terça-feira, 24 de agosto de 2010

Sua não, Minha Sorte!

Proposta para a aula de Estética das Mídias: trazer uma obra de arte. Poderia ser uma poesia, uma música, uma fotografia, um vídeo, etc, etc, etcsss.

Vi ali o momento pra trabalhar algo que é quase como uma extensão de mim. A poesia, essa arte que inebria, que clama, que sangra e que sorri, tudo numa proporção ampliada pela paixão do verbo.

A orientação da professora era para que escolhêssemos algo de que gostássemos, que falasse conosco. Entre tantos autores, poetas, filósofos e pensadores consagrados, afora aqueles nem tão consagrados assim, optei por algo mais pessoal, mais próximo de mim, muito próximo, aliás, há apenas duas mesas!

E a repercussão da exposição do texto em aula para os colegas presentes foi tão boa que a pauta virou sugestão da professora para o trabalho final! Eu disse que essa menina ia longe, eu disse! Eu mesma fiz questão de a levar pra dentro da sala de aula da pós graduação lato-sensu da USP.



Sobre quando não há ninguém, embora haja

Estamos sozinhos. Ele e eu. Eu numa ponta da sala comprida. Ele na outra. Ponta. E ponto.

Silêncio de vozes presenciais. Vozes somente dos meios. Outros, que não nossa fala muda. Barulho apenas de quem não está. Para quem compartilha, nada. Vazio e silêncio e pronto. De pronto, qualquer rascunho humano de nós ecoa.

Diferente é só o que de mim sobra quando olho o resto do ser que não é, não sente, não percebe, não esquiva nem enfrenta. Ignóbil.

Aborrecidas elas passam. E como se não bastasse, me sorriem. As horas cruéis escorregando como lágrimas. Tristeza inclusive.

Céu se abriu e explodiu. Coração rebentou feito balão no alto. O que há são sobras das sombras assombrando o presente de medo.

Ficou a pintura borrada dialogando com o nada das paredes. Eco do silêncio na bagunça do espírito.

Valentia de estar só. Acompanhado.

7 comentários:

Camila Caringe disse...

AAaaaaaaaaahhhh!

Que vergonha! rsrs

Eu me lembro exatamente da situação que me fez escrever esse texto. Eu lembro até onde eu tava, o que eu estava fazendo, e lembro que dia da semana era! rsrsrs (depois te conto!)

E olha só como uma coisa pequena fica grande! Isso é um retrato da teoria do caos! hahaha

Obrigada, Amanda!

Lisonjeio é pouco para descrever essa sensação.

:D

Joey Marrie disse...

"A poesia, essa arte que inebria, que clama, que sangra e que sorri, tudo numa proporção ampliada pela paixão do verbo."

Quanta verdade contida nessas palavras.
A poesia é como um bálsamo para a vida.
Quanto ao texto e a autora escolhidos... parabens pelo bom gosto, Amanda!

;D

Luciano de Sálua disse...

... Tenho um comentário, mas não vou contar. (((sorriso)))

*Livia* disse...

Ai que lindo isso!!!! Já virei seguidora.... ^^

bjos

Vanessa Souza Moraes disse...

Solidão a dois nunca mais (Moska)

LIno XOngas disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
LIno XOngas disse...

Quem conhece a Camila não a conhece,
Quem não conhece e a lê, jamais a esquece.