sábado, 4 de julho de 2009

Aí...

É uma saudade assim assim. Não tem nome, nem cor, nem rosto, nem por quê. É uma saudade que preenche todo o vazio e estranhamente aumenta o tamanho do buraco. É uma sensação de não ganhar mais do que perder. De desunião mais do que separação. De não encontro mais do que solidão. É uma saudade que dói mesmo sem arder. Faz chorar mesmo na átomo da alegria mais genuína que se alcance. Mas não se alcança. E mesmo sem saber o gosto, delicia-se no não ter. E mesmo sem conhecer sabe exatamente como seria. É uma saudade que já estava aqui, e não se foi "ainda".

5 comentários:

Michelle Ribeiro disse...

Assim que terminei de ler veio uma música na minha cabeça. Não é das melhores, eu sei, mas diz assim: "Aí, que saudades que eu sinto de nós, quando eu tento dormir não consigo, quando eu deito escuto a sua voz"

beijos

Marcel Jabbour disse...

Seria a saudade de trabalhar?

Fica aí a pergunta.

Beijos

Nóbrega disse...

"De não encontro mais do que solidão..."
Essa coisa do devir me intriga, parece que é sempre no 'logo ali' que o pote de ouro se esconde.

Mas sabe, que o Cazuza que tem uma frase que acho genial, "a dor no fundo esconde uma pontinha de prazer"...acho genial e quando terminar de ler, só me vinha essa música na cabeça.

abraços!

.::Li::. disse...

Que lindoooo!!!
Parece mesmo que toda alegria de vez em quando tem uma pontinha de tristeza, né?

Bjoks =)

Bianca Pyl disse...

Lindo! é amiga tem coisas q se sente e não se entende e tem coisas que não realmente não são para entender. Saudades.

Um beijo carinhoso.