quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Falo com amor - L-O-V-E!!!

Era ele ali. O astro. A estrela. O gênio. Ele estava no comando. E tinha que estar. Nascera praquilo. Criava. Dirigia. O controle estava em suas mãos. Seu desejo era mais do que uma ordem. Era lei. Era sagrado. A despeito da grandeza do que ele representava, do que ele provocava no outro – estava estampada em cada olhar atento, em cada sorriso escancarado, em cada lágrima teimosa – havia ali, naquele coração, algo tremendamente raro. Diria escasso. A doçura, a preocupação do Rei em ensinar O amor. Mais do que ensinar COM amor ele queria é que o mundo aprendesse a amar. Vigoroso em sua fragilidade, gracioso em sua ousadia, puro no auge de sua maturidade.

Quem pensa que ao entrar na sala de cinema pra ver This is it vai ao encontro do ídolo morto terá uma grande surpresa. Porque quem estará ali, do outro lado da telona, durante os próximos quase 120 minutos é o Rei do Pop... mais vivo do que nunca... pode apostar!

Esbanjando criatividade, doçura e talento como deveria mesmo ser. É incrível como qualquer coisa simples e corriqueira torna-se grandiosa quando quem está por trás dela é Michael Jackson. Qualquer super produção ou efeito especial perde por completo o brilho quando contraposto à luz da grande estrela.

Imagens despretensiosas para fins de arquivo pessoal misturadas a produções inéditas carinhosamente preparadas para o grande retorno do Rei do Pop aos palcos fazem de This is it um espetáculo musical dos mais completos e regado com o toque exclusivo de uma das almas mais lindas e apaixonantes que já desceram a passeio neste mundo.

Entre um sucesso e outro, o envolvimento perfeccionista e o carinho detalhista de quem sabe exatamente o que está fazendo, e o faz por missão. Em meio a “I Love you’s”, “God bless you’s” e “I say it with love’s”, o Rei imprime a sua marca naquele que seria talvez o espetaculoso adeus aos palcos, ao mesmo tempo em que planta o sonho do tamanho do mundo dentro de cada um dos corações envolvidos no grande projeto, de bailarinos a cantores, músicos a diretores.

Momentos chave como os ensaios de I Just can’t stop loving you e Billie Jean – onde MJ se solta além da simples, porém não menos espetaculosa, marcação de voz e coreografia e explode sob a inspiração que a música é capaz de provocar nele e em todo o elenco que o acompanha – reafirmam o inconformismo de corações como o meu, que não aceitam a partida tão antecipada.

This is it é verdadeiramente digno de Michael, simplesmente porque não inventa alguém, mas exibe uma verdade que talvez não tenha ficado tão clara em alguns momentos. A da alma especial em forma de talento brilhante, em forma de menino-homem, em forma de estrela!

Eterna fã... falo com amor!!!


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Toma o que é nosso!

E eu fiquei pensando se toda aquela minha espontaneidade não vinha mesmo era de uma inconsciência de sentir. Porque agora, diante dessa saudade absoluta e da certeza de que já não serei a mesma se o caminho for sem você, eu sinto medo e posso ver as travas todas, e não posso mais gritar como antes porque agora peso bem os riscos e penso antes de falar, por cuidado, não quero criar ainda outros riscos. Sinto tudo escapando de um controle que eu nem sei se um dia tive sobre tudo isso e só posso mesmo concluir que eu demorei é pra ter coragem de admitir você pra mim mesma. Fico tentando explicar tudo didaticamente aqui, pra mim, pros pensamentos todos confusos que procuram resposta, já que eu não poderia mesmo explicar pra você toda essa loucura. O meu medo é que você duvide de que haja uma verdade no meio dessa bagunça, e que eu vá te perder somente por falta de tato ou por excesso desmedido de zelo, ou ainda por puro desencontro de momentos. Me referencio então na sua sensatez e no equilíbrio maduro que eu não tenho e que te é tão natural. E entendo que talvez essas discrepâncias sejam o nosso tesouro quando eu tenho em você aquilo que me falta e ainda mais. E tudo o que eu te ofereço agora é sem dúvida o melhor de mim, o melhor que eu só estava escondendo por pura covardia, por pirraça ou rebeldia, já que tantas outras vezes fui obrigada a tomar de volta e abrigar naquele lugar mais seguro, tão seguro que pra alcançar tem que rasgar, tem que doer! Eu fiquei meio assim, você sabe bem, achando que talvez o que pra mim é o que há de melhor não seja tão melhor assim, se é que me preferem escondida atrás de centenas de máscaras e escudos. Eu sei que você me prefereria inteira e desnudada. Me desnudo então, agora! Lanço meu corpo nu ao encontro do seu coração. E só não o faço de maneira mais enfática pra tentar deixar prevalecer, desta vez, a sua vontade. Que seja absoluta! Porque a respeito, porque a quero... porque te respeito, porque te quero! E mesmo cheia de minhas contradições que ora admitem, ora negam, se assim eu não fizesse, não seria eu. Então, eu aceito o que vier de ti, mas que seja tudo construído sobre nossos corpos nus, sobre nossas faces desmascaradas. Não faço jogos, não negocio nada menos do que essa nossa inteireza. Toma minha verdade então. Eu sei que farás dela o que for de melhor pra ti. E juro que basta pra mim! Afinal, só nós sabemos o que levamos de tudo o que somos juntos. Eu sei!

