sexta-feira, 25 de junho de 2010

Comigo isso acontece o tempo todo...

Você, esse sonho. E eu, esse leve sono. Seria demais pra mim. Em qualquer circunstância seria. Toda essa sua educação, essa gentileza que ultrapassa o status da realidade massacrante desse mundo que é tão real. Quando tudo que eu queria é o irreal. Se de alguma forma o meu lado bom pudesse te alcançar! Como um anjo com asas e plenos poderes. E você nem sabe. Ou sabe. Mas não importa. Não mesmo. Porque qualquer que seja o futuro, eu nunca serei digna de estar lá. Não do seu lado. Não digna de toda essa sua nobreza. E tinha que ser assim, um sonho bom, um platônico amor que se fizesse tão impossível quanto todos os outros que já passearam por aqui, por essa terra tão cheia de desencontros. Eu fico me perguntando então pra quê. Esses encontros que só nos fazem lamentar. Que ardem na carne como o fogo, e nos aquecem como o sol, meu Deus! Tanta sintonia assim sem mais? E esse meu sorriso que às vezes parece mais brilhante quando é você quem o provoca. E esse jogo-devaneio. Me machuca. E eu nem tinha percebido. Eu tinha. Mas nem tanto. Pratico contigo, e só contigo, o exercício da covardia. Porque eu jamais ousaria. Não nesta vida. Eu agora percebi que gosto de você desde um sempre que nunca será pra sempre. Quem dera fosse apenas por enquanto...

quinta-feira, 24 de junho de 2010

terça-feira, 15 de junho de 2010

Seis meses...

... e a dor, e a saudade, são tão profundas... quanto sempre serão!!!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Como sempre ela sabe o que se passa por aqui...

Desafeto

Não quero mais o beijo molhado, o derretimento castanho dos olhos, o sorriso sacana. Não creio mais em tardes febris ou saudades desesperadas. Tudo é verbo, verso, papo furado. Tudo pode ser rasgado, cuspido, jogado no lixo. Obra prima perdida em rasuras. Poesia sem calor de corpo. Paixão destituída de loucura. Fogo morto.

Não quero mais o encaixe de tudo, o perfume da pele, a carícia dos dedos. Não creio mais em noites acesas, em madrugadas intensas, em manhãs de luxúria. Tudo é fome e desejo de saciedade. Tudo é espera por novidades. Displicência de afetos, perda de tempo, sexo sem vontade.

Não quero mais sensações de eternidade, abraços pra sempre, sussurros de amor. Creio em frases desacompanhadas, em palavras cruas, textos sem autor. Tudo é falta de comprometimento, tudo é vácuo, vazio, relento. Tudo é falta de rumo, um peito apertado, tristeza sem dor...

Marla de Queiroz