segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Quando o prazer desafia o amor...

Além da atração entre dois corpos, existe um infinito a ser compartilhado. É quando se encontra alguém com quem se cria um espaço único onde você pode ser exatamente você. Ali você pode se desnudar, tirar as máscaras todas, mostrar a cara e a coragem, falar de saudade, solidão e do que mais gosta no sexo. Uma infinitude onde cabem todas, todas mesmo, as peculiaridades de cada um. E nas tantas diferenças nos identificamos profundamente. Onde tudo que é feio e detestável em nós e pra nós é exposto como num bazar pra descartar coisas que não se quer mais... e sempre há alguém que enxerga na velharia a beleza de uma novidade. Onde se pode rir ou chorar, ser madura ou infantil, ser responsável ou totalmente inconseqüente. Sem protocolos, sem regras, sem etiqueta, sem aparências vazias. Onde a medida pra amizade genuína, a cumplicidade explícita e o desejo mais desmedido se igualam em proporção e encontram um espaço de boa convivência. É tudo que se sente no instante de um abraço, no longínquo que se pode alcançar num beijo sem pressa, no conforto de uma conversa complexa e sem propósitos, no silêncio do caminhar de mãos dadas.

Um comentário:

.::Li::. disse...

Ah, mas o prazer e o amor podem andar juntos!! ;P

Bjoks