sexta-feira, 10 de julho de 2009

Além do entendimento...

É difícil explicar esse tipo de amor. Terá o amor tipo, então?! Será que um sentimento como o amor cabe dentro de moldes, parâmetros ou padrões normativos? Creio que não! Aliás, tenho absoluta certeza que não! E talvez seja mais fácil estabelecer este raciocínio partindo deste princípio. Alguém disse certa vez que sentimento não se explica. Concordo! E eu não me importo de verdade com o que estabelece a vã cultura dos homens, a vã forma de comunicação estabelecida por eles, que põe o dedo em absolutamente tudo. O fato é que sentimento vai além de “achismos”. E este meu é real. Desde menina é real. E cresceu. Tanto, que a dor da perda é ainda mais real. E os moralistas cheios de padrões e parâmetros não entendem. Me perguntam como é possível amar alguém que nunca se viu pessoalmente. Com quem nunca se estabeleceu um vínculo afetivo “carnal”, “físico”. Alguém me explica, por favor, que tipo de vínculo afetivo pode ser físico?! O fato é que Michael Jackson despertou em mim um amor que não merece explicações tão pequenas. É um amor que me faz sentir seu adeus como eu sentiria se fosse um amigo presente em carne e físico. Isso porque ele inventou um jeito de disseminar amor. E já não seria muito difícil para ele que veio à Terra presenteado de dons cativantes. Mas de fato, sua principal ferramenta traduz a alma só no fato de existir: a música. Além de seu brilho próprio, Michael fez da música um veículo para espalhar a sutileza de uma alma que nunca coube nessa paranóia que chamam de MUNDO. E como não podia deixar de ser contrariou todos os moldes, parâmetros ou padrões normativos. Quem pode dizer o que é normal e o que é estranho? Quem pode julgar a maneira que cada um tem de lidar com tudo isso aqui? Quem pode duvidar do amor que eu sinto por esta pessoa que nunca fez parte da minha vida da maneira como o mundo estabelece que alguém deva se apresentar para fazer parte da vida de outro alguém, mas que sempre teve um espaço importante, muito mais do que lotes inteiros de outros vínculos. O que quero dizer é que Michael teve, tem e continua tendo de mim o mesmo amor que um dia plantou na minha alma. A mesma admiração e credibilidade que sempre lhe foram atribuídas por meu coração, porque pra ele, se fez digno. O que quero expressar aqui é um “adeus” dolorido e lamentoso de alguém que se despede de um vínculo presencial que nunca existiu, mas que trouxe o mesmo peso como se sempre tivesse estado ali. De toda a exploração mesquinha em torno da morte desta estrela linda uma coisa encheu meu coração de felicidade pesarosa. A declaração de amor corajosa e apaixonada da filha Paris talvez tenha servido para quebrar paradigmas de um instrumento com super poderes de lente de aumento que é a televisão. Porque inserido naquela voz, naquele choro contido até o limite, naquela expressão real de dor humana estava este amor genuíno e sem tamanho. E quem não pôde ser tocado por aquilo, talvez seja porque se coloque em posição de caixa pra receber o que não caberia no cosmos. Vá em paz, Michael! Onde quer que você esteja agora, minha fé me dá a possibilidade de acreditar que sua missão não terminou, simplesmente porque o amor é parte da existência até mesmo do que é invisível aos olhos da carne, baços demais, mas não aos do coração!

Um comentário:

Anônimo disse...

Amiable dispatch and this mail helped me alot in my college assignement. Thanks you as your information.