domingo, 23 de agosto de 2009

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Dias maus...

Cada dia que passa as coisas vão ficando mais sem sentido. Eu me sinto cada vez mais encurralada, mais triste, mais feia, mais pesada, mais errada. Em lapsos de consciência - como alguém presa num compartimento submerso que se vale de 1 cm² que se resume ao espaço da boca aberta pra puxar e soltar o ar – eu vejo uma verdade totalmente inusitada. Eu me vejo! E naquele instante breve eu sou um ser humano como outro qualquer, com seus sonhos, seus desejos, seus problemas, sua sorte, suas bênçãos... No instante seguinte, porém, lá está ela, a espada afiada apontada bem perto do meu pescoço. "O buraco é mais embaixo", mas eu nunca havia notado que era tanto. Aos 28, eu tenho a infeliz capacidade de olhar pra minha vida e perceber que algo deu errado. Me sinto mais sozinha do que alguém poderia se sentir. Me sinto incompreendida, desonesta, insana... me sinto má! Minha fé se confunde o tempo todo com uma racionalidade que eu não aprecio. Toda essa argumentação cheia de retórica e lógica é absolutamente ridícula, e ainda assim me afeta. Quem foi que determinou que a "verdade seja dita"?! Eu não preciso de arma, nem qualquer ferramenta, pra me autoflagelar. Eu faço isso com muita competência. Para tanto me basta minha mente e todo esse sentimento impuro que ela produz. Eu não conheço o caminho. Eu o vejo, mas não posso botar o primeiro pé lá pra começar a trilhá-lo. Ele é inatingível. E talvez quem me vê, quem me ouve, quem me toca, possa pensar que eu sou alguém muito desequilibrada. Uma mulher amarga, nervosa, insensível, negligente, egoísta, mesquinha, interesseira... estranha. Alguém que não apetece. Alguém de quem se quer distância ou de quem se sente pena. Adivinha. Essa sou eu. Alguém que tem obsessão por palavras bonitas pra ver se consegue embelezar a feiúra que vê/sente por dentro. Alguém que se sensibiliza com a capacidade de capturar o segundo, o detalhe, a minúcia, a riqueza de um instante, de uma paisagem, de uma fotografia, de um abraço, mas que se percebe vedada à sensação de qualquer uma dessas coisas. Alguém que não pode desfrutar do amor das pessoas, como se ele machucasse mais do que sua ausência, como se não tivesse direito ao amor. Como se fosse proibida de amar. O sofrimento cresce à medida que eu vou me percebendo como isso tudo que eu odeio ser. À medida que eu me dou conta de como sou fraca e incapaz de me dominar e fazer as coisas serem diferentes. À medida que eu alimento dentro de mim uma ingratidão que me ilude quando me faz acreditar que tudo seria diferente, melhor, mais feliz, mais bonito "se..." sem conseguir me convencer de que o "se..." não existe, e que o que é, é aqui, é ali, acolá, se isso ou se aquilo outro... Mas nada muda porque eu me mantenho parada, convicta de minha inércia diante da vida. Me pergunto... pra que então?!

P.S.: Mesmo ciente do ridículo, insisto em me prestar ao papel de me desnudar aqui por ser a minha carência maior do que a decência e a maturidade de optar por não partilhar o dia mau causando o mal estar alheio e ainda por cima esperando que alguém me jogue a corda...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Pra não dizer da grandeza que resulta das minúcias...

Porque com uma sensação de bem estar e de mãos dadas comigo eu certamente estaria nos seus braços agora. Eu certamente não pensaria tanto em pensar demasiadamente. Eu certamente não trocaria a emoção do seu abraço por uma eternidade de sobriedade enlatada e incoerente. Não teria desperdiçado um gole se quer dos seus beijos. Um suspiro que fosse, o fôlego todo de vida que há nessa sua coragem incontida. Sem o peso do medo, sem a carga da moral e dos bons costumes tecida pelos que desperdiçam a vida com etiquetas frias e sintéticas, eu teria no meu rosto o seu álito doce. Eu sei que teria suas mãos estendidas e aquele olhar que mistura tão sutilmente o cuidado e o desejo. Eu passaria longe da aflição da distância e da saudade que me consomem quando eu entendo o tamanho da tolice que nos separa, que me separa de mim mesma...

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Outro dia notei que a lembrança se esvaía... mais e mais. Comentei com algum amigo até que já não doía mais assim, sem mais, mas com qualquer meditação mais concentrada sim.

