quarta-feira, 22 de julho de 2009

Es(vazia)da...

A essa altura da vida eu deveria desfilar uma maturidade atraente e segura. Eu deveria contar com uma auto estima invejável, daquelas muito bem instruídas depois de várias pancadas e alguns tropeções. Mas essa tal, a auto estima, é um tanto quanto cruel demais. A gente aprende a vida toda a necessidade de nos amar, de gostar da imagem que refletimos no espelho. E eu, particularmente, não acho essa das tarefas mais fáceis. Ainda mais quando esse trabalho deveria ser feito a quatro, oito, cem mãos, e não só a duas. Não é tão fácil conquistar esse amor próprio sem o mínimo empurrãozinho. E eu ando me perguntando o que há de errado, e, se em algum lapso de consciência eu me dou conta do que, como é que a gente muda uma coisa dessas.

Eu sou toda sutileza e arco-íris, pelo menos no mais íntimo do meu ser. Mas não se engane, esse lugar não fica logo ali! Eu sou é muita carranca, sou pesada, sou cruel. Minha crueldade é tanta que é com o mundo, de dentro pra fora, quando o que eu estou tentando, talvez, é açoitar a mim própria. É essa rejeição que me rodeia, que me perturba e que grita o tempo todo essa minha falta de graça, de jeito, de beleza... E eu que sou toda beleza, se quiser. Eu que sei o bê-á-bá de trás pra frente. Eu que conheço de cor o roteiro da delicadeza, do sorriso fácil, da espontaneidade. Mas tudo isso ficou preso em algum lugar de mim a que eu perdi o acesso em algum momento lá atrás. Porque hoje talvez o que se possa enxergar aqui é tristeza, cinzas e uma pitada de desesperança. E a lei do dar e receber é mais efetiva do que eu calculava.

Essa moça afoita, que se debate por uma lufada de ar, que sangra em hemorragias de amor e poesia, só precisa é de olhos generosos que lhe deem a oportunidade de ser bonita, leve e normal. Quem é que não deseja ser normal? Eu só preciso parar de procurar. É disso que preciso. Eu só preciso de um olhar novo que se volte pra coisas mais importantes. Eu só preciso de coisas mais importantes. Eu só preciso que sejam estas coisas verdadeiramente mais importantes. Eu só preciso de olhos que revelem toda essa paisagem encoberta de nuvens e lágrimas. E esse desespero... que me sufoca!

P.S.: Nessas horas é muito fácil entender a falta que eu sinto sempre daquele sorriso dele que me proporcina tanta liberdade... !

2 comentários:

.::Li::. disse...

O que mata a gente é esse desespero todo, essa pressa angustiante!!
Vamos relaxar mais, viver um pouco mais....não é fácil aprender a ser feliz com o que o dia a dia nos apresenta e só, ponto-final!
Mas não devemos perder a esperança por isso!!

Beijooos =**

Filomenas disse...

Concordo com a Li...não tenha pressa de nada e não procure respostas que você sabe que não terá agora. Tudo tem um momento certo para acontecer. Desacelere e olhe-se no espelho. Enxergue a menina linda que você é, porque você é mesmo...A gente se preocupa demais com o que os outros pensam, quando na verdade eles pensam muito diferente do que achávamos..

se cuida
beijão