com a antecedência que pede o carinho devido em torno da escolha, teria me banhado com mais detalhes e o pensamento nele, trocaria o “pijama” por uma produção especial, estaria usando o perfume predileto de nós dois e teria perfumado também a casa e enfeitado a mesa pra recebê-lo esta noite.

E com o tantão de amor que eu venho acumulando e guardando num lugar reservado e arejado da minha alma pra entregar a ele quando nos descobrirmos, eu posso afirmar com convicção: eu faria isso hoje, como faria todos os dias de nossas vidas juntos, porque é assim que eu o espero, com o requinte de uma flor enfeitando os meus cabelos.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

E depois são os operadores de telemarketing que não têm noção!

Feriado. Três da tarde.

Depois de obedecer a todas as orientações da linda voz masculina gravada na secretária eletrônica de atendimento de uma empresa que presta serviços de TV, telefone e Internet:

- A senhora está sem sinal de internet?

- Sim, desde ontem.

- Ok. Vamos realizar alguns procedimentos. A senhora possui roteador?

- Sim.

-Está bem. É possível fazer a ligação do cabo da internet direto em seu computador, tirando-o do roteador?

- Sim sim, só um minuto.

E ao procurar o cabo para desligá-lo do roteador e conectá-lo direto no computador...

- Moço, ai meu Deus, que vergonha! Me desculpe! Acabo de perceber que o cabo não estava conectado em lugar algum, nem no roteador, nem direto no computador.

- Está certo. Mais alguma informação?!



P.S. 1: Possível expressão do operador – educadíssimo, por sinal – ao desligar: “Daaaaaaaaaaaaaã!”. Mas só porque ele era realmente educado!

P.S. 2: Minha mãe, logo após me passar o número de telefone da empresa:

- Amanda, vê direito se não tem nada solto lá atrás...

- Já olhei, mãe! (Por que a gente mente assim descaradamente?!)

P.S. 3: Eu prometo que me lembrarei disso na próxima vez que eu tiver vontade de xingar um operador de telemarketing... porque vamos combinar que ninguém merece trabalhar em pleno feriado e ainda ter que perder tempo com uma ‘toupeira’!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Ele não sabia...

... , mas o acordar e o deitar há muito já não eram atos marcados ‘necessariamente’ por ele como o primeiro e o último pensamento do dia. Ainda assim, era a sua imagem que a "menina" dos olhos dela espelhava pra representar, “semioticamente”, o amor.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Há dias...

... em que ouvir a mesma música mais de cem vezes é absolutamente necessário... e compreensível!



domingo, 7 de junho de 2009

É tão difícil olhar o mundo e ver o que ainda existe...

"Pois sem você,
meu mundo é diferente,
minha alegria é triste."

As canções que você fez pra mim
Composição: Roberto Carlos e Erasmo Carlos







P.S. 1: Há canções que falam tanto com a gente, que falam por nós!

P.S. 2: Há predileções da infância que permanecem. Esta minha se confirma sempre - de vez em quando - que remexo. Performance BRILHANTE, na minha humilde predileção!

De vez em quando...

Alguma certeza
Escuta: o que te dou não é por você, mas por mim_ se tenho amor demais, eu preciso deixar derramar até que tudo escorra e que haja um total esvaziamento. E, novamente, eu me sinta plena do vazio. (Porque também preciso da purificação do não-sentir pra me entregar de novo plenamente). Não interessa se amor demais te envaidece, envaidecer-se é uma forma de não se achar merecedor, caso contrário, receberia tudo com natural tranqüilidade. Mas não é sobre você que quero falar, é sobre o amor que escorre pela ponta dos meus dedos, que me enche os olhos e a boca d água.É por esse amor que eu respiro fundamente e sinto alegria. Você é só um foco do que tenho transbordando. Nada além do não-definitivo com a sensação de eternidade. Você é a energia que sinto, um rosto desfigurado, puro movimento e luz, o que faz movimentar-me em direção ao familiar tão desconhecido. Amo para conhecer-me e tudo me escapa: o que sabia sobre mim se transforma no que ignoro, o que não havia me tornado me fascina, mas não consigo tocar se reconheço. Esse é meu processo de melhoramento: saber-me ilimitada, transitória. (Se ficares longe ou aproximar-se, o amor será o mesmo, esse outro do “pra sempre, agora”).Escuta: eu não preciso fechar os olhos para ver por dentro a profusão de cores.Eu não preciso usar palavras pra dizer da comunhão das coisas. Eu não preciso estar embriagada de um amor concreto pra ver beleza em tudo. Ele está em mim, eu estou nele e onde eu for, chegaremos juntos.Se alguém se assusta ou se comove, é ser-espelho. Sol-teu-espelho, digo.Escuta: o que te dou é meu. E isso ninguém roubará de nós.

Marla de Queiroz



Ela não sabia explicar por que, mas o fato é que a lembrança dele voltara a permear os intervalos vazios entre um clique e outro do sistema de conexão entre os seus neurônios. E na maioria das vezes a imagem era aquele sorrisão leviano e juvenil que arrancavam do peito dela uma saudade censurada.

Ela supunha que outra vez era vítima da carência abrupta que sempre a pegava de súbito e já se tornara constante em fases. Quase como a TPM, que ela sempre tivera tanto orgulho de dizer que não a vitimava, mas que nos últimos meses ela percebera deixando-a com uma vontade especial de pressionar com a força das próprias mãos a cara de alguém contra a força contrária da parede.