Ontem, depois de ter desistido por algumas semanas, meses talvez, de ter notícias suas por um dos meus possíveis “através” já que há muito andava estático, me lembrei dele e resolvi fazer uma nova tentativa.

Vi uma foto. Você estava ali, entre outros, o único de costas pro meu olhar...

Inevitavel e instintivamente comecei a chorar...

... e depois, em meio a um choro doído de saudade, me percebi rindo extasiante por dentro quando li que você galgou mais um degrau do sucesso... o que você deseja e persegue de fato... o que meu coração te deseja e te envia por energia de querer bem...

Então... acho que ainda posso chamar isso de amor.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

...

Se eu tivesse o dom da poesia, talvez pudesse tornar o mundo ao redor muito menos dolorido. Você pode dizer: Mas o mundo é tão grande! Engana-se. O mundo ao redor de mim é mínimo, quase nada. Se você pudesse ouvir meus gritos de súplica, veria que as machucaduras aqui por dentro sim, são feridas de morte, tremendas que são. Eu detesto me ver chorar no espelho. As marcas de expressão do meu rosto pesam e a enxurrada de lágrimas escancara os poros da minha pele... tudo parece mais real do que numa fotografia. Se eu fosse criança, queria ter o poder de não crescer, e nunca descobrir o gosto amargo do abandono. Se a minha solidão não me abocanhasse assim tão furiosa, eu te convidaria pra sentar-se aqui ao meu lado. Te ofereceria um café adoçado por mim mesma, só pra te mostrar que eu também posso ser gentil. Se eu olhasse bem no fundo do castanho dos meus olhos, perceberia que eles continuam os mesmos, os olhos da menina que sempre sonhou com o dia em que seria a sua flor. Se eu possuísse a leveza do vento, seria capaz de te mostrar a força que há na tempestade de amor que mora em mim. Se eu pudesse, colocaria num caderno tudo o que sou - em forma de poesia, é claro -, porque se eu tivesse o dom da poesia, talvez o meu mundo fosse mais eu e menos o mundo todo.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

I'll be there!

Porque você é a fé forte que estimula a minha.
Porque você é tão linda e resolvida só pra ser o espelho que me puxa pela mão.
Porque você é obstinada e talentosa só pra ser o orgulho da família.
Porque você é a amizade mais absoluta e fiel da minha vida.
Porque hoje você é uma mulher de 25 anos que tem a minha mais profunda admiração.
Porque um dos desejos mais vitais do meu coração é sua felicidade e vida longa.
Porque eu preciso de você e vou precisar até meu último suspiro.
Porque eu vejo o amor de Deus no escuro através da luz dos seus olhos.
Porque você dita a maturidade da nossa casa.
Porque você não é “dodoizinha” e assim pode limpar minhas feridas com a sua postura definitiva. (Essa é boa, hein! rs)
Porque sou sua fã n.º 1.
Porque eu posso contar com você em qualquer situação.
Porque você é íntegra e leal.
Porque eu te amo com o amor mais genuíno que eu poderia, o meu, todo cheio de falhas, todo limitado, mas sincero e forte além da vida!

Por tudo isso e muito muito mais hoje eu comemoro mais um ano ao seu lado, minha irmã!

Te dedico uma das minhas músicas favoritas. Além de lindíssima, a mensagem é uma declaração de amor! Faço dela minha declaração de amor a você!





TRADUÇÃO

Estarei lá!

Você e eu devemos fazer um pacto
Devemos trazer a salvação de volta
Onde existir amor
Estarei lá

Estenderei minha mão para você
Terei fé em tudo o que você fizer
Basta chamar meu nome
E estarei lá

Você não sabe, querida?
Estarei lá
Estarei lá
Basta chamar meu nome
E estarei lá
Basta dizer meu nome
E estarei lá

Estarei lá para te confortar
Construirei meu mundo de sonhos ao seu redor
Estou tão contente por ter te encontrado
Estarei lá com um amor intenso
Serei a sua fortaleza
Você sabe que pode contar comigo

Deixe-me encher seu coração com alegria e risadas
Somos uma família, por isso sempre que precisar
Basta chamar meu nome
E estarei lá

Estarei lá para proteger você
Com um amor desisteressando que respeita você
Basta chamar meu nome
E estarei lá

Estarei lá para te confortar
Construirei meu mundo de sonhos ao seu redor
Estou tão contente por ter te encontrado
Estarei lá com um amor intenso
Serei a sua fortaleza
Você sabe que pode contar comigo

Se você por acaso encontrar outra pessoa
Eu quero que ela seja muito boa com você
Porque se não for
Então estarei lá




P.S.: Explicações: hoje é aniversário de uma das três pessoas mais importantes da minha vida, minha irmã Aline!

domingo, 2 de agosto de 2009

Pegadas...

