domingo, 20 de fevereiro de 2011

Não fossem as manchetes noticiosas de amanhã, eu diria que há um gosto adocicado de paz nessa torrente de águas que ilustra minha tarde de domingo. Minha. Porque eu tenho me apropriado das coisas que se insinuam a mim com tanta liberdade. Eu diria que tenho aprendido a degustar momentos, instantes, espaços de tempo em que o encontro comigo é quase metafísico. Mas, pensando bem, esse verbo não cabe mais aqui. Não nesse lugar novo onde eu não vislumbro um traço de aflição ou angústia sequer. Não que eu julgue já ter aprendido tudo, longe de mim tal estúpida pretensão! Mas me soa melhor dizer que eu tenho degustado, que eu tenho me apropriado, que eu tenho experimentado, que eu tenho me encontrado, que eu tenho vislumbrado, a colocar o verbo “aprender” na frente de todas as coisas que eu tenho realizado com tamanha autonomia e desprendimento. É que eu não tenho mais medo de ousar. E não fico contando os minutos pra esperar que seja a hora “certa”. A hora “errada” também me serve, tal qual o servo a seu senhor. É por isso que o silêncio torrencial dessa tempestade parece música aqui dentro desse apartamento. Eu tenho C O N T E M P L A D O. E isso não tem preço!

4 comentários:

*Livia* disse...

Então, é assim? A vida realmente começa aos 30?? Que esses meus 6 longos anos passem tribui alguns logo!! Rsrsrs

Agora falando sério, to muito feliz com essa mudança...e gosto de pensar que de algum modo que contribui uns 0,001% pra isso!

Beijos, irmã mais velha! Rsrsrs

Iêda disse...

Lindo ver vc pensando e agindo assim.
beijos

Luciano de Souza disse...

No fim, a gente vislumbra mais, degusta mais, vive mais, quando deixa de ser teoria e fazemos disso tudo prática. E acho que você está descobrindo isso.

Bianca Pyl disse...

amiga que orgulho de ler essa sua felicidade! Feliz por vc
beijos com saudades!