Fosse como fosse ela se dava ao luxo de reviver os beijinhos deliciosos que os dois se proporcionavam mutuamente naqueles dias. De como andavam de mãos dadas na rua e isso a fazia sentir uma adolescente sem nenhum resquício de vergonha de seus quase 30. Das richinhas tolas só pra ficarem se alfinetando e depois calarem as vozes com mais beijos absortos.

Mas ao final, quando a mente pousava de volta, ela sabia que a imaginação é e provavelmente sempre será o seu caminho mais florido e talvez o único que a vida lhe dera a oportunidade de trilhar até agora.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Enquanto...

Dei-me conta de que algumas coisas permanecem no mesmo lugar. Acho que é porque eu já fiz coisas demais. Fiz muitos amigos, nenhum inimigo, graças a Deus! Muitos se foram por aquele caminho oblíquo que a vida põe na nossa frente. A maior parte deixou ao menos um perfume na minha memória. Outros permaneceram. São como as estrelas. Estão lá longe, mas se olhamos com atenção em noite de céu aberto podemos ter a certeza de que estão bem ali, brilhando sobre nós. Alguns estão bem mais perto, fazem parte de cada pedacinho que a gente junta com um montão de outros pedacinhos e formamos uma coisa que chamamos de felicidade.

Já vi muitos filmes, ouvi muitas musicas. Comecei e não terminei de ler alguns livros e enchi meu coração das letrinhas de vários outros. Fiz muitos passeios, embora não conheça tantos lugares. Passei tardes de domingo na frente da TV na companhia da minha mãe. Outras no quarto desabafando tagarelices com minha irmã.

Eu já preenchi algumas agendas, com compromissos, alguns cumpridos, outros não. Com frases soltas, com poesia, com desabafos e até com cartas que nunca foram enviadas.

Já fui a muitas festas, dancei horrores, cantei imitando uma diva, chorei na frente do espelho. Já sonhei muitos sonhos, tive medo dos pesadelos, contei o tic tac do relógio nas noites de insônia e perdi a hora nas de desmaiado sono.

Já me declarei algumas vezes. Vivi amores. Outros tantos desamores.

Já arrumei o quarto com afinco pra bagunçar tudo de novo em algumas horas. Já esvaziei o guarda roupas muitas e muitas vezes e me deixei levar pelas lembranças que encontrei em pedaços de papel, cartas, fotos e perfumes e quando percebi, havia ficado horas ali, sentada no chão. Guardei tudo de volta.

Já trabalhei em algumas empresas e tive variadas rotinas e horários. Já estudei bastante e hoje ostento até um cartaz que me diz que sou jornalista. Já preenchi muitas sulfites e documentos de Word, joguei muita coisa fora e inúmeras vezes segurei o dedo no “Delete”.

Fiz compras, namorei, só fiquei, me apaixonei, desiludi, chorei de amor, de raiva então!

Há algum tempo, porém, eu tenho percebido que esforço-me pra fazer tudo. Esforço-me porque é fato que falta um pedaço que se faz cada dia mais essencial. A ponto de me fazer ficar sentada na cama tentando imaginar como seriam alguns momentos preenchidos dessa presença que se faz tão ausente.

Chegou um momento na minha vida em que eu me sinto dando voltas no mesmo lugar. Se eu teria que estar construindo ou trilhando qualquer coisa, há tempos perdi a capacidade de andar pra frente. No fundo eu fico repetindo os mesmos passos porque eu sei que nada será efetivo e real se não tiver alguém pra dividir tudo isso, pra dividir só isso.

Eu acordo todos os dias na minha cama de solteiro e me pergunto até quando vou dormir num espaço tão grande assim só pra mim. Eu olho pro apartamento de minha mãe e não vejo a hora de ter o “nosso”, pra viver momentos únicos e exclusivos disso que eu não tenho e que se faz necessariamente visceral.

Eu olho pra qualquer criança na rua e automaticamente me imagino como mãe. Eu amo muitas pessoas mas elas já não me bastam e eu tenho coisas que guardo só para o dia em que eu poderei partilhar acompanhadas de amor e planos numa mesa de jantar a dois.

É como se a gente limpasse um móvel com o peso de saber que em algumas horas ele vai estar empoeirado de novo. Assim tem sido a minha vida. Pesa sobre mim uma falta de sentido escandalosa pra tudo porque eu não tenho só uma coisa. E pode parecer egoísmo ou fantasia, mas eu também não tenho a possibilidade de saber como seria. Então, eu continuo acreditando que só falta mesmo tudo isso!

Comigo não... !

É tempo de incoerências, de acasos, de surpresas.
É tempo de loucuras, insanidades, indecisão e vai-e-vem.
Eu que prefiro ficar à deriva, já decidi:
Vou é ficar quietinha aqui no meu cantinho aconchegante e frio!
Aha! O frio! Como eu adoro esse clima convidativo e elegante!
Nada vai me tirar desse estado de paz regado a chocolate quentinho e docinho.
Nada!

PS.: Praqueles a quem eu avisei da cirurgia que iria fazer amanhã... foi adiada. Data confirmada agora: 19 de junho (sexta-feira).

Aceito de bom grado orações, pensamentos e desejos bons. Visitinhas, telefonemas e qualquer tipo de mimo também são bem-vindos! rsrsrs

Beijos!