quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Sobre borboletas, ampulhetas e amor...

Hoje é mais um daqueles dias eu que eu sinto uma necessidade quase visceral de falar de amor. Esta é uma semana, aliás, atípica. Folga do trabalho, dos deveres chatos, dos celulares, dos e-mails, dos sorrisos prontos, da alimentação regrada, do tic tac do relógio... enfim... a oportunidade de me trancar dentro da minha bolha, literalmente. E aqui tem bastante espaço. Tem sonos longos e bem dormidos, tem dias de 24 horas a serem preenchidas - não esticadas, tem livros, muitos livros, tem músicas, muitas músicas, tem filmes com pipoca, tem sonhos de olhos abertos (como eu gosto de fazer isso... tinha me esquecido!), tem afagos que compensam as crueldades... e tem borboletas e ampulhetas...

Um querido me deu de presente esta simbologia. O renovo implícito às borboletas. E ela tem permeado os dias.

Uma amiga ganhou de presente de aniversário uma ampulheta de areia lilás, grande, linda! E me fez lembrar como eu gosto deste objeto.

Quase que simultaneamente, ambos se associaram e decoraram minha bolhinha. Eu me lembrei de ter ganho um par de brincos de borboletas. E vasculhando meu blog, descobri que as duas já andaram se mostrando entre os vocábulos que transbordaram alguns sentimentos.

Mas... e o amor? O amor? O amor tá nos sonos, nos livros, nas músicas, nos filmes, nos sonhos, nos afagos. O amor tá nas asas da borboleta. O amor tá no jeito bonito de medir o tempo dentro da ampulheta. Tá na esperança que renasce em mim todo dia de manhã quando eu escolho levantar. Tá na gratidão que me toma e me embarga quando eu lembro que bem aqui, atrás da parede a minha frente, dorme alguém que é hoje a personificação do amor maior meu aqui na Terra. Tá nas lágrimas que contradizem essa sensação de petrificação da alma que me tomou nos últimos tempos. Tá nos sorrisos que se mostram pra mim todos os dias. Tá na saudade. Nos infinitos particulares que me convidam pra dançar. Tá nos parágrafos e também nos pontos finais. Tá na chama da fé que ainda se mantém acesa em algum lugar do meu coração. Tá no dissipar da dúvida sobre ter filhos. Tá nos olhos da primeira criança que ganhou o meu amor incondicional. Tá na solidariedade que abre os braços toda vez que visito uma certa casa de portões verdes e cortinas tecidas de bondade. Tá nas fotografias que não me permitem esquecer o quanto eu amava aquele sorriso de olhos amendoados.

O amor, enfim... como tudo no universo... como as borboletas... como as ampulhetas... o amor está...

4 comentários:

Camila Caringe disse...

...o amor está... o amor é...

Algumas vezes "falta apenas o golpe da graça, a que chamamos paixão".

ilustradas disse...

tempo livre deixa a gente assim, livremente criativa!

thais disse...

O amor esta por todo lado, e inúmeras vezes não esta dentro de nós. Esta no livro, na tv, no aparelho de som, e a gente faz de tudo, na vã tentativa de capturar esse sentimento, mesmo que seja só um pouco do todo. A gente re-lê, grava, assiste e re-vê, mas ja me cansa procurar por algo que, já esteve dentro de mim e eu deixei escapar. Se você ô tem, aproveite, gaste bastante, é algo que quando mais gasta, mais se tem. E que nesse 2011, haja muito, mas muito amor no coração de todos!

Amei a postagem, parabens!

*Livia* disse...

Sim, o amor permanece! E que bom isso!
Como ela permnecerá para sempre...no seu coração, na sua lembrança, por todos os dias!
Beijos e um Feliz 2011 pra vc!! ;)