quarta-feira, 1 de julho de 2009

Espelho, espelho meu!

“... Você toma alguma decisão grandiosa sobre o que precisa fazer, ou sobre quem precisa ser, e então as circunstâncias mudam e imediatamente lhe revelam o quão pouco você sabe sobre si mesmo...”

“... Sempre fui tão fascinada por essas almas etéreas, delicadas. Sempre quis ser a moça silenciosa. Talvez, então, seja útil aceitar como fui criada e assumir plenamente a mim mesma desse jeito...”

“... Ou então, como dizia Sexto, o antigo filósofo pitagoriano: “O homem sábio é sempre semelhante a si mesmo.”

Isso não significa que eu não possa ser devota. Não significa que eu não possa ser inteiramente derrubada e soterrada pelo amor de Deus. Não significa que eu não possa servir à humanidade. Não significa que não possa melhorar a mim mesma como ser humano, aprimorando minhas virtudes e trabalhando diariamente para minimizar meus vícios. Por exemplo, nunca serei uma pessoa calada, mas isso não significa que eu não possa dar uma boa olhada nos meus hábitos de fala e alterar alguns aspectos, melhorando-os – trabalhar dentro da minha personalidade. Sim, eu gosto de falar, mas talvez não precise dizer tantos palavrões, e talvez nem sempre precise despertar o riso fácil, e talvez não precise falar sobre mim mesma de forma tão constante. Ou então, um conceito mais radical – talvez eu possa parar de interromper os outros quando eles estiverem falando. Porque, por mais que eu seja criativa no meu hábito de interromper, não consigo encontrar outra maneira de vê-lo que não: “Acho que o que estou dizendo é mais importante do que o que você está dizendo.” E não consigo encontrar outra maneira de ver isso que não: “Acho que sou mais importante do que você.” E isso precisa parar.

Todas essas mudanças seriam úteis. Mas mesmo assim, mesmo com modificações significativas nos meus hábitos de fala, provavelmente jamais serei conhecida como Aquela Mocinha Quietinha. Por mais que essa imagem seja atraente, e por mais força que eu faça. Porque precisamos ser totalmente honestos em relação a com quem estamos lidando aqui...”

Comer Rezar Amar
Elizabeth Gilbert

2 comentários:

Lari Saram disse...

Aaaaaah tá gostando né!?
Esse livro é demais!!!!

Vivian disse...

Sabia que vc ia gostar, Man!!!!! Eu simplesmente amei.
Te esperamos amanhã pra festa junina, às 15h.
Beijo
Vi