sábado, 17 de outubro de 2009

Poderosíssima!!!





P.S.: Em homenagem a Meggynha. Parabéns, minha flor!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Aborto

Ele estava ali. Fora concebido um dia, assim, sem mais, nem porquê, de uma sorte de querer. Aninhado no útero, esperava pelo mundo enquanto o mundo o via de fora. Tímido, ganhava corpo sem muito alarde. Se alimentava de qualquer resquício de gentileza. Se deslumbrava com qualquer sombra de intimidade. Ensaiava sorrisos de todos os tipos: os mansos, os maliciosos, os fúteis, os escandalosos. Esperava alguma coisa, não sabia o quê. Sem nome ainda, já tentava se definir. Era medroso que só, mas tinha tanta fome de existência! Queria ser forte, mas era mais ele quando vítima. Precisava dos apetrechos todos tão próprios dos covardes. Esperava por um ninho. Podia ser qualquer coisa simples, nobre, talvez aquele que se formava no desenho das mãos unidas em forma de concha. Pousaria ali, com gosto pousaria! Até que então sentiu a hora chegada. Pensou em tudo que escutara, tudo que imaginara em seus sonhos mais íntimos durante aquela estadia. Era hora de conhecer o outro lado. Se deliciava só de pensar! Achou mesmo que seria fácil, afinal, encontrara o espaço do abraço. Encontrara! E ali ficaria, ali dormiria tranquilo, ali teria todas as respostas e faria tantas outras perguntas. Era o espaço exato, do tamanho perfeito. Porque ali cabia todo inteiro, todo entregue. Ali e nos olhos. Nos olhos também! Se via a si mesmo nos olhos. Mas percebeu. Algo estava errado. Não entendia porquê tanta demora. Tinha pressa, tinha sede demais! Foi quando se deu conta: as mãos não estavam unidas em forma de concha, o abraço não estava aberto, e os olhos marejavam, e molhavam a luz, e os sonhos, e as promessas. Não tinha lugar ali. Percebeu, em completo estado de lástima, que nasceria sem solo, sem um coração pra ocupar. Não quis arriscar. Decidiu. Não nasceu. Voltou ao seu lugar. Aquele, o mesmo, de onde talvez nunca sairia. “Pena”, pensou, e chorou, o amor!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Pontadinha no peito

Alguém me ensina, por favor, como fazer pra não chorar de emoção genuína e rasgada ao ler coisas assim?!:



Cartão.

Hoje seria aniversário do seu pai e eu me permito o desejo infantil de fazer chegar até ele um cartãozinho. Pra contar que brindamos a ele nesse domingo. E que uma campanha feita por ele é uma das mais lembradas de todos os tempos na Lápis Raro. Pra dizer que o tempo cura e o riso volta. Que eu me tornei alguém melhor depois que ele passou por aqui. Pra agradecer por ele ter transformado o amor em gente. E pelo milagre de vê-lo crescendo menino ao meu lado, fazendo do meu amor de mulher amor de mãe.



P.S.: Este é um post do blog para Francisco (http://parafrancisco.blogspot.com/), de Cristina Guerra. Quem conhece, sabe exatamente do que eu to falando! Quem não conhece, fica aí a dica. Uma das histórias que nos fazem, ao menos por um momento, refletir sobre a grandiosidade do significado da vida!