Era cinza. Todo ele era de um cinza triste e solitário. Aquele céu limpo, isento, azul ofuscado pelo amarelado do sol... era cinza que ela enxergava. E não porque seu peito era todo chuva e trovão naquela manhã de sábado. Mas também seus olhos baços, embaçados, eles viam o cinza com uma clareza luminosa. O frio tocava sua pele e era um arrepio novo a cada instante. E uma sensação de fraqueza, um cansaço dolorido a invadia. Ela não podia permanecer. Queria chorar, mas não havia sentido algum em derramar mais uma lágrima sequer. Essa consciência madura fazia com que ela enjoasse. Por que num momento de extrema loucura ela era impedida de se atirar no chão em pranto compulsivo? Por que tinha que ser assim tão comedida? Naquele momento, nem a voz dele, nem a presença dele, nem o olhar estupendo dele fariam com que ela sentisse algum alívio. Era uma falta de perspectiva, tamanha confusão, que ela não sabia se o dia caminharia para o pôr do sol mais uma vez. Ela não se lembrava de respirar. Por sorte, o instinto o fazia.

sábado, 1 de agosto de 2009

Eu me recuso... !

Quem não conhece a terrível dor de ser subestimado, não deveria! A banalização de sentimentos, de impressões, sejam elas primeiras, segundas ou milésimas, a generalização, podem ser armas pontiagudas bastante ferozes nas mãos de quem quer que seja. Ser subestimada por pessoas menos próximas, ou mesmo estranhas, pode ser bem irritante, humilhante até. Mas quando nos tornamos genéricos na verbalização de alguém que amamos, que nos ama, é dolorido demais!

Eu sou alguém, como qualquer outro ser humano, em constante construção. Não sei se a palavra é exatamente adequada, mas eu talvez me enxergue como uma obra inacabada. Todos os dias, quando o meu cérebro entra em estado de “hibernação”, algo acontece, e no dia seguinte há menos tijolos do que eu havia deixado ali. Então eu tenho que partir de onde parei e assim esta obra nunca se completa. Isso é o que posso chamar de fórmula divina. A qualquer momento, é possível tirar tijolos, mudá-los de posição ou de lugar, fazer o que eu quiser, e “viver” um dia de cada vez.

Assim como qualquer pessoa eu tenho inúmeras facetas. Uma delas, eu sou, diria, interativa. Tenho uma cabeça aberta, sou bem humorada muitas vezes, adoro viver a vida de um jeito menos sério do que eu mesma sou. Sou muito séria. Isso é tão pesado que eu costumo partilhar esse lado com poucas pessoas. É claro que talvez a maioria das que fazem parte da minha vida, até mesmo indiretamente, me percebe assim. De qualquer maneira, intimidades a gente guarda para íntimos. E a outras pessoas a gente se entrega em nuances. Acho que é isso que todo mundo faz, e eu também.

É muito triste então quando uma destas pessoas a quem a gente toma o cuidado de se abrir e se entregar por inteira recebe de nós só as nuances. E mais, nos violenta com uma falta de percepção descuidada. É como quem recebe um presente caro e se dói com a escolha da cor, quando o que deveria ser importante é o gesto.

No mais, eu deixo claro aqui que, assim como todo mundo, sou composta por um quebra-cabeças de emoções que me fazem ser muitas por minuto. Mas isso não faz de mim alguém genérica. Eu tenho princípios individualíssimos. Sou plena de tendências, de predileções sim, mas não dou a ninguém o direito de tratar isso com leviandade. Acima de tudo eu sou um ser humano que busca viver acima das aparências mundanas, acima da ditadura social, acima do certo e do errado. O que me puxa pela mão é o que mina de dentro de mim, as genuínas turbinas emocionais, os meus desejos, meus sonhos, minhas aspirações grandiosas. Então, não queira me colocar numa caixinha cheia de facetas simplificadas. “EU” certamente não caibo nela!



P.S.: Este desabafo não pretende agredir. Até porque minha reação mais genérica é a falta de delicadeza. Então tenha de mim o meu amor, o meu carinho, a minha amizade, porque estas coisas sim são meus perfumes mais nobres... exclusivos, e não genéricos!